BahiaEducaçãoPovos Indígenas

Educadoras da rede estadual elaboram mapa que apresenta distribuição dos povos originários na Bahia

Com o objetivo de incentivar práticas pedagógicas que valorizem a história e a cultura dos povos originários, educadoras da rede estadual elaboraram uma representação cartográfica atualizada com a distribuição dos indígenas pela Bahia. O material visa alcançar interessados em educação, diversidade étnico-racial e cartografia crítica, além de ser utilizado como recurso pedagógico nas escolas.

Idealizado pela professora Érica Borges, da disciplina História e Cultura Indígena, Africana e Afro-Brasileira no Colégio Estadual Odorico Tavares, em Feira de Santana, o mapa surgiu a partir da inquietação dos estudantes. Durante as aulas, foi observado que os últimos mapas disponíveis datavam de 2008 e 2016, o que contrastava com os dados mais recentes do censo de 2022.  

“Diante da inexistência de um novo mapa, estabelecemos contato com a diretoria de Políticas para Povos Indígenas, da Secretaria da Educação do Estado (SEC), que nos forneceu uma planilha oficial com dados atualizados sobre a presença dos povos indígenas na Bahia”, destacou Érica, mestranda do curso de pós-graduação em Ensino de História, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

A partir das informações, a professora de Geografia, Ythana Oliveira, do Colégio Estadual Lauro Farani, em Iaçu, ex-aluna da professora Érica, utilizou um software específico de geoprocessamento chamado QGis, que tem como função analisar as informações com a finalidade de oferecer à comunidade escolar uma ferramenta pedagógica.

“Com a tabela disponibilizada, uni os dados à estrutura da plataforma com os limites municipais da Bahia, disponibilizado pelo IBGE. Após a seleção dos municípios onde se localizam as comunidades, utilizei a Plataforma Visme, destinada para a composição gráfica, visando evidenciar as diferentes etnias e criar a legenda e demais partes da figura”, explicou Ythana, que atualmente cursa mestrado em Geografia, na Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Segundo a professora Érica, o material vai contribuir para que professores possam trabalhar pedagogicamente a realidade dos povos originários no território baiano. “Conseguimos atualizar o número de etnias que estava desfasado de 14 para os atuais 30 povos. E com a representação cartográfica, podemos estimular os estudantes a pesquisar a origem e cultura dos povos por meio da produção de cartilhas e outros materiais”, finalizou.

Fonte: Ascom/SEC
Foto: Érica Borges

Related posts

Estado realiza crédito de R$ 49,5 milhões para as famílias de estudantes beneficiados pelo Bolsa Presença

Fulvio Bahia

Mais de 14 mil pessoas participam das atividades da Feira Saúde Mais Perto da Criança

Fulvio Bahia

ACB mantém atuação firme em defesa das empresas do Simples Nacional

admin

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você concorda com isso, mas você pode desistir caso deseje. Aceitar Leia Mais