O BTC perdeu novamente o nível de US$ 65 mil e recuou mais de 2% nas últimas 24h, sinalizando que os touros ainda não tem força suficiente para impulsionar uma alta para US$ 70 mil.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 28/07/2026, está cotado em R$ 325.196,61. O BTC perdeu novamente o nível de US$ 65 mil e recuou mais de 2% nas últimas 24h, sinalizando que os touros ainda não tem força suficiente para impulsionar uma alta para US$ 70 mil.

De acordo com Arthur Driessen, analista da Crypto Investidor, o BTC inicia a semana testando uma importante zona de resistência entre US$65.000 e US$67.000. Ele aponta que caso o preço seja rejeitado nessa região e volte a perder o suporte dos US$57.000, teremos a confirmação de um novo fundo descendente, fortalecendo o cenário de continuidade da onda 3 dentro da onda C do bear market. Se esse movimento se confirmar, os próximos objetivos passam a ser as regiões de US$50.000 e US$45.000.

Imagem: Arthur Driessen – Crypto Investidor – Tradingview
Por outro lado, um rompimento consistente da faixa dos US$67.000 mudaria a estrutura de curto prazo. Nesse cenário o BTC formaria um topo ascendente, indicando fortalecimento da pressão compradora e aumentando as chances de uma recuperação até as retrações de 0,5 e 0,618 de Fibonacci, localizadas entre US$70.000 e US$73.000.

