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Projeto que busca redução da poluição de plásticos é discutido em Salvador

A iniciativa abordará estratégias de incentivo, regulação e aplicação de tecnologias que até eliminem o plástico de uso único e preservem o meio ambiente

Nesta terça-feira (19) foi realizado um workshop para discutir o projeto Circularidade do Plástico voltado para o setor de Hotéis, Restaurantes e Cafés (HORECA), na sede da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência – SECIS.

O evento contou com a presença de representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de diversos órgãos da Prefeitura Municipal de Salvador, da Secretária Estadual de Ciência e Tecnologia da Bahia (SECTI), da ONG Centro de Arte e Meio Ambiente – CAMA e de outras Organizações da Sociedade Civil, entre outros.

A capital baiana foi uma das cinco cidades do Brasil escolhidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para participar do projeto ‘Circularidade do Plástico’. O objetivo é reduzir e até eliminar a circulação de descartáveis como canudos, talheres, pratos e embalagens. O Projeto Circularidade do Plástico tem previsão de receber um investimento financeiro do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF). A iniciativa abordará estratégias de incentivo, regulação e aplicação de tecnologias que eliminem o plástico do meio ambiente, além de mapear tecnologias para o combate de plásticos no mar.

A previsão é que o projeto seja iniciado em 2025, com duração de dois anos. Além de Salvador, a única cidade da região Nordeste, foram escolhidas Florianópolis, Rio de Janeiro, Santo e Belém. E a capital paulista, São Paulo, devido à presença da indústria e por ser sede de várias associações dos setores relacionados, também participará da iniciativa, em parceria com Santos. De acordo com o consultor do PNUMA, Marcos Albuquerque, os projetos passarão por preparação para receber recursos.

Segundo ele, haverá uma consulta às partes interessadas nas iniciativas e as que serão impactados pelo projeto, tanto em nível nacional quanto local, para que haja uma boa adesão e efetividade. Segundo Ana Carine Nascimento, bióloga e coordenadora executiva da ONG CAMA “conseguimos a partir desse workshop dialogar com a presença da sociedade civil e do poder público, uma das grandes problemas mundiais que é o plásticos de uso único com oportunidade de formulação das atividades,e construção de alternativas voltadas, em especial para hotéis, restaurantes e cafés (HORECA)”.

Sobre o Centro de Arte e Meio Ambiente – O CAMA é uma organização socioambiental fundada em 1995, no bairro dos Alagados, em Salvador/Bahia. Desenvolve programas e projetos associados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), referenciados pela Agenda 2030 da UNESCO. A missão é fortalecer a luta por garantia de direitos de indivíduos e grupos vulnerabilizados, por meio da participação nos processos que proporcionem autonomia e inclusão sociopolítica, contribuindo para a construção de uma sociedade social e economicamente justa, democrática, ambientalmente equilibrada, antirracista, antissexista e contra todas as formas de exclusão.

Fonte: Ong Cama

Foto: Divulgação

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