AnvisaBrasilCannabis MedicinalCiênciaCiênciaSaúdeSaúde MentalTratamentoTratamento Alternativo

Anvisa e comunidade científica debatem cultivo de cannabis medicinal

Reunião faz parte das ações da agência para construir uma regulamentação técnica e participativa sobre o uso medicinal da planta

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se comprometeu a conduzir ações para avançar no processo regulatório do cultivo de cannabis para fins medicinais. O prazo para a conclusão do processo é 31 de março de 2026.

As ações incluem escutas à comunidade acadêmica e outros atores envolvidos. Entre as medidas, estão reuniões com pesquisadores que tratam do tema, informou a agência ao Portal Sechat.

Como parte desse processo, a comunidade acadêmica e a Anvisa realizam um desses encontros nesta terça-feira (11), às 14h, de maneira online. Conforme um pesquisador que estará presente, o momento deve engrandecer o debate e permitir novas perspectivas para a regulamentação nacional.

Prazo e escutas para a regulamentação do cultivo de cannabis

Durante Reunião de Diretoria Colegiada Pública, em 8 de outubro, o diretor da Anvisa, Thiago Campos, destacou a importância das escutas. Campos afirmou ser essencial realizar “escutas e outras formas de participação social que permitam identificar as melhores condições para a produção de insumos de qualidade e o fomento à pesquisa.”

“O prazo adicional solicitado cria a possibilidade de apresentar uma proposta mais consistente, capaz de incorporar as reais necessidades do cultivo da Cannabis sativa em território nacional com exclusividade medicinal e farmacêutica”, disse o diretor.

Justiça estende prazo para a regulamentação do cultivo

A discussão ocorre após uma decisão judicial recente. Na quinta-feira (6), a ministra Regina Helena Costa votou pela prorrogação do prazo para a regulamentação do cultivo de cannabis no Brasil, no âmbito do Incidente de Assunção de Competência (IAC 16).

A decisão concede mais 180 dias para que a Anvisa e os ministérios competentes concluam o plano de ação, estendendo o prazo final para 31 de março de 2026. Ao justificar o voto, a ministra afirmou que o processo “envolve um litígio estrutural, de execução complexa, que demanda o alinhamento de múltiplas perspectivas técnicas e sociais”.

Para Regina Helena, o caso exige um esforço coordenado entre governo, sociedade civil e órgãos técnicos para avançar na pauta do cultivo de cannabis.

“Este é um caso muito complexo e de execução igualmente complexa do que foi decidido. Temos aqui a execução de um comando num processo que envolve litígio estrutural, ou seja, um problema enraizado, que requer uma série de atos de reestruturação”, concluiu a ministra.

Fonte: Sechat
Image by jcomp on Freepik

Related posts

Salvador e PNUD firmam parceria para melhoria dos serviços prestados aos usuários do SUS

Fulvio Bahia

IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale a partir deste mês

admin

Faltam 6 dias: confira como consultar o local de votação

Fulvio Bahia

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você concorda com isso, mas você pode desistir caso deseje. Aceitar Leia Mais