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BTC mantém US$ 90 mil, mas sem catalisadores de alta preço pode despencar

Com dólar firme e dados macro no radar, analistas apontam viés neutro a levemente negativo para o BTC.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 09/01/2026, está cotado em R$ 487.226,88. O preço do BTC conseguiu manter US$ 90 mil após uma queda brusca para US$ 89 mil ontem, no entanto, não há catalisadores para uma alta no curto prazo.

Bitcoin análise macroeconômica

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos operaram com índices acionários levemente pressionados enquanto investidores aguardam o relatório de empregos dos EUA que pode influenciar a trajetória das taxas de juros e aguardam uma possível decisão da Suprema Corte sobre a legalidade das tarifas globais implementadas pelo governo dos EUA, eventos que criam incerteza e reduzem o apetite por risco.

Ainda segundo ele, o índice amplo MSCI Asia‑Pacific ficou ligeiramente abaixo dos níveis recordes atingidos na semana, o dólar se manteve firme, e os preços do petróleo continuaram subindo em meio a tensões geopolíticas e preocupações com oferta. Com o Bitcoin cotado atualmente em torno de US$ 90 mil, a expectativa para o curto prazo é neutra a levemente negativa.

A hesitação dos mercados diante de dados macro cruciais, especialmente o relatório de emprego nos EUA, e a firmeza do dólar reduzem temporariamente o apetite por ativos voláteis como o BTC, apesar de expectativas persistentes de cortes de juros pelo Federal Reserve este ano. O BTC pode apresentar leves oscilações laterais com viés descendente até que os dados de emprego sejam divulgados e a clareza sobre legalidade das tarifas seja revelada.

Márcio Souza, CTO da TCR Finance, apontou que a recente declaração de Donald Trump, de que pode sofrer um impeachment, caso não vença as eleições legislativas nos eUA, também não contribuiu para o ânimo do mercado.

“Pronunciamentos como o de Donald trump, geram incertezas e instabilidades no mercado, aumentando a busca por liquidez e mobilidade. Mesmo com a volatilidade típica de criptoativos, existem opções à stablecoins como o USDT que entregam estabilidade de preço atrelada ao dólar, enquanto mantêm o melhor do ecossistema cripto: transferência global 24/7, liquidação rápida e menor fricção operacional.

Bitcoin análise técnica

Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, destacou que o preço do BTC vem enfrentando dificuldades para encontrar demanda compradora suficiente para romper e fechar acima de US$ 93 mil.

Para que o ativo dê continuidade ao movimento de alta, é imprescindível que a faixa dos US$ 94.500 seja superada com força compradora para buscar os próximos alvos dos US$ 101.300 e US$ 105.000. Contudo, caso o fluxo vendedor permaneça forte, os suportes estão nas áreas de valor dos US$ 89.140 e US$ 82.200.

O mercado de criptomoedas começou o dia sob sinais mistos de cautela, segundo dados on-chain analisados por Amr Taha. Indicadores da Binance mostram que o fluxo de stablecoins para corretoras voltou a ganhar força, sugerindo que investidores preferem estacionar capital em vez de assumir risco imediato.

De acordo com o analista, o indicador Multi-Asset Netflow da Binance aponta três dias consecutivos de forte entrada líquida de USDC. No dia 6 de janeiro, os depósitos líquidos somaram cerca de US$ 300 milhões. Em 7 de janeiro, o volume subiu para US$ 500 milhões. Já em 8 de janeiro, o fluxo ultrapassou US$ 800 milhões, sinalizando uma aceleração clara no movimento.

“Esse padrão chama atenção porque vimos algo muito parecido em meados de outubro, pouco antes de o Bitcoin cair de US$ 109 mil para abaixo de US$ 85 mil”, afirmou Taha. Segundo ele, o movimento não garante uma nova queda, mas revela que o capital ainda não está sendo alocado em risco, permanecendo dentro das exchanges.

Outro ponto destacado pelo analista vem do Whales Screener, ferramenta que monitora em tempo real depósitos e retiradas de Bitcoin, Ethereum e stablecoins de mais de 100 carteiras de grandes investidores no mercado à vista. Os dados mostram que a maior parte dos fluxos recentes para as corretoras é dominada por stablecoins, com depósitos próximos de US$ 1 bilhão em um único dia.

“Esse tipo de comportamento normalmente indica preparação para compras, mas não necessariamente execução imediata”, explicou Taha. Para ele, o mercado parece aguardar confirmações mais claras de direção antes de aumentar exposição a ativos como BTC e ETH.

O analista também chamou atenção para o indicador de dominância das stablecoins, que mede a participação desses ativos no valor total do mercado cripto. Atualmente, a dominância permanece acima de 9%, sem fechamento diário abaixo desse patamar.

“Quando a dominância sobe, geralmente vemos mais vendas do que compras. Enquanto esse índice continuar elevado, o potencial de alta do Bitcoin tende a ficar limitado”, avaliou.

Na visão de Taha, o cenário atual exige leitura cuidadosa. “O aumento de stablecoins nas exchanges pode ser interpretado como ‘pó seco’ para futuras compras, o que seria positivo. No entanto, quando isso vem acompanhado de alta na dominância, a mensagem costuma ser outra: o mercado ainda está defensivo”, concluiu.

Portanto, o preço do Bitcoin em 09 de janeiro de 2026 é de R$ 487.226,88. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 09 de janeiro de 2026, são: Polygon (POL), JasmyCoin (JASMY) e Zcash (ZEC) com altas de 13%, 8% e 7%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 09 de janeiro de 2026, são: Sky (SKY), Midnight (NIGHT) e Toncoin (TON), com quedas de -6%, -5% e -4% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Image by freepik

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