Imagem: Arthur Driessen – Crypto Investidor – Tradingview
A semana também deve ser marcada por forte volatilidade devido aos principais eventos econômicos dos Estados Unidos. Na quarta-feira, às 15h, será anunciada a decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros, seguida da coletiva de imprensa. Já na quinta-feira, às 9h30, o mercado acompanha a divulgação do PIB trimestral dos EUA e do índice de inflação PCE, indicadores que podem influenciar diretamente o comportamento do Bitcoin e dos demais ativos de risco”, finaliza Driessen.
Por que o BTC caiu hoje?
O movimento de queda começou após o fechamento dos mercados americanos e se intensificou na Coreia do Sul. O KOSPI caiu 8,02% durante o pregão, acionou um circuit breaker e interrompeu as negociações durante 20 minutos. Mesmo após a pausa, os investidores mantiveram as vendas, e o índice encerrou o dia com perda de 10,84%.
Ao mesmo tempo, o mercado de derivativos de criptomoedas transformou a pressão inicial em uma onda de vendas automáticas. As liquidações de posições alavancadas em Bitcoin cresceram 179,59% em 24 horas e alcançaram US$ 143,24 milhões. Os traders que apostavam na alta responderam por mais de 91% desse total.
A liquidação na Coreia do Sul começou no setor de semicondutores, que concentra parte relevante do KOSPI. As ações da SK Hynix perderam 14,7%, enquanto os papéis da Samsung Electronics caíram 14,4%, segundo a Reuters.
Juntas, as duas empresas representam mais da metade do peso do índice sul-coreano. Por isso, o recuo das fabricantes de chips rapidamente atingiu o restante do mercado e provocou chamadas de margem em produtos alavancados negociados por investidores locais.
O movimento também ultrapassou as fronteiras da Coreia do Sul. O Nikkei 225, do Japão, recuou aproximadamente 4%, enquanto o índice de Taiwan perdeu 4,7%. As ações asiáticas reagiram às preocupações com os gastos elevados em inteligência artificial e com o avanço da concorrência chinesa na produção de chips e equipamentos.
Diante desse cenário, os investidores reduziram a exposição aos ativos considerados mais arriscados. Apesar da proposta de funcionar como uma alternativa ao sistema financeiro tradicional, o Bitcoin ainda acompanha frequentemente o comportamento das ações de tecnologia em momentos de forte aversão ao risco.
Além disso, a Coreia do Sul representa um dos principais mercados de negociação de criptomoedas da Ásia. Portanto, um colapso repentino das ações locais pode provocar redução de posições, chamadas de margem e necessidade de liquidez entre participantes que também operam ativos digitais.
A queda das bolsas asiáticas não representa, sozinha, uma explicação completa para o recuo do Bitcoin. No entanto, a sequência dos acontecimentos indica que o choque no mercado acionário ofereceu o gatilho para um mercado cripto que já acumulava posições compradas e mostrava dificuldade para sustentar os US$ 65.000.
Liquidações e Fed aumentam a pressão
Assim que o BTC perdeu esse patamar, as corretoras começaram a encerrar automaticamente posições alavancadas que já não apresentavam garantias suficientes. Esse processo adicionou novas ordens de venda ao mercado e empurrou o preço em direção aos US$ 63.000.
Relatos de mercado também apontaram aproximadamente US$ 100 milhões em liquidações de criptomoedas durante apenas uma hora. Como resultado, a queda formou um ciclo no qual o preço mais baixo provocou liquidações, e as liquidações forçaram novas vendas.
O desequilíbrio mostra que os traders haviam concentrado suas apostas no lado comprador. Quando mais de 90% das liquidações atingem posições long, uma variação relativamente pequena pode desencadear uma correção maior do que o evento inicial justificaria.
Ao mesmo tempo, os investidores mudaram o foco da guerra entre os Estados Unidos e o Irã para a decisão de juros do Federal Reserve. Os dois países suspenderam ataques enquanto Omã tenta construir um acordo sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, embora o Irã negue negociações diretas com Washington.
A redução temporária das tensões derrubou os preços do petróleo e diminuiu parte do risco geopolítico. O WTI recuou para perto de US$ 81, enquanto o Brent caiu para aproximadamente US$ 86, segundo a Reuters. Entretanto, o alívio não sustentou os ativos de risco porque a política monetária voltou ao centro das atenções.
O Comitê Federal de Mercado Aberto encerra sua reunião nesta quarta-feira, 29 de julho. A ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava 64% de probabilidade de manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75%, enquanto o restante do mercado ainda considerava a possibilidade de aumento.
A inflação americana perdeu força em junho, o que oferece algum espaço para o Fed manter a taxa. Porém, o petróleo superou US$ 90 na semana passada e reacendeu o debate sobre pressões inflacionárias. Loretta Mester, ex-presidente do Fed de Cleveland, afirmou que os dirigentes precisarão avaliar se os juros atuais conseguem conduzir a inflação novamente à meta de 2%.
Além da decisão monetária, o mercado acompanhará os resultados das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Microsoft e Meta divulgam seus balanços na quarta-feira, enquanto Apple e Amazon apresentam os números na quinta-feira. Resultados sólidos podem ajudar a estabilizar o setor; novas preocupações com os investimentos em inteligência artificial podem prolongar a aversão ao risco.
Bitcoin análise técnica
De acordo com o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev, o Bitcoin mantém uma tendência de baixa no curto prazo, com o preço à vista bem abaixo da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, em US$ 64.960, e da EMA de 200 dias, em US$ 74.126. A perda da linha de tendência de suporte ascendente anterior, que agora atua como resistência perto de US$ 76.870, reforça a ideia de que o mercado está limitado por vendedores em prazos maiores.
As condições de momentum são fracas, com o indicador MACD (Convergência/Divergência de Médias Móveis) cruzando abaixo da sua linha de sinal e apresentando um histograma negativo. Ao mesmo tempo, o Índice de Força Relativa (IFR) está em 45, sugerindo que a pressão de baixa persiste, mesmo que as condições de sobrevenda não estejam totalmente definidas. Olhando para baixo, o caminho de menor resistência aponta para o apoio psicológico de 60.000 dólares.
Gráfico diário do preço BTC/USDT.
Na parte superior, segundo ele, a resistência inicial é observada na EMA de 50 dias, em torno de US$ 64.960; um fechamento diário acima dessa barreira seria necessário para aliviar a pressão de baixa imediata e abrir caminho em direção à EMA de 200 dias, em aproximadamente US$ 74.126, antes da zona de rompimento da linha de tendência perto de US$ 76.870.
Portanto, o preço do Bitcoin em 28 de julho de 2026 é de R$ 325.196,61. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 28 de julho de 2026, são: Aerodrome Finance (AERO), Binance Life e Morpho (MORPHO), com altas de 4%, 2% e 1% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 28 de julho de 2026, são: Audiera (BEAT), Artificial Superintelligence Alliance (FET) e Venice Token (VVV), com quedas de -27%, -10% e -9% respectivamente.
Fonte: CoinTelegraph
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