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King Levi leva força da moda afro-moçambicana à Escola Àbámodá em Cachoeira

Estilista moçambicano apresenta coleção XIGUBO, promove intercâmbio cultural e inspira escola de moda afrocentrada no Recôncavo Baiano

O estilista moçambicano King Levi fez história em sua passagem pela Escola Livre de Moda Àbámodá, em Cachoeira (BA), ao lançar a coleção XIGUBO – A Força Estética da Resistência Afro. Peças inéditas da coleção XIGUBO foram apresentadas em um desfile que emocionou a comunidade local. A coleção, inspirada na dança tradicional moçambicana “xigubo”, símbolo de afirmação e resistência afro, foi representada por meio de tecidos, formas e simbologias que traduzem força, beleza e pertencimento.

A passagem de King Levi por Cachoeira representa não apenas uma troca artística, mas também uma ação de afirmação política e cultural. “É emoção pura. É sentir que a moda pode, sim, ser ponte. Que ela possa costurar o passado com o presente, a África com a diáspora, e transformar passarelas em manifestações de pertencimento e poder”, concluiu o estilista.

A coleção XIGUBO faz parte da programação oficial do projeto Fancy Africa Brasil, uma iniciativa promovida pelo estilista em parceria com o ecossistema de internacionalização África 360º, sob gestão da empreendedora e mentora de afroempreendedores Dijara Santos.

Símbolo da resistência, da cultura afro-brasileira e do berço de movimentos de libertação no Brasil, Cachoeira é um território que carrega o mesmo espírito de luta e ancestralidade que dá vida à coleção. A Àbámodá também se conecta neste sentido por sua proposta pedagógica centrada na cultura afro-indígena e na transversalidade entre moda, arte, cultura e economia criativa.

Àbámodá – Escola de moda afrocentrada e incentivo ao afroempreendedorismo

Adriana Barbosa (Feira Preta), Dijara Santos (África 360º) e Luísa Mahin (Àbámodá)

A escola, fundada por Luisa Mahin, atua com foco prioritário no público feminino negro e LGBTQIAPN+, oferecendo formação continuada e profissionalizante em design, costura e criação de coleções autorais com forte ligação identitária e territorial. O projeto também realiza estágios, processos de incubação e uma série de iniciativas para contribuir no desenvolvimento desses negócios.

Em 2024, a escola apoiou oito empreendedoras com investimento semente, impulsionando negócios em fase de consolidação. Para 2025, a meta é apoiar pelo menos 20 novos empreendimentos. A programação anual prevê ainda eventos como o “Julho das Pretas” e o lançamento de coleções temáticas.

A Àbámodá integra a Rede de Escolas Livres de Arte e Cultura do Ministério da Cultura, conta com apoio financeiro da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Governo do Estado da Bahia, Política Nacional Aldir Blanc e do Ministério da Cultura, via Governo Federal.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto: Casmurro

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