Meio AmbienteSalvador

Obra é interditada por danos ambientais e moradores cobram preservação de área verde em Salvador

A Associação de Condôminos do Cidade Jardim (ACCJ) reforça a preocupação com os impactos ambientais causados por intervenções irregulares na região do Candeal, próxima ao loteamento Cidade Jardim, após a interdição da obra do empreendimento Reserva Cidade Jardim, determinada pelo INEMA.

A obra encontra-se paralisada desde a ação de interdição, realizada após fiscalização identificar intervenção em recursos hídricos, incluindo nascentes e cursos d’água, sem a devida autorização do órgão competente.

De acordo com a promotora de Justiça do Meio Ambiente de Salvador, Hortência Gomes Pinho, o caso envolve graves irregularidades ambientais:

“A situação do impacto ambiental que está ocorrendo atualmente no Candeal, próximo do Cidade Jardim, corresponde à tentativa de implantação de um loteamento denominado Reserva Cidade Jardim. Esse empreendimento, que era da Villas, foi adquirido por outra empresa, e eles pretendem implantar 13 lotes, mas não observaram os cuidados ambientais devidos, a cautela ambiental, porque no local há recursos hídricos e nascentes, e há um caminho de supressão da vegetação sem considerar as áreas de APP e esses próprios recursos hídricos que estavam na iminência de aterramento.”

A promotora destaca que a ausência de autorização para intervenções foi determinante para a paralisação:

“Em função do empreendimento não possuir autorização do poder público para intervir em recursos hídricos e, havendo a constatação em campo de que realmente havia os recursos no local da obra, inclusive uma nascente com água limpa, o INEMA promoveu a interdição da obra, e isso é muito importante porque isso vinha em um ritmo muito acelerado. Houve essa ação da COPPA e do INEMA, juntamente com o Ministério Público, querendo preservar essa última área de Mata Atlântica, área que é um pulmão de toda Brotas.”

Além dos danos ambientais, moradores alertam para impactos urbanos e de mobilidade. O síndico e morador Francisco Leitão chama atenção para o crescimento desordenado da região:

“A nossa luta vai além das questões ambientais; tem a questão do volume de tráfego, pois estão surgindo dois empreendimentos de 34 andares, em torno de 136 apartamentos por torre, que vão está construídos daqui a um ano e meio na região. Imagine que a rua é sem saída.”

Ele também critica a proposta de acesso do novo empreendimento:

“Além disso, agora tem esse projeto do Reserva Cidade Jardim onde serão mais de 18 torres. A notícia que nós temos é que o projeto original era com saída para o Candeal, porque dá acesso à ACM e à Ladeira da Redenção. Não faz sentido colocar a saída pelo Bambuzal do Cidade Jardim; é puro interesse comercial, mas não há condições de absorver essa quantidade de veículos, e ainda há a questão ambiental.”

Outro ponto de preocupação é o impacto social na comunidade do entorno:

“Para além disso, a comunidade do Candeal tem um campo de futebol que será afetado também. Campo este que é um patrimônio para a comunidade; inclusive, o jogador de futebol Paulo Isidório nasceu ali e ele também está apoiando o nosso movimento.”

A Associação de Condôminos destaca que seguirá acompanhando o caso e cobrando providências para garantir a preservação ambiental, o respeito à legislação e a qualidade de vida da população.

O caso continua sob análise do Ministério Público e do INEMA.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Related posts

Ireuda Silva expressa preocupação com aumento alarmante de violência contra a mulher na Bahia

Fulvio Bahia

SineBahia oferece vagas de emprego em Salvador e RMS nesta sexta (12)

Fulvio Bahia

Parque da Cidade ganha sistema de monitoramento de alta tecnologia 

Fulvio Bahia

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você concorda com isso, mas você pode desistir caso deseje. Aceitar Leia Mais