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Comissão de Agricultura da ALBA cobra do governo ações permanentes contra a seca

A Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) cobrou do governo nesta terça-feira (21), durante reunião do colegiado, ações permanentes contra os efeitos da seca que afeta o Estado. Por unanimidade, os parlamentares solicitaram medidas duradouras para mitigar as consequências da estiagem, que tem sido cada vez mais recorrente.

Além disso, a comissão aprovou a realização de uma audiência pública para debater o tema. “A reunião de hoje teve uma posição de todos os deputados cobrando do governo do estado ações de enfrentamento à seca, que aflige toda a Bahia. É bem verdade que a chuva chegou no sertão nesse último final de semana, mas as ações de enfrentamento à seca devem ser permanentes”, afirmou o deputado Manuel Rocha (União Brasil), presidente do colegiado.

Rocha ressaltou que a seca tem afetado o Estado praticamente todos os anos, causando enormes prejuízos para a produção agropecuária e para toda a população. “Temos uma audiência pública aprovada para convidar as autoridades do governo que estão à frente das pastas vinculadas à agricultura para que a gente possa tomar conhecimento sobre quais as ações que o Estado tem desenvolvido para enfrentar a seca e cobrar que elas sejam permanentes”, salientou.

O parlamentar destacou que a chuva que caiu no Estado nos últimos dias está longe de resolver o problema, em especial a falta de água para consumo humano e animal e para a recuperação das lavouras perdidas. Ele sugeriu ao Executivo a limpeza de aguadas e a perfuração de poços como ações permanentes e frisou que o debate sobre a seca será permanente no colegiado.

O deputado Ricardo Rodrigues (PSD), vice-presidente do colegiado, defendeu que, além da limpeza das aguadas, é preciso que sejam ofertadas sementes de milho e mamona aos produtores em municípios onde já choveu. Ele alertou para a necessidade de interligação das bacias hídricas na região de Irecê como medida urgente para suprir a carência da barragem de Mirorós, que está com a capacidade reduzida a 8%.

O deputado Pedro Tavares (União Brasil) endossou a cobrança e destacou que, apesar da chuva na região de Irecê, a situação segue preocupante. Ele reforçou a necessidade da interligação de bacias – como a do Rio São Francisco ao Rio Verde – e pediu a liberação de crédito para a produção e a construção de infraestrutura hídrica.

Na região do sisal, que também sofre com a estiagem, o deputado Luciano Araújo (SD) informou que o governo do Estado tem perfurado poços artesianos, mas não conclui. Segundo ele, apenas 5% dos poços perfurados estão funcionando. “É preciso dessalgar a água para que sirva ao consumo”, disse.

Fonte: Ascom dep Manuel Rocha – UB
Foto: AscomALBA/ AgênciaALBA

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