Mercado cripto enfrenta instabilidade após dados macroeconômicos fracos, queda em ETFs e rumores sobre a Tether; BTC testa suporte.
O preço do Bitcoin BTC na manhã desta quarta-feira, 24/09/2025, está cotado emR$ 598.144,97. Os touros agora lutam para não perder o nível de suporte em US$ 112 mil e evitar uma correção mais longa até US$ 105 mil.
Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, os mercados asiáticos recuaram, refletindo a queda de Wall Street e renovadas preocupações com o crescimento global.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, evitou dar direções claras sobre o rumo dos juros, reforçando que os riscos de curto prazo para a inflação permanecem elevados, enquanto o mercado de trabalho mostra sinais de enfraquecimento.
A prévia dos PMIs dos EUA confirmou a desaceleração econômica, em especial pela dificuldade das empresas em repassar custos em meio à demanda enfraquecida. O dólar retomou leve força, o ouro corrigiu após renovar máximas históricas e o petróleo avançou modestamente diante do impasse na retomada das exportações do Curdistão iraquiano.
O Bitcoin, cotado em US$ 112.200, apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. A ausência de uma sinalização firme por parte do Fed, somada à fraqueza dos PMIs, reforça o sentimento de cautela nos mercados e limita a tomada de risco. Ainda assim, a manutenção das apostas em um corte de juros em outubro — atualmente com 93% de probabilidade — e a estabilidade dos yields mantêm o BTC tecnicamente sustentado acima de US$ 112.000. O ativo deve permanecer lateralizado entre US$ 111.000 e US$ 114.000, dependendo de novas sinalizações fiscais ou macroeconômicas.
Bitcoin análise técnica
Para Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN, o cenário atual é de cautela. “O êxodo dos ETFs e as especulações sobre a Tether reacenderam a volatilidade no mercado, enquanto o Bitcoin tenta sustentar o suporte em US$ 112 mil”, afirmou o analista.
No campo macroeconômico, o salto do M2 para US$ 22,2 trilhões e a decisão da SEC de aprovar padrões genéricos para listagem de ETFs à vista são vistos como vetores positivos de médio prazo. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), por sua vez, propôs o uso de stablecoins tokenizadas como colateral em derivativos — uma possível virada de chave para produtos estruturados.
“Se essa proposta da CFTC for adotada, pode mudar o jogo para o mercado de derivativos”, avaliou Misir. Porém, o analista pediu cautela com os rumores de que a Tether busca captar entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões: “É melhor tratar isso como especulação incremental até que os termos sejam definidos.”
Além dos ETFs, os derivativos também mostraram desaceleração. O interesse aberto em futuros caiu de US$ 44,8 bilhões para US$ 42,8 bilhões, reduzindo o risco de liquidações forçadas. Em contrapartida, dados on-chain revelam que holders de longo prazo realizaram 3,4 milhões de BTC desde o topo do ciclo — um volume historicamente alto.
“Esse é um movimento claro de realização, e ajuda a explicar a oferta estrutural recente”, apontou Misir. Ele destacou ainda que os saldos em exchanges seguem caindo, o que é um sinal positivo de retirada para armazenamento seguro.
No aspecto comportamental, o sentimento do varejo virou para o pessimismo, com previsões de queda até US$ 70 mil. Segundo Misir, esse comportamento é típico em momentos de transição de ciclo: “O varejo entrou em FUD, enquanto as baleias continuam acumulando. Isso é um contrassenso clássico que costuma antecipar reversões.”
Entre os principais gatilhos de risco, Misir destaca três pontos cruciais:
- “Se o BTC fechar abaixo de US$ 111.400, que é o custo dos holders de curto prazo, podemos ver uma queda até US$ 105k ou US$ 103k.”
- “Persistência nas saídas dos ETFs por vários dias enfraquece a demanda estrutural.”
- “Qualquer instabilidade no financiamento da Tether ou movimentação repentina de BTC para exchanges pode abalar a liquidez dos stablecoins.”
Apesar disso, o analista também vê potencial de retomada. “Caso o suporte dos US$ 112 mil se mantenha e os fluxos para ETFs se estabilizem, a chance de retorno às faixas anteriores aumenta consideravelmente.”
A recomendação final de Misir é manter cautela: “Esse é um mercado headline-sensitive. A realização foi grande, a alavancagem caiu, mas o preço precisa de novos fluxos para subir. É hora de respeitar o tamanho das posições, manter a alavancagem baixa e buscar entradas escalonadas apenas em zonas de suporte confirmadas.”
“O curto prazo segue em consolidação, exigindo atenção redobrada aos dados de emprego e inflação, que podem redefinir expectativas de política monetária, a política macro vem inclinando gradualmente para o afrouxamento e o sentimento mostra viés mais otimista, mas uma tendência real só virá com sinais mais claros. Para o BTC, é essencial manter o suporte em US$ 108 mil; um rompimento acima de US$ 118 mil pode abrir caminho até US$ 120,5 mil.”, destacou o analista da Bitunix.
Portanto, o preço do Bitcoin em 24 de setembro de 2025 é de R$ 598.144,97. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0016 BTC e R$ 1 compram 0,0000016 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 24 de setembro de 2025, são: Aster (ASTER), Immutable (IMX) e Zcash (ZEC), com altas de 39%, 11% e 8% respectivamente.
Já as criptomoedas que etão registrando as maiores baixas no dia 24 de setembro de 2025, são: OG (OG), Hyperliquid (HYPE) e deXe (DEXE) com quedas de -8%, -6% e -4% respectivamente.
Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil e do Caderno Baiano. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão.
Fonte: CoinTelegraph
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