Sesab intensifica monitoramento de casos suspeitos e orienta população a verificar a caderneta de vacinação; doença permanece sob vigilância no estado
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) intensificou as ações de vigilância epidemiológica e o incentivo à vacinação para prevenir a reintrodução do sarampo. A medida busca identificar possíveis casos suspeitos com rapidez e evitar a retomada da circulação do vírus no território baiano.
Em comunicado divulgado em 9 de outubro de 2026, a secretaria destacou a importância da prevenção diante de registros recentes da doença em países vizinhos e da confirmação de casos importados na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
Segundo a Sesab, a circulação endêmica do sarampo na Bahia foi interrompida em 2020, quando foram confirmados os últimos sete casos no estado. Desde então, a vigilância epidemiológica e a manutenção de coberturas vacinais adequadas são consideradas fundamentais para preservar esse cenário.
Casos na região de fronteira reforçam alerta
Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, referentes ao período de 1º de setembro a 6 de outubro de 2026, registraram dez casos confirmados de sarampo na região do Alto Solimões. Todos foram classificados como importados, com local de infecção no Peru. Outros cinco casos foram descartados e onze permaneciam em investigação no período analisado.
Embora os registros estejam concentrados em outra região do país, a circulação internacional de pessoas exige atenção dos serviços de saúde para identificar eventuais casos importados e impedir a transmissão local.
Na Bahia, as medidas de vigilância incluem o monitoramento de notificações, a investigação de suspeitas, a busca ativa de pessoas com sintomas compatíveis e o acompanhamento de contatos. Quando indicado pelas equipes de saúde, também podem ser realizados bloqueios vacinais.
Vacinação é principal forma de prevenção
A vacina é a principal medida de proteção contra o sarampo e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.
A orientação é que a população confira a caderneta e procure uma unidade de saúde para verificar se as doses estão atualizadas de acordo com a idade e o histórico vacinal.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar. Entre os sintomas estão febre, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar um serviço de saúde, informar o quadro apresentado e comunicar viagens recentes ou contato com casos suspeitos. A identificação oportuna permite que as equipes adotem medidas de investigação e controle.
O Brasil mantém o reconhecimento de eliminação da circulação endêmica do sarampo, mas isso não impede a ocorrência de casos importados nem elimina o risco de transmissão quando o vírus encontra pessoas suscetíveis.
Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil
