Bolsa brasileira avança, enquanto moeda americana se aproxima de R$ 5; Bitcoin oscila na faixa de US$ 81 mil
O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana nesta sexta-feira (23) sob a influência das expectativas para o segundo turno das eleições presidenciais, dos indicadores de inflação e do cenário internacional. No último pregão antes da votação, o Ibovespa operava em alta, enquanto o dólar comercial recuava e se aproximava da marca de R$ 4,99.
No fechamento do mercado, o Ibovespa atingiu 205.679,81 pontos, com valorização próxima de 0,0,76. O dólar comercial era negociado em torno de R$ 5,00, com queda de aproximadamente 0,78%.
Inflação e eleições influenciam os investidores
Entre os indicadores acompanhados pelos investidores esteve o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial. O indicador subiu 0,32% em outubro, abaixo da variação de 0,70% registrada em setembro.
Apesar da desaceleração mensal, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,62%, permanecendo acima do teto de 4,5% da meta estabelecida para o período, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira.
O resultado pode influenciar as expectativas sobre as próximas decisões do Banco Central em relação à taxa básica de juros, a Selic. A trajetória da inflação é um dos fatores considerados pela autoridade monetária na definição da política de juros.
A proximidade do segundo turno presidencial também manteve os investidores atentos às possíveis mudanças na política econômica, nas contas públicas e nas expectativas para os próximos anos.
Dólar recua e permanece próximo de R$ 5
A moeda americana registrou queda no mercado brasileiro e terminou o dia valendo R$ 4,99. A cotação do dólar é acompanhada por empresas, investidores e consumidores porque influencia custos de importação, viagens internacionais e preços de produtos negociados no mercado externo.
A taxa comercial utilizada em operações financeiras não deve ser confundida com o dólar turismo, que costuma incluir custos e margens adicionais cobrados pelas instituições.
Também é importante diferenciar a cotação comercial da PTAX, taxa de referência calculada pelo Banco Central. A PTAX de venda divulgada nesta sexta-feira ficou em R$ 5,0377, valor que não representa necessariamente o preço praticado em uma operação de câmbio para o consumidor.
Bitcoin permanece na faixa de US$ 81 mil
No mercado de criptoativos, o Bitcoin oscila em torno de US$ 81.200 mil por unidade nesta sexta-feira. Os dados consultados indicavam movimentação entre aproximadamente US$ 81.025,00 e US$ 81.926,00 nas últimas 24 horas.
Em reais, a criptomoeda era negociada na faixa de R$ 407 mil, com variações ao longo do dia. A cotação muda continuamente e pode apresentar diferenças entre plataformas de negociação.
Ao contrário das ações negociadas na B3, o Bitcoin é negociado continuamente, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Seu preço pode ser influenciado pela procura dos investidores, pelas condições de liquidez e pelas expectativas sobre a economia mundial.
Atenção às oscilações do mercado
A combinação de inflação, expectativas eleitorais e cenário internacional contribuiu para manter os investidores atentos aos próximos acontecimentos. Embora a alta da Bolsa e a queda do dólar tenham marcado o pregão, esses movimentos não garantem a continuidade da tendência nas próximas sessões.
O comportamento dos ativos dependerá da divulgação de novos indicadores econômicos, das expectativas para a política monetária e da reação dos mercados aos resultados eleitorais.
