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Trabalhadores da Bahiagás fazem assembleia para discutir riscos de privatização

Sindiquímica Bahia reúne trabalhadores nesta sexta-feira, às 8h, na porta da empresa, após governo autorizar venda de ações da Bahiagás


Os trabalhadores da Bahiagás se reúnem nesta sexta-feira (09), às 8h, em assembleia convocada pelo Sindiquímica Bahia, na porta da empresa, no Edifício Civil Business, STIEP, para discutir os riscos de privatização da Companhia de Gás da Bahia e os impactos da decisão do Governo do Estado de autorizar a venda de parte das ações que possui na empresa.

A convocação ocorre após a publicação, nesta terça-feira (06), de um decreto estadual que permite a redução da participação acionária do Estado na Bahiagás. A medida surpreendeu os trabalhadores e acendeu novamente o alerta sobre o futuro da companhia, considerada estratégica para a política energética e para o desenvolvimento econômico da Bahia.

A Bahiagás é a maior distribuidora de gás natural canalizado das regiões Norte e Nordeste e a segunda maior do país. Atualmente, o Estado da Bahia detém 75,5% das ações da companhia.

Para o Sindiquímica Bahia, a autorização para a venda de ações precisa ser amplamente debatida, especialmente diante do histórico recente da empresa. Em 2022, quando a Petrobras colocou à venda a Gaspetro, o Governo da Bahia exerceu seu direito de preferência e adquiriu as ações, ampliando sua participação na Bahiagás e fortalecendo o controle público sobre a companhia.

“Causa estranheza que, depois de o próprio governo ter adquirido ações para ampliar sua participação e proteger o controle público da Bahiagás, agora seja autorizada a venda de parte desse patrimônio. Estamos falando de uma empresa estratégica, lucrativa e que gera dividendos para o Estado”, afirma Alfredo Santos, diretor do Sindiquímica Bahia e da CUT Bahia.

Trabalhadores questionam estudos para desestatização
Outro ponto que será discutido na assembleia é a contratação, pelo Governo da Bahia, do Grupo Genial para a realização de estudos relacionados à possível desestatização da Bahiagás. O Sindiquímica questiona a necessidade desses estudos e cobra transparência sobre o conteúdo e os objetivos do contrato. O grupo contratado participou de processos relacionados à privatização de empresas como Sabesp, Copasa e EMAE.

“Se não existe intenção de privatizar a Bahiagás, por que manter estudos para sua desestatização? Queremos que o contrato seja conhecido, que os estudos sejam divulgados integralmente e que o governo esclareça à sociedade qual é o real projeto para a companhia”, questiona Alfredo Santos.

O sindicato também reivindica a revogação da Lei Estadual nº 7.029/1997, que permite ao Executivo promover a desestatização da Bahiagás sem uma nova autorização da Assembleia Legislativa.

Para o Sindiquímica Bahia, a venda de ações ou qualquer mudança na composição acionária da Bahiagás precisa ser precedida de amplo debate com os trabalhadores e a sociedade.

SERVIÇO
O quê: Assembleia dos trabalhadores da Bahiagás
Quando: Sexta-feira, dia 09/10, às 8h
Onde: Porta da Bahiagás. Edifício Civil Business, Av. Prof. Magalhães Neto, 1838, Stiep
Pauta: Riscos de privatização e defesa da Bahiagás
Para mais informações e entrevistas: André Santana 71.98873-7047

Fonte / Foto: Ascom Sindiquímica Bahia

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