Uma reunião virtual com sindicatos de diferentes estados da federação decidiu pela greve geral dos garis e margaridas até que o Senado Federal aprecie o Projeto de Lei 4146/2020, que regulamenta a profissão dos trabalhadores e trabalhadoras de limpeza urbana. O encontro foi coordenado na Bahia e no Nordeste pelo sindicalista e ex-vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT) e aconteceu por aplicativo de vídeo na manhã desta nesta quinta-feira (21). No debate, as condições de trabalho, o piso salarial de dois mínimos, carga horária semanal, índice de insalubridade, além de inúmeros fatores que levaram à decisão da greve.
“Tem tudo no projeto. É o presidente do Senado, Davi Alcolumbre [União-AP], que precisa ouvir a categoria. A peça precisa ser votada o quanto antes para melhorar a qualidade de vida desses profissionais que enfrentam todo tipo de dificuldade para realizar suas funções diariamente. A decisão foi pela greve geral. Precisam reconhecer quem gera saúde nas cidades, quem as mantém pulsando todos os dias. Não vamos cansar de dizer que é uma profissão essencial. Temos 60 assinaturas de senadores para aprovação do PL 4146, mas precisamos reforçar a causa. Começamos a tratar com o Senado, mas o presidente não quer receber uma comissão”, declara Suíca.
O SindilimpBA tem realizado assembleias pela Bahia com os trabalhadores e trabalhadoras para tratar da regulamentação dos garis e margaridas durante todo o ano. De acordo com a coordenadora-geral do sindicato, Ana Angélica Rabello, as ações foram aceitas e a grave deve ser nacional. “A categoria tem acompanhado todo o trâmite deste projeto de lei. É fundamental para eles. Precisamos avançar no diálogo e conseguimos fazer isso com a reunião desta quinta. Vamos para uma greve geral, infelizmente. É fundamental que o alinhamento seja em todo o Brasil e conseguimos fazer isso”, completa.
Fonte: Ascom SindilimpBA
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