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15 anos de impunidade: ato cobra julgamento dos mandantes e assassinos de Paulo Colombiano e Catarina Galindo

Quinze anos depois do assassinato de Paulo Colombiano e Catarina Galindo, os mandantes e executores do crime seguem impunes. O processo está parado nas instâncias superiores, sem que ninguém tenha sido condenado. Diante da lentidão da Justiça, familiares, sindicatos e movimentos sociais convocam um grande ato no dia 27 de junho, às 9h, em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), para exigir julgamento imediato dos responsáveis.

“O que estamos exigindo é simples: juri popular imediato. Os mandantes e executores estão identificados há anos. Não há motivo jurídico que justifique tamanha lentidão. É mais do que tempo de pôr fim a essa vergonha e fazer justiça”, afirma Geraldo Galindo, irmão de Catarina e uma das lideranças da mobilização.

O ato promete ser a maior manifestação já realizada em torno do caso. A mobilização busca pressionar o Tribunal de Justiça da Bahia e os tribunais superiores a romperem o ciclo de impunidade que envergonha o sistema de justiça da Bahia e do Brasil.

Relembre o caso

O crime ocorreu em 28 de junho de 2010. Paulo Colombiano, tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, e sua esposa, Catarina Galindo, foram executados a tiros no bairro de Brotas, em Salvador.

As investigações apontaram que o assassinato foi encomendado pelos empresários e irmãos Claudomiro César Ferreira Santana e Cássio Antônio Ferreira Santana, donos da empresa de saúde MasterMed, que prestava serviços ao sindicato. O motivo: Colombiano havia descoberto e denunciado um esquema de desvio de recursos da entidade, estimado em mais de R$ 34 milhões.

De acordo com a Polícia Civil, os executores foram Adaílton de Jesus, Edilson Duarte de Araújo e Wagner Luiz Lopes de Souza, todos identificados e indiciados. Eles chegaram a ser presos preventivamente em 2012, mas hoje respondem ao processo em liberdade.

O caso se arrasta há anos, marcado por manobras jurídicas e sucessivos recursos. Em 2017, uma sentença de primeira instância foi anulada pela 2ª Turma da 1ª Câmara Criminal do TJ-BA, sob a alegação de “excesso de linguagem” do juiz responsável. Desde então, o processo permanece sem desfecho, aguardando movimentação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no próprio TJ-BA.

O assassinato de Colombiano e Catarina não foi apenas um crime contra duas pessoas, mas um ataque à luta sindical, aos trabalhadores e a quem denuncia corrupção e desvio de recursos. Quinze anos depois, os culpados seguem livres, protegidos pela morosidade do Judiciário.

Foto: Divulgação

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