Política

Às vésperas do 8 de janeiro, Wagner defende democracia e confirma participação em ato no Planalto

Em giro por veículos baianos, o senador reafirmou o veto à dosimetria e comentou sobre o cenário eleitoral baiano e a situação da Venezuela

O senador Jaques Wagner participou, nesta terça-feira (6), de um giro de entrevistas por veículos de comunicação baianos, incluindo a Rádio Sociedade, a TV Band e a TVE. O líder do governo no Senado abordou temas da conjuntura política nacional e internacional, com destaque para a defesa da democracia brasileira, o cenário eleitoral para 2026 e a situação geopolítica na Venezuela.

Ao tratar do ato em defesa da democracia, convocado para esta quinta-feira (8) pelo presidente Lula, Wagner ressaltou a importância de “não esquecer” o que ocorreu em 2023, para que episódios semelhantes não se repitam futuramente. Para o senador, a depredação das sedes dos Três Poderes foi uma afronta inaceitável à democracia brasileira e um alerta permanente sobre os riscos de retrocessos autoritários. “Aquilo foi baderna, bagunça, e não pode jamais se reproduzir. Atacar a democracia é a ante-sala da ditadura”, afirmou.

O líder do governo destacou ainda que o ato reunirá representantes dos Três Poderes, autoridades, intelectuais e lideranças dos movimentos sociais e sindicais, como forma de manifestação de que o Brasil não tolera nenhum tipo de ataque às instituições. Ele aproveitou para reafirmar sua posição contrária ao projeto da Dosimetria e confirmou que o presidente Lula irá vetar a proposta. “Nós somos contra a dosimetria, e o presidente da República não vai deixar passar.”

Sobre o cenário baiano para as eleições de 2026, o senador adotou tom de cautela e confiança no diálogo político. Segundo Wagner, o momento é de construção, com aposta no bom senso e na capacidade de conversa entre as forças para “arrumar a casa”. A expectativa é chegar a uma solução que permita maior equilíbrio.

No campo internacional, Wagner voltou a condenar o ataque à Venezuela, classificando como grave qualquer ação que fira a soberania de um país sem respaldo do direito internacional. Para ele, “defender que um país não seja invadido ou tenha sua soberania atacada não significa concordar com o seu governo”, lembrando que o Brasil não reconheceu a legitimidade das eleições realizadas na Venezuela.

Foto: Paulo Fróes

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