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Bitcoin volta para US$ 76 mil e mantém tendência de queda

Pressão do Fed, resgates bilionários em ETFs e liquidações forçadas ampliam volatilidade e colocam o Bitcoin diante de suportes históricos decisivos

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 02/02/2026, está cotado em R$ 405.905,22. Após uma queda de mais de 6% no final de semana, o preço do BTC voltou a cair nesta segunda. Agora, com a baixa de 2,8%, a maior criptomoeda do mercado está cotada em US$ 76 mil, muito perto do suporte de US$ 75 mil, que, se perdido pode estender a queda até US$ 50 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, indica que os mercados Asiáticos iniciaram a semana com perdas, influenciadas pela volatilidade em commodities, especialmente prata, e pela cautela dos investidores antes de uma sequência de resultados corporativos, reuniões de bancos centrais e dados econômicos importantes nos EUA.

O dólar se firmou após a nomeação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve, levantando expectativas de menos cortes de juros. Também houveram quedas nos preços do petróleo enquanto a perspectiva de um conflito militar com o Irã recuou.

A combinação de fatores gerou um ambiente de aversão moderada ao risco antes de importantes eventos macro e empresariais. O Bitcoin cotado aproximadamente em US$ 77 300, tem uma expectativa de curto prazo negativa. A combinação de cautela macro global, fortalecimento do dólar e aumento da aversão a risco entre investidores tende a reduzir a demanda por ativos voláteis como cripto, promovendo uma continuação da pressão vendedora no preço do BTC. Além disso, a queda recente abaixo de importantes níveis psicológicos abaixo de US$ 80 000 sugere que os traders de curto prazo podem continuar a favorecer posições defensivas, reforçando a probabilidade de movimentos para baixo ou lateralizações antes de um catalisador externo forte surgir.

Por que o Bitcoin caiu hoje?

O preço do Bitcoin recuou nas últimas horas e ampliou uma sequência de quedas que já chama a atenção de investidores e analistas em todo o mercado global. A criptomoeda líder perdeu cerca de 2,02% em 24 horas e acumulou uma retração de 12,47% em sete dias, desempenho pior do que o observado no restante do setor cripto, que também operou no vermelho.

O movimento ocorre em um momento de maior cautela nos mercados financeiros, marcado por sinais mais duros da política monetária nos Estados Unidos, saídas relevantes de capital dos fundos negociados em bolsa e uma onda de liquidações forçadas em posições alavancadas.

O principal fator por trás da pressão recente vem do cenário macroeconômico. O mercado reagiu com cautela após o presidente dos Estados Unidos indicar Kevin Warsh, conhecido por sua postura rígida em relação à inflação, para comandar o Federal Reserve.

A sinalização reforçou a percepção de que cortes de juros podem demorar mais do que o esperado, o que fortaleceu o dólar e reduziu o apetite por ativos considerados mais arriscados, como o Bitcoin. Ao mesmo tempo, a possibilidade de uma paralisação parcial do governo norte-americano trouxe incertezas regulatórias, atrasando discussões importantes sobre o avanço das regras para o setor cripto e diminuindo a confiança de investidores institucionais.

Enquanto o ambiente macro pesava sobre o sentimento, os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos também passaram a exercer pressão direta sobre o preço. Na última semana, esses produtos registraram cerca de US$ 1,49 bilhão em resgates líquidos.

Na prática, cada saída de recursos obriga os emissores dos ETFs a vender parte das reservas em Bitcoin para honrar os pedidos de saque. Esse processo cria uma força vendedora estrutural no mercado à vista, enfraquecendo um dos pilares de demanda institucional que havia sustentado a valorização da criptomoeda nos meses anteriores.

O cenário se agravou com a dinâmica das posições alavancadas. Durante um período de liquidez mais baixa, especialmente no fim de semana, o mercado presenciou uma sequência de liquidações automáticas de contratos comprados.

