Campanha do Ministério da Saúde apresenta caminhos para conseguir atendimento na rede pública e destaca serviços de telessaúde e unidades móveis.
O acesso a consultas especializadas, exames e procedimentos cirúrgicos é um dos principais desafios para quem depende da rede pública de saúde. Para orientar os usuários, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional com informações sobre as etapas necessárias para conseguir atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Divulgada em 6 de outubro de 2026, a iniciativa explica como o paciente pode iniciar o atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), receber avaliação profissional e, quando houver indicação clínica, ser encaminhado para serviços especializados.
A campanha também apresenta alternativas de atendimento, como consultas por telessaúde, unidades móveis para exames e serviços oferecidos por hospitais privados e filantrópicos que participam de programas do SUS.
Como conseguir atendimento especializado
O primeiro passo para quem precisa de avaliação médica é procurar uma Unidade Básica de Saúde. Nesse local, o paciente passa por atendimento inicial e recebe orientação sobre os cuidados necessários.
Quando há indicação para consulta especializada, exame ou procedimento, o encaminhamento é realizado pela central de regulação da secretaria de saúde responsável, conforme os fluxos estabelecidos na rede pública.
O atendimento pode incluir consultas com especialistas, exames para investigação de doenças, acompanhamento clínico e cirurgias.
Segundo o Ministério da Saúde, pacientes com indicação de procedimento cirúrgico podem consultar informações sobre a posição na fila e a confirmação da cirurgia por meio do aplicativo Meu SUS Digital, conforme a disponibilidade dos registros.
Telessaúde amplia possibilidades de atendimento
Entre os recursos apresentados pela campanha está a telessaúde, modalidade que permite realizar teleconsultas e telediagnósticos em determinadas situações.
De acordo com o Ministério da Saúde, os núcleos de telessaúde estavam presentes em 4,4 mil municípios de 27 unidades da Federação, com atendimento em 62 especialidades. A estrutura havia realizado mais de 10,3 milhões de procedimentos desde o início de 2025, conforme os dados divulgados pela pasta.
A modalidade pode facilitar o acompanhamento de pacientes e a avaliação inicial de determinadas condições, além de contribuir para conectar profissionais de saúde e serviços especializados.
A utilização desse recurso depende da oferta disponível na rede local e da avaliação das necessidades de cada paciente.
Unidades móveis oferecem exames e consultas
Outra alternativa apresentada pelo governo federal é o atendimento por meio de unidades móveis do programa Agora Tem Especialistas.
As chamadas Carretas da Saúde oferecem serviços conforme a especialidade de cada unidade. Entre os procedimentos estão tomografias, ultrassonografias, avaliações oftalmológicas, cirurgias de catarata e exames voltados à saúde da mulher, como mamografias.
O encaminhamento é organizado pela rede pública, de acordo com a necessidade clínica e a disponibilidade dos serviços.
A campanha também informa que hospitais privados e filantrópicos participantes do programa podem receber pacientes encaminhados pela regulação estadual ou municipal. O atendimento pelo SUS permanece gratuito para o usuário.
Informação ajuda o paciente a acompanhar o tratamento
O Ministério da Saúde recomenda que a população procure as unidades de saúde para avaliação de sintomas persistentes e realização de exames preventivos indicados por profissionais.
Manter os dados atualizados, informar mudanças no quadro clínico e esclarecer dúvidas durante as consultas são atitudes que contribuem para o acompanhamento adequado.
No caso de pessoas que aguardam procedimentos, o acesso aos canais oficiais de informação pode ajudar a consultar os registros disponíveis e acompanhar as etapas do atendimento.
A campanha nacional busca esclarecer como funciona o percurso entre a atenção básica e os serviços especializados. Para que as orientações sejam efetivas, a disponibilidade de consultas, exames e procedimentos precisa ser confirmada junto às redes responsáveis pelo atendimento em cada município.
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