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ACB articula agenda de desenvolvimento urbano e competitividade empresarial em plenária

Debates sobre concessões urbanas e certificação ESG reuniram lideranças empresariais e representantes do poder público em Salvador

A Associação Comercial da Bahia (ACB) transformou sua 7ª Reunião da Diretoria Plenária, realizada nesta quarta (7), em um amplo debate sobre competitividade empresarial, sustentabilidade e desenvolvimento urbano, reunindo representantes do setor produtivo, gestores públicos e lideranças políticas no auditório da Junta Comercial da Bahia (JUCEB), em Salvador. A programação teve como destaques a apresentação do projeto de concessão do Parque Urbano da Orla de Pituaçu e o anúncio da parceria entre a ACB e a ABNT para criação de um selo ESG voltado a micro, pequenas e médias empresas.

Com ampla participação de representantes do setor produtivo, lideranças políticas e integrantes da administração pública, a plenária reforçou o papel da Associação Comercial da Bahia (ACB) como espaço de articulação de temas estratégicos para o desenvolvimento econômico do estado. Na abertura do encontro, a presidente da entidade, Isabela Suarez, destacou a importância das reuniões como ambiente de construção de propostas e debate qualificado. “São momentos para discutir pautas relevantes para a construção do nosso desenvolvimento”, afirmou.
O destaque da noite foi o anúncio da parceria inédita entre a ABNT e a Associação Comercial da Bahia (ACB) para implementação do selo ABNT/ACB ESG, voltado especialmente às micro, pequenas e médias empresas. Os detalhes da iniciativa foram apresentados pelo diretor de certificação da ABNT, Antônio Carlos Barros, durante palestra realizada na plenária.

Barros afirmou que a certificação “deixou de ser um selo em um produto para se tornar uma infraestrutura invisível de competitividade, governança e acesso a mercados”. Segundo ele, mais de 3,4 milhões de empresas no mundo já integram movimentos de certificação, embora o modelo tradicional ainda seja considerado caro e complexo para pequenos negócios.

A proposta apresentada pela ACB e pela ABNT busca justamente simplificar esse processo. O novo modelo contará com 16 critérios objetivos – cinco ambientais, sete sociais e quatro de governança – adaptados à realidade operacional das pequenas empresas. A metodologia também terá um sistema de pontuação dividido em categorias, indo do bronze ao platinum, incentivando a melhoria contínua das organizações.

O diretor da ABNT também informou que a parceria entre a entidade e a ACB deve começar a operar a partir do próximo mês, após conclusão dos trâmites finais da cooperação assinada durante a plenária. A iniciativa foi articulada pela Câmara de Sustentabilidade da ACB, coordenada por Jorge Cajazeira.

Barros destacou ainda um caso brasileiro que se tornou referência internacional: uma norma criada no país para o turismo de aventura e posteriormente elevada a padrão global para o setor. Para ele, o exemplo demonstra a capacidade do Brasil de desenvolver soluções técnicas com alcance internacional.

Ao defender o projeto, Isabela Suarez afirmou que a proposta nasce com o objetivo de aproximar a agenda ESG da base empresarial. “O ESG só faz sentido se conversar com micro, pequenos e médios empresários. Se isso fica apenas no campo do discurso, perde completamente o propósito”, declarou.

Vice-presidente de Sustentabilidade da ACB, Georges Humbert classificou a parceria como um marco nacional ao democratizar o acesso à certificação. “O pequeno empresário passa a ter um ativo de proteção, valorização e competitividade”, afirmou.

Concessão e revitalização

Outra temática abordada na plenária foi o case da Orla Brasil, responsável pelo projeto de concessão e requalificação da orla entre Boca do Rio e Pituaçu, iniciativa que já avança para a região de Jaguaribe e totalizará cinco quilômetros de intervenção na orla de Salvador.

A apresentação foi conduzida por Eduardo Sampaio, diretor da Orla Brasil, ao lado de Viviane Martins Suhet, diretora executiva do INTUS (Instituto para Desenvolvimento do Turismo Sustentável na América Latina e Caribe). Durante a exposição, os representantes destacaram os desafios operacionais e sociais enfrentados no processo de concessão, especialmente no diálogo com permissionários e trabalhadores locais.

“O grande papel da Orla Brasil é dar vida e movimentar a orla de Salvador”, afirmou Eduardo Sampaio, ao detalhar o modelo de gestão implantado no projeto. Segundo ele, além das intervenções estruturais, o trabalho envolveu ações de capacitação e qualificação dos permissionários em parceria com a Faculdade Estácio, incluindo cursos de gestão e qualidade. ‘É Uma honra e alegria poder explicar e apresentar o projeto Parque Urbano da Orla de Pituaçu, com suas inovações, transformações com foco em destino turístico e nossa preocupação com as pessoas e meio ambiente. Queremos cada vez mais nos aproximarmos da ACB, uma instituição tão importante para nosso estado e empresas”, completou.

Isabela Suarez reforçou a importância estratégica da orla para Salvador e defendeu a ampliação de modelos de concessão e cooperação com a iniciativa privada como instrumentos de desenvolvimento urbano sustentável. “A orla é o cartão de visita da cidade. Salvador não pode dispensar a oportunidade de organizar e qualificar seu território a partir dela”, afirmou. A presidente da ACB também ressaltou sua conexão histórica com a pauta ambiental e a importância de iniciativas que conciliem sustentabilidade, ocupação qualificada dos espaços urbanos e desenvolvimento econômico.

Fonte: Frente & Verso Comunicação Integrada
Foto: José Simões

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