Alta do Bitcoin é impulsionada por liquidação de posições vendidas e melhora moderada do apetite global por risco, mas mercado mantém cautela.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 26/02/2026, está cotado em R$ 351.415,25. Os touros conseguiram colocar uma alta de 4% e devolveram o BTC para US$ 68 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, os mercados globais mostraram uma reação de risk-on moderada, com bolsas asiáticas registrando ganhos após a divulgação de dados de receita positivos da Nvidia. Índices como o MSCI Asia-Pacific subiram, com destaque para o avanço no KOSPI e pequenas altas no Nikkei, enquanto o dólar enfraqueceu e o iene recuperou terreno após comentários divergentes sobre política monetária no Japão. Commodities como o petróleo permaneceram elevadas em meio a tensões geopolíticas, e ativos de porto-seguro como ouro também avançaram.
Esse cenário misto refletiu apetite por risco moderado mas também cautela em relação à sustentabilidade do rali em ações de tecnologia e à conjuntura macro global. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 68.100, tem uma expectativa de curto prazo neutra.
A modesta melhora no sentimento de risco global, impulsionada por dados corporativos positivos de tecnologia e um dólar mais fraco, pode fornecer suporte técnico ao BTC, ajudando a manter níveis estáveis ou fomentar leves avanços. No entanto, a falta de um catalisador específico voltado para criptomoedas, combinada com a cautela dos investidores quanto à sustentabilidade dos ganhos em tecnologia, e o fato de a notícia sobre Nvidia não ter levado a um rali mais forte nas ações relacionadas, limita a probabilidade de um movimento altista expressivo no Bitcoin no curtíssimo prazo. Bitcoin tende a oscilar em consolidação entre os níveis atuais, com menor probabilidade de grandes quebras até que surjam eventos macro mais definidos ou dados diretos do setor cripto.
Por que o Bitcoin subiu hoje?
O principal motivo da alta foi um fenômeno conhecido como short squeeze, que ocorre quando investidores vendidos precisam recomprar rapidamente o ativo, impulsionando o preço.
Esse movimento gerou uma onda de liquidações de posições vendidas, forçando compras automáticas e acelerando a valorização da principal criptomoeda do mercado. Dados do mercado mostram que as liquidações totais de Bitcoin saltaram 61,77%, atingindo US$ 225,66 milhões em apenas 24 horas. Desse total, US$ 190,92 milhões vieram de posições vendidas.
Quando traders apostam na queda e o preço sobe rapidamente, as corretoras encerram essas posições automaticamente, criando pressão compradora adicional e ampliando o movimento de alta.
Esse efeito aumentou ainda mais a volatilidade e ajudou a impulsionar o preço do ativo em curto prazo. Além disso, o open interest de contratos perpétuos de Bitcoin subiu 10,97%, indicando entrada de novas posições alavancadas no mercado de derivativos.
O volume total de derivativos também cresceu significativamente, ultrapassando US$ 1,21 trilhão em negociações nas últimas 24 horas. Especialistas destacam que o aumento simultâneo de volume e alavancagem geralmente antecede movimentos fortes de preço, embora eleve o risco de correções abruptas.
A taxa de financiamento permaneceu positiva, mas em níveis moderados, sinalizando equilíbrio entre compradores e vendedores no mercado.
Apesar disso, analistas alertam que o uso elevado de alavancagem aumenta o risco de reversões rápidas caso o sentimento mude.
Bitcoin análise técnica

Diferentemente de outros movimentos recentes, não houve anúncios relevantes, mudanças macroeconômicas ou dados específicos que expliquem a valorização inicial do Bitcoin.
O avanço ocorreu praticamente em sintonia com o restante do mercado de criptomoedas, sugerindo um movimento amplo de fluxo financeiro e posicionamento especulativo.
Isso indica que a alta não foi impulsionada por demanda orgânica significativa, mas principalmente por ajustes técnicos e movimentações de traders. Ao mesmo tempo, indicadores de sentimento mostram cautela entre investidores de varejo, mesmo diante da valorização recente.
O Fear & Greed Index permanece em nível 16, classificado como medo extremo, evidenciando baixa confiança generalizada no mercado. Essa divergência entre preço em alta e sentimento pessimista pode sinalizar fragilidade na continuidade do movimento.
Outro fator que limita o otimismo é a persistência de saídas de capital dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos. Os fundos registraram mais de US$ 25 bilhões em saídas líquidas no último mês, reduzindo ativos sob gestão e criando pressão vendedora estrutural.
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin testa atualmente um nível importante de suporte próximo de US$ 67.972. Se o ativo mantiver esse patamar, analistas acreditam que o preço pode voltar a testar a máxima recente próxima de US$ 69.070.
Por outro lado, uma perda desse suporte pode levar o Bitcoin a recuar até US$ 66.748, segundo projeções baseadas em retração de Fibonacci. O comportamento das posições alavancadas será decisivo para definir o próximo movimento do mercado.
Caso o open interest diminua enquanto o preço cai, isso pode indicar saída de posições especulativas e aprofundamento da correção. Por outro lado, um rompimento consistente da resistência com volume elevado pode confirmar continuidade da tendência de alta.
Portanto, o preço do Bitcoin em 26 de fevereiro de 2026 é de R$ 351.415,25. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 26 de fevereiro de 2026, são: Polkadot (DOT), Stable (STABLE) e Aerodrome Finance (AERO), com altas de 21%, 17% e 15% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 26 de fevereiro de 2026, são: Cosmos (ATOM), Memecore (M) e Polygon (POL), com quedas de -6%, -5% e -2% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
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