O BTC despencou mais de 5% perdendo o suporte de US$ 70 mil e caindo para US$ 69 mil, deixando os touros em uma situação complicada
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 02/06/2026, está cotado em R$ 348.853,81. O BTC despencou mais de 5% perdendo o suporte de US$ 70 mil e caindo para US$ 69 mil, deixando os touros em uma situação complicada.

André Franco, CEO da Boost Research, afirmou que os mercados asiáticos recuaram em meio à cautela com a fragilidade das negociações de cessar-fogo no Oriente Médio, que voltou a compensar o otimismo com inteligência artificial. O MSCI Ásia-Pacífico fora do Japão caiu 0,6%, o Nikkei recuou 1,9% e o Kospi chegou a cair 3,3%, enquanto os futuros do S&P 500 também operaram em queda.
O petróleo Brent ficou próximo de US$ 94,45, ainda refletindo incerteza sobre as negociações entre EUA e Irã e a instabilidade regional. Apesar de sinais positivos no setor de IA, como o IPO confidencial da Anthropic e os planos de captação da Alphabet para infraestrutura de IA, o mercado adotou uma postura mais defensiva diante da combinação de risco geopolítico, preços de energia ainda elevados e inflação mais forte na Coreia do Sul.
Já o Bitcoin, cotado atualmente em aproximadamente US$ 70.800, apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. O ativo caiu para mínimas de dois meses, mostrando perda clara de força relativa mesmo em um ambiente ainda sustentado pela narrativa de IA. A cautela geopolítica, a queda das bolsas asiáticas e a busca por proteção em ouro reduzem o apetite por criptoativos. Além disso, a perda da região de US$ 73.000–74.000 enfraquece a estrutura de curto prazo e aumenta o risco de teste psicológico dos US$ 70.000. No curto prazo, o Bitcoin tende a oscilar entre US$ 69.500 e US$ 72.500, com viés de pressão caso as bolsas continuem recuando ou as negociações no Oriente Médio mostrem novos sinais de fragilidade
Por que o preço do Bitcoin caiu hoje?
O preço do Bitcoin voltou a recuar nesta terça-feira após enfrentar uma combinação de fatores que atingiu diretamente a confiança dos investidores. A principal pressão veio dos ETFs spot de Bitcoin negociados nos Estados Unidos, que registraram 11 sessões consecutivas de saídas líquidas de capital, acumulando resgates de aproximadamente US$ 3,45 bilhões. Ao mesmo tempo, uma onda de liquidações de posições alavancadas ampliou o movimento de queda e acelerou a correção do mercado.
A sequência negativa representa o maior período de retiradas desde o lançamento dos ETFs em 2024 e sinaliza uma mudança temporária no posicionamento dos investidores institucionais. Embora o volume retirado seja relevante, ele ainda representa uma parcela relativamente pequena do patrimônio total administrado pelos fundos, que continua acima de US$ 90 bilhões.
O resultado, porém, foi suficiente para reduzir a demanda por Bitcoin em um momento de maior aversão ao risco. A combinação entre juros elevados nos Estados Unidos, tensões geopolíticas e a forte valorização das ações ligadas à inteligência artificial levou parte dos investidores a realocar recursos para outros segmentos do mercado.
Além disso, o índice Fear & Greed voltou para a zona de medo, registrando 31 pontos. Historicamente, esse tipo de leitura indica que investidores estão reduzindo exposição a ativos considerados mais arriscados.
ETFs lideram pressão vendedora sobre o Bitcoin
Os ETFs spot se tornaram um dos principais motores de demanda institucional desde sua aprovação. Por isso, quando os fluxos se invertem, o impacto costuma aparecer rapidamente no preço.
Segundo dados de mercado, os ativos sob gestão dos ETFs de Bitcoin caíram de mais de US$ 104 bilhões para cerca de US$ 94 bilhões durante a sequência de resgates. Analistas classificam o movimento como uma “recalibração direcional” dos portfólios, indicando redução temporária de exposição ao Bitcoin em vez de abandono definitivo do setor.
Parte desse capital parece estar migrando para outros ativos digitais. Produtos relacionados a XRP, Solana e Hyperliquid continuam registrando entradas líquidas, sugerindo que investidores seguem interessados no mercado cripto, mas procuram oportunidades com perfis de risco diferentes.
Outro fator que contribuiu para a pressão foi a venda simbólica de 32 BTC realizada pela Strategy. Apesar do volume ser irrelevante para o mercado, a operação chamou atenção porque a empresa se tornou um dos maiores acumuladores institucionais da criptomoeda.
Liquidações ampliam a correção e elevam volatilidade
A queda ganhou força após atingir níveis que acionaram liquidações automáticas de posições compradas em derivativos.
Nas últimas 24 horas, mais de US$ 384 milhões em posições long de Bitcoin foram encerradas compulsoriamente pelas corretoras. O volume representa um salto de 639% em relação ao período anterior.
Quando isso acontece, as plataformas vendem automaticamente os ativos utilizados como garantia para cobrir perdas dos investidores alavancados. O efeito costuma criar um ciclo de vendas adicionais que acelera os movimentos de baixa.
Analistas observam que esse processo também ajuda a limpar excessos especulativos acumulados durante períodos de forte otimismo. Por isso, muitos investidores acompanham indicadores como open interest e funding rate para identificar quando a desalavancagem estará concluída.
O que esperar do Bitcoin agora?
No curto prazo, o mercado continua atento ao comportamento dos ETFs. Uma retomada das entradas líquidas pode indicar que a correção perdeu força e que investidores institucionais voltaram a acumular posições.
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin perdeu regiões importantes de suporte e agora enfrenta resistência próxima de US$ 72.500. Caso consiga recuperar esse patamar, analistas acreditam que a criptomoeda poderá iniciar uma fase de consolidação antes de tentar novas altas.
Por outro lado, a manutenção das saídas dos ETFs pode abrir espaço para testes em regiões próximas de US$ 65 mil. Alguns analistas mais pessimistas apontam até cenários entre US$ 44 mil e US$ 49 mil caso a pressão institucional continue nas próximas semanas.
Nem todos compartilham dessa visão negativa. Indicadores de longo prazo, como o RSI semanal, começam a mostrar sinais de esgotamento vendedor. Em ciclos anteriores, leituras semelhantes antecederam fortes movimentos de recuperação.
Além disso, a demanda estrutural permanece presente. Empresas, emissores de stablecoins e até governos continuam adicionando Bitcoin aos seus balanços. Essa tendência reduz a oferta disponível no mercado e mantém viva a tese de valorização de longo prazo.
Portanto, o preço do Bitcoin em 02 de junho de 2026 é de R$ 348.853,81. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0028 BTC e R$ 1 compram 0,0000028 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 02 de junho de 2026, são: Memecore (M), Injective (INJ) e Near Protocol (NEAR) com altas de 13%, 12%, e 10%, respectivamente
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 02de junho de 2026, são: Stellar (XLM), Terra Classic (LUNC) e DeXe (DEXE), com quedas de -10%, -9% e -8% respectivamente.
Fonte: CoinTelegraph
Image by frimufilms on Magnific
