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BTC sobe 2% e volta para US$ 84 mil, mas ursos não devem dar trégua

Os touros conseguiram elevar o preço do Bitcoin em 2% e devolver o ativo para o nível de US$ 84 mil. No entanto, os ursos não estão dispostos a ceder espaço e, portanto, os touros precisam de um catalisador para segurar a alta

A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin – BTC está cotada na manhã desta terça-feira (1º) em R$ 482.277,98. Os touros conseguiram elevar o preço do Bitcoin em 2% e devolver o ativo para o nível de US$ 84 mil. No entanto, os ursos não estão dispostos a ceder espaço e, portanto, os touros precisam de um catalisador para segurar a alta.

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados asiáticos apresentaram uma leve recuperação nesta terça-feira, tentando compensar parte das perdas recentes registradas no início da semana. O ouro voltou a renovar suas máximas históricas, com investidores buscando proteção em meio à crescente incerteza econômica diante de uma possível guerra tarifária, com a aproximação do temido “Dia da Libertação” — momento em que as tarifas anunciadas por Donald Trump entram oficialmente em vigor.

“Apesar desse breve respiro nos mercados, o sentimento predominante ainda é de cautela e incerteza, especialmente com a chegada do dia 2 de abril, data marcada para a implementação das tarifas. Existe a possibilidade de outros governos reagirem, seja por meio de retaliações ou tentativas de negociação com o governo norte-americano. Enquanto isso, ativos de risco e o Bitcoin devem permanecer sob a sombra de uma pressão de baixa em seus preços até que o cenário internacional ganhe maior clareza”, disse.

Já Rodrigo Miranda, criador da Universidade do Bitcoin, aponta que o índice S&P 500 formou um fundo duplo e conta com um suporte técnico relevante na região dos 5.530 pontos. Esse patamar tem se mostrado um ponto de defesa importante para o mercado, que nesta terça-feira deve operar em compasso de espera, à medida que os investidores aguardam eventos-chave programados para amanhã.

Segundo ele, entre os destaques da quarta-feira estão a divulgação da prévia dos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos e um discurso do ex-presidente Donald Trump. Ele deve anunciar novas propostas de tarifas comerciais para diversos países, batizadas por ele de “tarifa recíproca”, em um movimento que vem sendo chamado de “Dia D” por sua equipe.

“No mercado de criptoativos, o Bitcoin testou ontem o suporte de US$ 81.500. No momento, a principal criptomoeda do mercado apresenta uma faixa de suporte entre US$ 81.500 e US$ 80 mil, com resistência na casa dos US$ 88 mil. A expectativa é de que esta semana seja marcada por forte volatilidade, tanto para o mercado acionário quanto para os ativos digitais.

Além disso, algumas altcoins começam a mostrar sinais de força, segurando preços em suportes técnicos importantes. A análise aponta potencial de valorização no curto prazo para moedas como Ethereum, Solana, Uniswap e Chainlink — ativos que atualmente estão no radar de investidores atentos a pontos de reversão”, afirma.

Eventos da semana que podem impactar o preço do Bitcoin

Segundo uma análise da OKX, compartilhada com o Cointelegraph, alguns eventos na semana podem impactar o preço do BTC

  • terça-feira, 1 de abril
    Sui deve desbloquear 64,19 milhões de tokens SUI
  • quarta-feira, 2 de abril
    Comitê da Câmara dos EUA deve revisar a legislação sobre stablecoins
  • sexta-feira, 4 de abril
    Dados da taxa de desemprego dos EUA serão divulgados
  • sábado, 5 de abril
    Southeast Asia Blockchain Week (30 de março – 5 de abril) foi cancelada.

Além disso, a OKX aponta que os tokens de jogos IMX e FORM tiveram um fim de semana fraco em meio a um sentimento baixista para a categoria como um todo e, “com a atual volatilidade, a estratégia de preço médio pode se tornar mais atraente para traders em tempos de incerteza”, afirma a empresa.

Análise preço do Bitcoin

Olhando para os gráficos, Pedro Gutiérrez, diretor Latam de CoinEx, destaca que o BTC está posicionando-se logo abaixo da média móvel exponencial (EMA) de 50 dias e da nuvem Ichimoku, sinalizando um enfraquecimento da tendência. Tecnicamente, o BTC está em uma posição vulnerável, exibindo sinais claros de pressão de baixa, com topos e fundos mais baixos se formando nas últimas duas semanas.

“Um dos sinais mais preocupantes neste gráfico é a iminente “Cruz da Morte”, onde a EMA de 50 dias está prestes a cruzar abaixo da média móvel de 200 dias. Historicamente, esse cruzamento tem sido um forte indicativo de baixa e frequentemente antecede correções mais profundas. Se confirmado nesta semana, os próximos suportes chave a serem observados estão nas faixas de US$ 78.000 e US$ 74.000, com uma possível queda adicional abrindo caminho para a zona dos US$ 70.000”, disse.

Ele também aponta que essa fraqueza técnica é ainda mais pressionada pela instabilidade macroeconômica em andamento, impulsionada principalmente pela estratégia agressiva e crescente de tarifas do presidente Trump contra grandes parceiros comerciais, incluindo China, México e Canadá. Sua postura gerou preocupações nos mercados globais, apertando a liquidez, aumentando os custos para importadores e ampliando a incerteza em ativos de risco, como o Bitcoin.

“Até que o BTC recupere os níveis de resistência entre US$ 85.000 e US$ 86.000 e invalide a configuração da Cruz da Morte, o cenário de baixa continua sendo mais provável para esta semana”, finaliza.

Beto Fernandes, analista da Foxbit, está mais cauteloso com o preço do BTC e destaca que não está clara a direção que o Bitcoin vai tomar essa semana. E muito por conta da macroeconomia. No final de semana, Trump já trouxe mais ruído ao mercado, em relação à guerra e até mesmo para a política interna dos Estados Unidos.

“Mais do que isso, o mercado deve optar por aguardar o quão real será o tarifaço proposto pelo presidente na próxima quarta-feira. Mais cedo, Trump confirmou, mas já vimos ele voltando atrás de suas decisões, além de “suavizar” as sanções. Outro dado que os investidores vão estar de olho será no payroll. Ou seja, há muita incerteza em cima de todo o mercado financeiro, e a alta do BTC, hoje, vai chamando a atenção. Porém, a volatilidade está sobre a mesa, e o mercado vai agir rápido para a direção que melhor lhe couber”, afirma.

Porém, Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, destaca que ao analisar o fluxo do BTC, é possível observar que a força compradora não se desenvolveu para absorver a queda que vem acontecendo desde o dia 24 de março. A ausência da força compradora sugere mais queda para o preço do ativo.

“Se houver continuidade da queda, os próximos suportes de curto e médio prazo estão nas faixas de preços de US$ 75.500 e US$ 69.900. Caso entre força compradora absorvendo a queda, a resistência de curto e médio prazo está na faixa de preço dos US$ 83.400 e US$ 85.600”, disse. 

Portanto, o preço do Bitcoin em 01 de abril de 2025 é de R$ 482.277,98. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0021 BTC e R$ 1 compram 0,0000021 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 01 de abril de 2025, são: Berachain (BERA), EOS (EOS) e Render (RENDER), com altas de 10%, 9% e 8% respectivamente.

Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 01 de abril de 2025, são: Story (IP), Jupter (JUP) e Kucoin (KCS) com quedas de -6%, -5% e -1% respectivamente.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil e do Caderno Baiano. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Image by pvproductions on Freepik

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