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Àbámodá celebra inauguração da sua Vitrine-Escola com arte, saberes ancestrais e empreendedorismo no Recôncavo Baiano

Evento contou com a presença de autoridades para celebrar o novo ciclo do projeto que une arte, moda e transformação social em Cachoeira

A Àbámodá, primeira escola livre e gratuita de Moda, Arte e Cultura da Bahia inaugurou sua nova sede na última sexta-feira (05 de junho) com uma programação artística e a presença de representantes de importantes instituições que apoiam o fomento à cultura baiana  A ocasião celebrou não apenas o início de um novo ciclo de aulas, mas também a inauguração simbólica da Vitrine-Escola, espaço que une formação, criação e comercialização com foco na moda decolonial, estética afro e impacto social.

A programação contou com uma feira pocket de mulheres empreendedoras do território, reunindo produtos que expressam a criatividade e a identidade local. O público também foi presenteado com a performance cênica “Rosário”, interpretada pela artista Felícia de Castro, e pela vibrante apresentação do grupo percussivo Yakurinxirê, composto exclusivamente por mulheres, em uma celebração sonora da força ancestral feminina.

Um dos pontos altos do evento foi a mesa institucional, que reuniu autoridades e representantes de importantes órgãos de fomento à cultura, igualdade racial e políticas para mulheres. Estiveram presentes: Lorena Teixeira, Superintendente de Promoção Cultural da Secretaria de Cultura da Bahia (SUPROCULT); Oséas Marx, Coordenador do Ministério da Cultura (MINC/BA); Michele Fraga, representando a deputada estadual Olívia Santana; Aline Santos, da Sepromi – Centro Nelson Mandela; Daniela Araújo, da Secretaria de Políticas para Mulheres; Carolina Santos, do programa CrediAfro (Sepromi/Desenbahia); Elísio Santos, Coordenador de Projetos do IFBAiano e Sabrina Moraes, do CESOL Recôncavo.

“Esse projeto traz um impacto muito importante positivamente, tanto na economia quanto na vida dessas mulheres, que, em geral, são mulheres negras, mães solos e que encontram nesse projeto um meio de sobrevivência para criar e sustentar a si e suas famílias, transmitindo uma herança ancestral da África Ocidental. Cachoeira está vivendo isso: o florescer desse projeto, das oportunidades no mercado de trabalho e da ascensão social dessas mulheres.”

Na mesma linha, Michele Fraga, assessora da deputada estadual Olívia Santana e Sabrina Moraes, coordenadora do Centro Público de Economia Solidária – Cesol Recôncavo, apontam a relevância do projeto como potencial transformador na realidade do público feminino e no fomento à cultura e economia do Recôncavo

“Estamos muito felizes em apoiar esse projeto porque sabemos que vai transformar a vida de muita gente, principalmente de muitas mulheres que criam seus filhos e filhas sozinhos. Temos esperança que Àbámodá vai se ampliar para além de Cachoeira e virar referência no Recôncavo”, destaca Michele Fraga.

“Iniciativas como essa, que potencializam e trazem a autonomia, são fundamentais pra gente conseguir atingir novos espaços, ampliar os olhares, empreender, gerar renda e trazer uma série de benefícios tanto sociais quanto econômicos para as mulheres”, conclui Sabrina Moraes.

O evento reafirmou a missão da Àbámodá em ser um espaço que promove a formação profissional, valorização da cultura local e o fortalecimento do empreendedorismo feminino e negro. Com 122 alunas matriculadas em cursos de corte e costura, estamparia, biojoias e manualidades, a escola entra em um novo ciclo com a proposta de fortalecer  a conexão entre formação, arte, moda e geração de renda. 

“Além das aulas, vamos intensificar a produção de peças, a participação em feiras e eventos, e lançar nossa primeira coleção de Moda-Arte-Manifesto”, antecipa Luísa Mahin.

A Àbámodá integra a Rede de Escolas Livres de Arte e Cultura do Ministério da Cultura e conta com o apoio financeiro  da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Governo do Estado da Bahia, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura, Governo Federal.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto: Janderson Menezes

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