Dados indicam que cerca de US$ 196 milhões em posições longas de Bitcoin foram encerradas à força em apenas 24 horas. Esse tipo de movimento costuma acelerar as quedas, pois cada liquidação gera novas ordens de venda que empurram o preço para níveis técnicos inferiores, ativando stop-losses e algoritmos de negociação.

A combinação desses fatores levou o Bitcoin a romper suportes importantes na faixa de US$ 76.500, o que ampliou a volatilidade e aumentou a cautela entre operadores de curto prazo. O analista Mike Ermolaev observa que o ativo já acumula uma queda aproximada de 38% em relação à máxima histórica, recuando para a região de US$ 77 mil em meio ao aumento da instabilidade nos mercados globais.

Mesmo assim, parte dos especialistas evita classificar o movimento como uma reversão de tendência. O analista conhecido como PlanC destaca que ciclos anteriores de alta do Bitcoin registraram correções profundas antes de retomar a trajetória positiva. Com base na estrutura atual do mercado e em métricas de risco, ele aponta uma possível zona de estabilização entre US$ 75 mil e US$ 80 mil, onde a pressão vendedora pode começar a perder força.

Bitcoin análise técnica- próxima parada US$ 58 mil

O analista Woominkyu da CryptoQuant, destaca que o BTC está começando a mostrar sinais claros de entrada em um mercado de baixa.

De acordo com ele, embora o preço ainda esteja sendo negociado acima do Preço Realizado, a porcentagem de Oferta em Perda (Offer in Loss) subiu acentuadamente para cerca de 44% e continua a apresentar tendência de alta.

Em ciclos anteriores, esse comportamento não aparecia durante correções saudáveis, mas sim nos estágios iniciais de mercados de baixa. Historicamente: a expansão da Oferta em Perda acima de ~40% e a queda simultânea da Oferta em Lucro, com o preço permanecendo elevado em relação ao valor realizado, frequentemente marcavam o início de uma queda prolongada, e não o fim de uma correção. A estrutura atual parece semelhante. As perdas estão se espalhando pela oferta, mesmo sem um pânico evidente ainda.

Para o analista este cenário sugere que o mercado está enfraquecendo estruturalmente, em vez de se reajustar para outra expansão. Em ciclos passados, os fundos verdadeiros só se formavam após a expansão da Oferta em Perda, seguindo uma compressão de preço mais profunda.

Já o analista conhecido como GugaOnChain é mais direto e crava que no gráfico semanal, o preço já está se movendo dentro de um novo e bem definido canal de baixa, caminhando para um encontro decisivo com a média móvel de 200 períodos em US$ 58 mil.

Para atingir essa meta, no entanto, o suporte do canal de baixa precisará ser rompido — uma barreira que, dado o contexto atual, parece longe de ser intransponível. A partir dessa análise, fica claro que esse movimento é quase inevitável, já que o preço está no limiar da zona de sobrevenda no RSI (registrando 32,72). Há também uma probabilidade não muito remota de o preço recuar para US$ 55,8 mil, que é o nível de preço realizado, de acordo com os dados on-chain.

Com o Bitcoin avaliado em US$ 77.100 no momento desta análise e tendo sofrido uma correção de 40% em relação à sua máxima histórica em 6 de outubro de 2025, o cenário atual aponta para uma fase crítica e decisiva, onde o teste desses suportes históricos definirá a estrutura do mercado nos próximos meses.

Portanto, o preço do Bitcoin em 02 de fevereiro de 2026 é de R$ 405.905,22. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0024 BTC e R$ 1 compram 0,0000024 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 02 de fevereiro de 2026, são: Stable (STABLE), MYX Finance (MYX) e Memecore (M), com altas de 17%, 12% e 9% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 02 de fevereiro de 2026, são: Pump.fun (PUMP), Monero (XMR) e Kaspa (KAS), com quedas de -8%, -9% e -6% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
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