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Educação é tema central em sessão nesta quarta-feira (5)

Tribuna Popular debate demandas da população LGBTQIA+

Aladilce Souza, Marta Rodrigues e Claudio Tinoco cobraram novos cenários 

A educação foi o tema central da 38ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Salvador, nesta quarta-feira (5), dirigida pelo presidente Carlos Muniz (PSDB) e pelo vereador Claudio Tinoco (União). A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) retomou as críticas às escolas municipais fechadas para reformas e rememorou que, durante o recesso, visitou diversas unidades. 

Ela citou o canteiro de obras da Escola Municipal do Curralinho, no Stiep, voltada para o público com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que, no seu entendimento, está com as obras paradas há três anos. No rol de unidades com problemas, a vereadora também incluiu a Escola de Pituaçu, a Creche José Maria de Magalhães Neto e a Escola Metodista Susana Wesley.

A vereadora Marta Rodrigues (PT), por sua vez, aproveitou seu momento na tribuna para registrar os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A educação pública da Bahia alcançou em 2025 o quarto crescimento consecutivo no Ideb, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). As escolas da rede estadual atingiram nota 3,8 no Ensino Médio, dando sequência a uma trajetória ascendente iniciada em 2019, quando o índice era de 3,2, passando por 3,5 em 2021 e 3,7 em 2023.

“O resultado confirma a série histórica mais consistente da educação baiana e reflete a prioridade dada pelo governo estadual à escola pública. Entre 2023 e 2026, o Estado investiu cerca de R$ 20 bilhões na educação básica: R$ 9,7 bilhões em infraestrutura (com construção, reforma e modernização de unidades), R$ 3,7 bilhões na valorização da carreira docente (com o pagamento do Piso Nacional do Magistério, concursos e convocação de quase 9 mil novos servidores) e R$ 1,9 bilhão em alimentação escolar”, descreveu.

Conforme Marta, a Bahia melhorou em todos os itens que compõem o Ideb, como no fluxo escolar – que considera aprovação, reprovação e abandono –, registrando uma rede que reprova cada vez menos sem recorrer a mecanismos de aprovação automática.

“Os dados do Censo Escolar 2025 reforçam a transformação. Em três anos, a taxa de reprovação no Ensino Médio baiano caiu 12,2 pontos percentuais, de 16,6% para 4,4%, enquanto a evasão despencou de 13% para 3,1%. Os números são atribuídos à política de permanência estudantil, que combina alimentação de qualidade, transporte, assistência estudantil e programas como o Bolsa Presença e o Pé-de-Meia, sob a premissa de que nenhum estudante fique fora da escola”, disse.

Números

Por sua vez, o vereador Claudio Tinoco, ao citar os resultados do Ideb na rede municipal de ensino de Salvador – que registrou crescimento nas duas etapas avaliadas do Ensino Fundamental (nos Anos Iniciais, a capital passou de 5,3 para 5,6, enquanto nos Anos Finais a nota evoluiu de 4,2 para 4,5, representando um avanço de 0,3 ponto em ambos os segmentos, segundo o Inep) –, aproveitou para refutar os dados apresentados pela oposição.

“É muito provável que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apresente de forma oficial a Bahia entre as últimas posições do Brasil. E aí eu vou antecipar esses indicadores oficiais: nos anos finais do ensino fundamental, a Bahia cai da nota 4,0 para 3,9. Isso significa que o estado recua da 24ª para a 26ª posição (considerando 27 unidades federativas, com o Distrito Federal ainda pendente). Essa é a realidade dos fatos segundo o indicador oficial do Ministério da Educação. Vamos para o Ensino Médio: a Bahia aumentou a nota de 3,7 para 3,8, mas caiu na posição, descendo de 18º para 21º, pois possui apenas um centésimo a mais do que Amapá, Roraima, Amazonas e Rio de Janeiro”, declarou.

Saúde

Em seu discurso, o vereador Anderson Ninho (PDT) questionou uma declaração do governador Jerônimo Rodrigues, durante sabatina promovida pela TV Aratu, de que aproximadamente 80% dos pedidos de atendimento da Central de Regulação são resolvidos em até 24 horas, enquanto os casos mais graves recebem prioridade pela chamada “fila zero”.

“Essa não é a realidade que chega até os nossos gabinetes todos os dias, aos nossos canais de WhatsApp. Existe comprovação desses dados?”, cobrou Anderson Ninho.

Já o recém-empossado Carlos Kleber (PSD), em seu primeiro discurso em plenário, agradeceu pela oportunidade de atuar na vereança e prometeu trabalhar por uma Salvador melhor.

Fonte: Ascom CMS
Foto: Derlei Correia

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