Criptomoeda opera na faixa de US$ 82,7 mil nesta quinta-feira (8), enquanto mercado acompanha juros dos EUA, petróleo e força do dólar
O Bitcoin voltou a operar em queda nesta quinta-feira (8), negociado próximo de US$ 82,7 mil, em um movimento de realização após a recuperação registrada no início de outubro. Nas últimas 24 horas, a maior criptomoeda do mercado recuou cerca de 1,7%, segundo dados de mercado.
O movimento ocorre depois de o BTC alcançar US$ 86.950 durante a sessão de 5 de outubro. Desde então, a criptomoeda perdeu parte dos ganhos e fechou o dia 7 de outubro em aproximadamente US$ 83.282, acumulando uma queda de cerca de 4,2% em relação ao pico registrado no dia 5.

Bitcoin ainda acumula alta no mês
Apesar da correção dos últimos dias, o comportamento do Bitcoin em setembro e no início de outubro ainda mostra resistência. Segundo a 21Shares, o BTC encerrou setembro com alta de 6,2%, mesmo diante de um cenário marcado por juros elevados, petróleo acima de US$ 100 e forte volatilidade nos mercados.
Na primeira semana de outubro, entretanto, o mercado voltou a demonstrar maior cautela. Entre os fechamentos de 1º e 7 de outubro, o Bitcoin passou de aproximadamente US$ 84.842 para US$ 83.282, queda de cerca de 1,8% no período.
Capitalização supera US$ 1,6 trilhão
Mesmo com a queda, o Bitcoin continua sendo, de longe, o maior ativo do mercado de criptomoedas. A capitalização de mercado está próxima de US$ 1,7 trilhão, enquanto o volume negociado em 24 horas permanece na casa de US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões.
A oferta circulante está próxima de 20,1 milhões de bitcoins, diante de um limite máximo de 21 milhões de unidades estabelecido pelo protocolo.
Juros e petróleo entram no radar dos investidores
A pressão sobre o Bitcoin ocorre em um momento de maior preocupação dos investidores com inflação e juros nos Estados Unidos. Na quarta-feira (7), o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro americano chegou a superar 5,3%, enquanto o rendimento dos títulos de 30 anos atingiu níveis próximos de 5,7%.
Ao mesmo tempo, o petróleo Brent chegou a superar US$ 100 por barril, aumentando as preocupações sobre possíveis efeitos inflacionários. O dólar também ganhou força, tornando ativos considerados mais arriscados, como criptomoedas, menos atrativos para parte dos investidores.
US$ 83 mil vira ponto de atenção
No curto prazo, a região dos US$ 83 mil ganhou importância para o Bitcoin. O ativo chegou a negociar abaixo desse nível durante a movimentação desta quinta-feira, antes de recuperar parte das perdas.
Do outro lado, a faixa entre US$ 86,5 mil e US$ 87 mil aparece como uma importante região de resistência recente. Uma recuperação consistente acima desse patamar poderia melhorar o sentimento dos compradores, enquanto uma perda sustentada da região dos US$ 83 mil aumentaria a pressão vendedora.
O cenário, portanto, permanece sensível aos indicadores de inflação, à política monetária americana, ao comportamento do dólar e aos fluxos de capital para produtos ligados ao Bitcoin.
Distância do recorde histórico
Mesmo negociado acima dos US$ 80 mil, o Bitcoin ainda está distante de seu recorde histórico de US$ 126.198, registrado em outubro de 2025. Considerando a cotação atual próxima de US$ 82,7 mil, a criptomoeda está aproximadamente 34,4% abaixo do topo histórico.
Para o investidor, o momento exige atenção à volatilidade. A queda atual não significa necessariamente mudança definitiva de tendência, mas mostra que o Bitcoin continua altamente sensível às condições de liquidez global e às decisões dos grandes investidores.
Os dados de preço e volume são referentes ao mercado internacional e podem variar entre exchanges.
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