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Bitcoin mantém movimento lateral sem perspectiva de reação

Com o BTC na faixa dos US$ 67 mil, o mercado reage à escalada da guerra entre EUA, Israel e Irã, à disparada do petróleo e ao aumento da aversão global ao risco

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 09/03/2026, está cotado em R$ 357.409,51. O BTC voltou ao seu range de negociação lateral preso estabelecido entre US$ 65 mil e US$ 67 mil, esperando novos catalisadores para iniciar uma recuperação mais ampla.

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais permaneceram sob pressão devido à escalada da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, que provocou forte volatilidade no setor de energia e aumentou os temores inflacionários.

As bolsas asiáticas recuaram novamente e caminham para uma das piores semanas recentes, enquanto investidores migraram para ativos considerados seguros como dólar e títulos. A alta do petróleo, impulsionada por interrupções nas rotas energéticas e riscos de transporte no Estreito de Hormuz, elevou as expectativas de inflação e aumentou a incerteza sobre a trajetória de juros das principais economias.

Já no mercado cripto, com o bitcoin cotado aproximadamente em US$ 67.650, a expectativa de curto prazo segue sendo levemente negativa. O ambiente de forte aversão ao risco global, impulsionado pela escalada do conflito e pela alta do petróleo, tende a reduzir fluxos para ativos voláteis como criptomoedas.

Além disso, o aumento das expectativas de inflação e o salto nos rendimentos dos títulos diminuem as chances de cortes de juros no curto prazo, um fator tradicionalmente desfavorável para cripto. Nesse contexto, o Bitcoin tende a oscilar lateralmente com viés de baixa, podendo testar níveis de suporte enquanto investidores aguardam sinais de estabilização geopolítica ou mudanças na política monetária global.

Bitcoin análise técnica

De acordo com Marco Aurélio, CIO da Vault Capital, os mercados começaram o dia sob forte tensão. A abertura dos futuros veio pressionada após ataques realizados por Israel e EUA contra infraestrutura petrolífera iraniana. Além disso, declarações de Trump sobre possível envio de tropas terrestres ao Irã aumentaram ainda mais o receio dos investidores.

Na abertura, os futuros americanos chegaram a cair com força, enquanto o Brent ampliou sua alta, refletindo o risco imediato sobre a oferta global de petróleo.

No entanto, segundo ele, surgiu uma tentativa de estabilização. O G7 está considerando liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas. Essa possibilidade ajudou a aliviar parte da pressão no preço do petróleo, que saiu de uma alta acumulada próxima de 30% para algo em torno de 12%, reduzindo parcialmente o choque inflacionário imediato.

Mesmo com o cenário de tensão, o Bitcoin apresentou comportamento relativamente construtivo. A mínima do movimento ocorreu exatamente no momento da abertura dos futuros, por volta das 19h  e, a partir dali, o ativo passou a recuperar gradualmente. Esse padrão não é novo. Em diversos episódios recentes, o Bitcoin vem formando mínimas durante a abertura do mercado futuro, acumulando recuperação ao longo da madrugada e buscando as máximas próximas à abertura do mercado americano.

Ainda assim, o analista afirma que é preciso cautela já que a abertura do mercado tradicional pode trazer reajustes de carteira por parte dos fundos, o que frequentemente altera a dinâmica do preço nas primeiras horas.

Para que esse movimento ganhe força e deixe de ser apenas uma reação de curto prazo, alguns níveis precisam ser confirmados. O primeiro passo é transformar a região de 67.500 em suporte. A partir daí, o mercado pode tentar atacar o cluster entre 68k e 69k, que funciona como a primeira zona relevante de resistência.

De acordo com ele, se essa região for recuperada com consistência, o próximo objetivo técnico passa a ser a reconstrução da faixa dos 70.700, nível que devolve maior estabilidade estrutural ao preço. O cenário continua dominado pelo risco geopolítico e pelo comportamento do petróleo.

Enquanto o macro gera volatilidade, o Bitcoin mostra sinais de absorção nas quedas. A confirmação virá apenas com suporte sustentado acima de 67.500 e recuperação da faixa de 70.700. Até lá, o movimento ainda deve ser tratado como reação dentro de um ambiente de incerteza.

Portanto, o preço do Bitcoin em 09 de março de 2026 é de R$ 357.409,51. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 09 de março de 2026, são: DeXe (DEXE), Bittensor (TAO) e Chiliz (CHZ), com altas de 17%, 9% e 5% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 09 de março de 2026, são: Humanity Protocol (H), PiPin (PIPIN), Stable (STABLE) com quedas de -14%, -8% e -7% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Foto de Jonathan Borba

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