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BTC chega a US$ 118 mil com touros querendo romper US$ 120 mil ainda hoje

O BTC dispara para R$ 631 mil em 2 de outubro, impulsionado por liquidez global, compras agressivas e expectativas de corte de juros.

O preço do Bitcoin BTC na manhã desta quinta-feira, 02/10/2025, está cotado emR$ 631.303,88. Os touros conseguiram romper o nível de US$ 118 mil e agora miram US$ 120 mil que, se rompido, pode impulsionar uma nova máxima histórica.

Bitcoin análise macroeconômica

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos subiram, impulsionados pelas ações de tecnologia e pelas expectativas crescentes de cortes de juros nos Estados Unidos após os dados fracos de emprego do relatório ADP.

O shutdown do governo americano reforçou a incerteza, enquanto o ouro renovou máximas históricas ao superar US$ 3.895. O dólar segue enfraquecido e os rendimentos dos Treasuries recuaram, com o mercado precificando cortes de 25 pontos-base tanto em outubro quanto em dezembro pelo Federal Reserve. As bolsas de Wall Street e os índices de semicondutores também avançaram com força.

O petróleo subiu levemente em meio a rumores de novas sanções ao petróleo russo. Já o Bitcoin, cotado a US$ 118.500, apresenta expectativa de curto prazo positiva. Esse nível já indica que o mercado está absorvendo expectativas de estímulo monetário e fluxo de liquidez abundante.

Caso os próximos dados econômicos ou falas de autoridades reforcem o viés de cortes ou confirmem uma estabilização da inflação, o BTC pode romper resistências importantes, como a dos US$ 120.000, e seguir com momentum de valorização. Por outro lado, se surgirem surpresas hawkish ou um fortalecimento repentino do dólar, a correção pode ser intensa — especialmente se houver violação de suportes próximos”, apontou

Bitcoin, oportunidades em outubro

Em análise publicada pela WisdomTree, Dovile Silenskyte, diretora de pesquisa em ativos digitais, destacou os cinco fatores que devem moldar o mês de outubro para o mercado de criptomoedas;

Para a especialista, a entrada de instituições no mercado cria um ciclo positivo. “A adoção institucional já é uma realidade. Quanto maior a demanda, melhor o acesso; quanto melhor o acesso, mais ampla a adoção”, afirmou Silenskyte.

Segundo dados levantados, os fluxos para ETPs de Bitcoin superaram US$ 37 bilhões em um ano, enquanto empresas listadas em bolsa já detêm 5% da oferta circulante da moeda. Hedge funds também ampliam posições, com contratos futuros e opções somando mais de US$ 88 bilhões em interesse aberto.

No campo macroeconômico, Silenskyte alerta que a deterioração das contas públicas americanas favorece ativos como o Bitcoin. “Com déficit acima de 6% do PIB e dívida em trajetória explosiva, cresce o risco de desvalorização do dólar. Nesse contexto, o Bitcoin se destaca como ativo apolítico e transparente”, disse.

A analista ressaltou ainda que os investidores não veem mais as altcoins como apostas especulativas generalizadas. “O mercado exige integração com a economia real. Solana, Ethereum e XRP são exemplos claros de utilidade prática”, afirmou.

Outro ponto decisivo é a regulamentação. Para Silenskyte, a aprovação de legislações como o GENIUS Act nos EUA e o MiCA na Europa abre caminho para maior segurança jurídica. “A clareza regulatória remove a maior barreira à entrada institucional. O capital agora deve acelerar, mas de forma seletiva”, explicou.

Por fim, a tokenização de ativos reais e a evolução do DeFi 2.0 criam novas frentes de crescimento. Segundo a WisdomTree, já existem mais de US$ 28 bilhões em ativos tokenizados, incluindo títulos públicos, crédito privado e commodities.

Bitcoin análise técnica

Rompimento acima de US$ 118 mil com o Bitcoin recuperando a média móvel simples de 50 dias. O MACD ficou positivo, com metas em US$ 120 mil – US$ 124 mil . Risco: lacuna não preenchida na CME em US$ 110 mil – US$ 111 mil”, aponta Paulo Aragão, apresentador e fundador do podcast Giro Bitcoin.

De acordo com o analista Amr Taha, da CryptoQuant, o ponto de virada para a alta correu em 25 de setembro, quando o Open Interest (OI) — indicador que mede posições em aberto nos derivativos — caiu 13,5%, sinalizando um momento de capitulação. Na mesma data, o Bitcoin recuou para sua mínima local de US$ 109 mil.

“Esse mergulho no Open Interest mostrou que os traders estavam desistindo, fechando posições de forma massiva. Era um sinal claro de capitulação”, explicou Taha.

Nos dias seguintes, a tendência mudou rapidamente. Até 2 de outubro, o OI havia se recuperado em 11%, levando o preço do BTC a US$ 119 mil. “Em apenas uma semana, vimos uma oscilação de 24,5% no OI, passando do extremo pessimismo para o auge do otimismo”, destacou.

Outro indicador crucial foi o Net Taker Volume — que mede a diferença entre ordens de compra e venda executadas. No início do mês, o índice registrou +US$ 1,62 bilhão, o maior valor positivo de todo setembro.

“Esse número revela a completa dominância das ordens de compra. O mercado saiu de um território negativo para um quadro de compras agressivas, com os compradores assumindo o controle total”, avaliou o analista.

O rompimento da barreira dos US$ 119 mil também desencadeou uma onda de liquidações. Stop-loss de posições vendidas foram acionados, transformando ordens de venda em compras a mercado.

“Quando vendedores são forçados a recomprar a preços mais altos, temos um movimento típico de short covering. Isso aumenta a pressão de alta e acelera ainda mais o rali”, explicou Taha.

Combinando a alta do Open Interest, o volume comprador dominante e as liquidações em massa, o Bitcoin ganhou tração e consolidou seu movimento de recuperação.

Para Taha, os sinais atuais reforçam que o mercado entrou em um ciclo de otimismo. “Esse tipo de movimento costuma criar um efeito de retroalimentação: quanto mais sobe, mais posições vendidas são liquidadas, e maior fica a pressão compradora”, concluiu.

Portanto, o preço do Bitcoin em 02 de outubro de 2025 é de R$ 631.303,88. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0016 BTC e R$ 1 compram 0,0000016 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 02 de outubro de 2025, são: Zcash (ZEC), DeXe (DEXE) e SPX6900 (SPX), com altas de 63%, 27% e 16% respectivamente.

Já as criptomoedas que etão registrando as maiores baixas no dia 02 de outubro de 2025, são: Memecore (M), MYX Finance (MYX) e Plasma (XPL) com quedas de -11%, -5% e -4% respectivamente.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil e do Caderno Baiano. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Imagem de Miloslav Hamřík por Pixabay

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