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Touros abrem espaço para correção no Bitcoin

Cripto perde suportes importantes após liquidação de US$ 1,7 bilhão e saídas em ETFs, enquanto analistas projetam teste em US$ 110 mil.

O Bitcoin iniciou esta quinta-feira em queda, ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana. A maior criptomoeda do mercado recuou 0,8% nas últimas 24 horas, sendo cotada a US$ 111.793. No período de sete dias, a baixa já alcança 4,58%, o que evidencia um momento de maior fragilidade em meio ao cenário global de ativos digitais.

O movimento negativo acompanha a retração do mercado cripto como um todo, que registrou uma queda de 1,52% no valor agregado.

Um dos principais fatores para explicar a queda está no fenômeno conhecido como liquidação em cascata. Somente nas últimas 24 horas, US$ 1,7 bilhão em posições alavancadas longas foram liquidadas, segundo dados da Bitget. Desse total, cerca de US$ 500 milhões vieram diretamente de contratos ligados ao Bitcoin. A pressão começou quando o Ethereum caiu abaixo de US$ 4.000, provocando um pânico nos mercados de derivativos.

Esse movimento criou um ciclo de vendas forçadas, já que muitos investidores utilizavam alavancagem elevada. Assim que o Bitcoin perdeu níveis técnicos importantes, a pressão aumentou. Mais de 407 mil contas de traders foram afetadas, em grande parte pequenos investidores. Além disso, carteiras de grande porte, conhecidas como baleias, aceleraram as vendas, ampliando o impacto. O próximo ponto de atenção dos analistas está no nível de US$ 110 mil, onde há grandes concentrações de liquidações.

Outro fator relevante é a saída líquida de recursos dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos. Apenas no dia 24 de setembro, esses fundos registraram uma retirada de 3.211 BTC, equivalente a US$ 359 milhões. O destaque negativo ficou para o ETF da Fidelity (FBTC), que sozinho perdeu 2.463 BTC, algo próximo de US$ 276 milhões.

Esse movimento sinaliza uma redução na demanda institucional em um momento de maior incerteza macroeconômica. As preocupações com a política de juros do Federal Reserve pesaram mais que notícias positivas, como a recente aprovação de um ETF de Ethereum pela Grayscale. Nos últimos sete dias, o saldo líquido dos ETFs é de saída de US$ 47 milhões, o que ajuda a explicar a fraqueza atual do mercado.

Perda de suportes técnicos reforça tendência

Além dos fatores de liquidação e saída de capital, o Bitcoin rompeu abaixo dos US$ 113 mil, nível considerado de suporte importante. Esse rompimento ativou ordens automatizadas de venda e reforçou o sentimento de cautela. Indicadores técnicos confirmam a pressão: o MACD mostra forte viés de baixa, enquanto o RSI, em 47 pontos, ainda não sugere sobrevenda.

Apesar disso, especialistas lembram que a média móvel de 200 dias permanece em US$ 103.869, um patamar considerado essencial para manter a tendência de alta no longo prazo. Um fechamento acima de US$ 113.847 poderia indicar reversão, mas abaixo de US$ 110.591 os riscos de queda mais acentuada aumentam.

Bitcoin análise macroeconômica

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que as bolsas asiáticas interromperam sua sequência de altas, com investidores ajustando posições no fechamento de mês e trimestre. O dólar manteve seus ganhos, enquanto o iene tocou novas mínimas contra euro e franco suíço.

Além disso, ele afirma que o petróleo recuou levemente após alta expressiva no dia anterior, em meio a temores sobre a oferta global. Já o mercado americano mostra leve recuperação nos futuros, mas segue pressionado pela realização de lucros e incertezas sobre a trajetória de cortes de juros pelo Fed.

De acordo com Franco, a expectativa agora recai sobre os dados de inflação PCE e PIB dos EUA, além do risco de shutdown caso o Congresso não aprove o orçamento até dia 30. Já o Bitcoin, cotado em US$ 112.347, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa.

A realização de lucros nos mercados globais, somada à valorização do dólar e à pressão nos juros dos Treasuries, reduz o apetite por ativos alternativos e voláteis como o BTC. O ativo segue em consolidação abaixo da resistência dos US$ 114.000, e pode testar novamente o suporte dos US$ 111.000 caso os dados do PCE ou declarações do Fed tragam tom mais hawkish. Ainda assim, o risco de shutdown e a instabilidade fiscal americana podem manter o interesse defensivo no Bitcoin como hedge

Bitcoin análise técnica

Paulo Aragão, apresentador e fundador do podcast Giro Bitcoin, afirma que o mercado está caminhando para um sentimento de medo, o que pode aprofundar a correção no curto prazo.

“Porém, isso não deve ser visto como um ponto de preocupação. O índice antes apontava ganância e a queda ajuda a eliminar os especuladores de curto prazo, alimentando uma recuperação forte com uma nova máxima histórica possivelmente em outubro ou novembro”, disse.

“O Bitcoin está consolidado entre US$ 111.000 e US$ 113.000. O suporte chave está na faixa de US$ 109.000 a US$ 107.000 — uma perda dessa zona pode gerar liquidações concentradas de posições compradas. Já no lado positivo, a região entre US$ 118.000 e US$ 122.000 representa a área de resistência, com forte concentração de ordens vendidas.””, destacou o analista da Bitunix.

Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN, aponta que o padrão de duplo fundo em US$ 111.115 chamou a atenção dos traders de curto prazo, mas a resistência de US$ 113.500 segue como barreira crítica.

“Um rompimento decisivo abre espaço até US$ 115 mil. Até lá, o mercado continua em compasso de espera”, avaliou.

Segundo o analista, três pontos merecem atenção imediata:

  • BTC em US$ 111 mil: perder o nível invalidaria o padrão de recuperação.
  • ETH em US$ 4 mil: linha psicológica e técnica que não pode ser quebrada.
  • Fluxos de ETFs: continuidade de saídas no ETH e eventual enfraquecimento no BTC minariam o suporte estrutural.

“Este é um mercado de hipóteses: talvez o duplo fundo segure, talvez os fluxos se estabilizem, talvez o ETH recupere sua faixa. Até lá, a única certeza é que sobrevivência significa posicionamento defensivo e disciplina nos níveis técnicos”, concluiu Misir.

Portanto, o preço do Bitcoin em 25 de setembro de 2025 é de R$ 598.144,97. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0016 BTC e R$ 1 compram 0,0000016 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 25 de setembro de 2025, são: Zcash (ZEC), Flare (FLR) e Kaia (KAIA) com altas de 11%, 3% e 2% respectivamente.

Já as criptomoedas que etão registrando as maiores baixas no dia 25 de setembro de 2025, são: Story (IP), OG (OG), Aster (ASTER), com quedas de -25%, -21% e -15% respectivamente.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil e do Caderno Baiano. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Imagem de Марина por Pixabay

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