O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira (27) está cotado em R$ 611.560,86. O preço do BTC está buscando uma recuperação e voltou a ser negociado acima de US$ 113 mil.
Bitcoin análise técnica
O mercado de Bitcoin vive um momento de tensão entre o entusiasmo das grandes instituições financeiras e os alertas técnicos de analistas independentes. De um lado, bancos como o Citibank projetam o preço da criptomoeda em US$ 199 mil até 2025, sustentados pela combinação de escassez pós-halving e forte demanda dos fundos de ETFs. De outro, traders e analistas gráficos alertam para possíveis quedas abaixo de US$ 110 mil, o que poderia acionar uma onda automática de vendas e esfriar o otimismo do mercado.
O relatório do Citibank, publicado em julho, aponta que o choque de oferta pós-halving aliado à absorção institucional pode levar o Bitcoin a novos patamares históricos. Segundo o banco, a relação entre compras de ETFs e vendas de mineradores chegou a 5 para 1, reduzindo a pressão vendedora e reforçando a tese da escassez. Ainda assim, o estudo reconhece um cenário alternativo mais pessimista, em que o BTC poderia recuar para US$ 64 mil caso o cenário macroeconômico se deteriore.
Enquanto isso, analistas técnicos pedem cautela. O especialista @cryptoWZRD_ destacou que uma quebra do suporte em US$ 110,5 mil pode invalidar a estrutura de alta e empurrar o preço para a região dos US$ 106 mil. Esse ponto é visto como um divisor de águas, pois um fechamento abaixo dele poderia acionar algoritmos de venda automática, ampliando a pressão de curto prazo. “A estrutura ainda é otimista, mas a perda desse suporte seria um sinal de alerta”, observou.
Apesar dos riscos, grandes investidores continuam ampliando suas posições. A MicroStrategy revelou à SEC a compra de 21.021 novos bitcoins, elevando seu total para 628.791 BTC, avaliados em cerca de US$ 70 bilhões. A movimentação reforça a confiança corporativa na tese de longo prazo, mesmo após uma volatilidade de 16% em outubro. Essa concentração, no entanto, levanta preocupações sobre a dependência de poucos atores para sustentar o preço do ativo.
Os dados da Santiment indicam que o cenário de liquidez está cada vez mais apertado: apenas 2,45 milhões de BTC permanecem em exchanges, o menor nível em seis anos. Essa redução na oferta ajuda a sustentar as altas, mas também mostra um risco de excesso de otimismo, já que 98% dos detentores estão lucrando — um dado que historicamente precede correções.
No curto prazo, a atenção do mercado está no suporte dos US$ 110,5 mil e no fluxo dos ETFs. Apenas o fundo IBIT, da BlackRock, absorveu US$ 2,9 bilhões em uma semana, mostrando que a entrada institucional segue intensa. No entanto, fatores geopolíticos e técnicos continuam a pesar sobre o sentimento de curto prazo.
Entre euforia e cautela, o consenso é que o Bitcoin mantém uma trajetória de alta estrutural, sustentada por sua escassez e adoção institucional, mas enfrenta obstáculos pontuais que exigem vigilância. Como resumiu um analista em Lugano: “O Bitcoin não liga para seus gráficos — até o momento em que liga.”
Portanto, o preço do Bitcoin em 27 de outubro de 2025 é de R$ 611.560,86. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0016 BTC e R$ 1 compram 0,0000016 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 27 de outubro de 2025, são: ZCash (ZEC), Dash (DASH) e Pump.fun (PUMP) com altas de 26%, 23% e 13% respectivamente.
Já as criptomoedas que etão registrando as maiores baixas no dia 27 de outubro de 2025, são: Humanity Protocol (H), MemeCore (M) e XDC Network (XDC), com quedas de -4%, -3% e -2% respectivamente.
Fonte: CoinTelegraph
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