Para uns o São João é sinônimo de diversão, descanso e comidas típicas, mas para os catadores(as) de materiais recicláveis autônomos a festa é garantia de renda extra. Isso porque, os trabalhadores que irão recolher os resíduos produzidos durante o festejo já saem com o dinheiro no bolso após a venda dos produtos, seja no Parque de Exposições ou no Paripe.
Em cada local, foi montada uma vila junina onde ocorrerá o cadastro, fornecimento de fardamento e EPIs além da pesagem e o pagamento por quilo de cada material realizado.
Uma negociação sem atravessadores que permite mais dignidade para esta categoria. E isso só é possível através da união de 11 associações e cooperativas (Cooperguary, Coocreja, Caec, Cooperlix, Cooperes, Cooperbari, Crun,
Canarecicla, Canore, Coleta Cidadã e Cooperbrava) e a ONG CAMA, que fazem parte do Fórum Estadual Lixo e Cidadania da Bahia. Juntas, pelo quarto ano, realizam o projeto Arraiá Sustentável e Solidário. “O projeto cria um ciclo que conecta dignidade, protagonismo e comércio justo. Ao garantir que os catadores e Catadoras de materiais recicláveis recebam diretamente pelo material recolhido, fortalecemos sua autonomia, asseguramos direitos sociais e econômicos, e promovemos cidadania”, explica Ana Carine Nascimento, coordenadora executiva do CAMA/ FLC-Bahia.
Este ano, 650 trabalhadores(as) irão atuar na coleta dos resíduos sólidos a partir desta quarta-feira(18) até a véspera do festejo junino. A expectativa é de que cinco toneladas de materiais recicláveis sejam desviadas do aterro sanitário.
As latinhas de alumínio, pet e plástico podem ser comercializadas nas vilas juninas e de lá enviadas para as indústrias, promovendo a economia circular inclusiva. Vidro e papelão também serão recebidos mas de forma voluntária.
No ano passado ,o projeto Arraiá Sustentável e Solidário injetou mais de 800 mil reais na economia baiana. Ana Carine afirma que o projeto evidencia que as festas populares também podem ser espaços potentes gestão ambiental e de inclusão socioprodutiva.
O Governo do Estado da Bahia, por meio da SETRE e da SEDUR, apoia o projeto.
O Arraiá Sustentável e Solidário também tem o apoio do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e do Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA).
Fonte / Foto: Assessoria de Imprensa
