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Bitcoin recua para US$ 62 mil e amplia incertezas no mercado

O BTC caiu mais de 6% nesta quinta, recuando para US$ 62 mil um dos menores patamares de preço desde o início do ano, levando os traders a perderem bilhões de dólares em posições long.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 04/06/2026, está cotado em R$ 317.354,66. O BTC caiu mais de 6% nesta quinta, recuando para US$ 62 mil um dos menores patamares de preço desde o início do ano, levando os traders a perderem bilhões de dólares em posições long.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos voltaram a operar em forte tom defensivo após nova escalada nos confrontos entre EUA e Irã, reacendendo a aversão ao risco global. O MSCI Ásia-Pacífico fora do Japão caiu 1,5%, os futuros do S&P 500 recuaram 0,5%, o Kospi chegou a cair 2,6% após feriado e o Nikkei perdeu 1,9%.

Apesar do petróleo ter recuado para cerca de US$ 96,59 com o cessar-fogo entre Israel e Líbano, o mercado continua pressionado pela falta de progresso nas negociações entre Washington e Teerã. O dólar ficou próximo do maior nível desde abril, o ouro avançou 0,9% e o Bitcoin caiu para a mínima de quatro meses, refletindo a busca por proteção e a saída de ativos de maior risco. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 63.800, apresenta expectativa de curto prazo negativa.

O ativo chegou a cair para cerca de US$ 61.503 no intradiário e acumula uma queda relevante nos últimos dias, pressionado pela combinação de dólar forte, yields ainda elevados e piora no sentimento global. Mesmo com o petróleo cedendo das máximas recentes, a leitura para cripto segue desfavorável: investidores estão priorizando liquidez e proteção, enquanto o BTC perdeu suportes importantes e opera em região de maior fragilidade técnica. No curto prazo, o Bitcoin tende a oscilar entre US$ 61.500 e US$ 65.500, com risco de novo teste da parte inferior caso as tensões entre EUA e Irã continuem escalando ou o dólar mantenha força.

Por que o preço do Bitcoin caiu hoje?

O preço do Bitcoin (BTC) registrou forte queda nesta quinta-feira após uma combinação de fatores que atingiu simultaneamente a demanda institucional e o mercado de derivativos. O principal catalisador veio dos ETFs spot de Bitcoin dos Estados Unidos, que acumularam 13 pregões consecutivos de saídas líquidas de capital. Apenas em 3 de junho, os produtos registraram resgates de US$ 396,6 milhões, um movimento que força gestores a vender parte dos bitcoins mantidos em custódia para honrar os saques dos investidores.

A sequência de retiradas representa uma das maiores ondas de desinvestimento desde a aprovação dos ETFs em 2024 e sinaliza uma mudança relevante no comportamento dos investidores institucionais. Durante grande parte do atual ciclo de alta, os ETFs funcionaram como um dos principais motores de demanda para o Bitcoin. Agora, a reversão desse fluxo elimina um importante suporte comprador justamente em um momento de deterioração do sentimento de mercado.

A pressão vendedora ganhou força adicional nos mercados futuros. A queda inicial do ativo desencadeou uma cascata de liquidações de posições alavancadas. Nas últimas 24 horas, mais de US$ 707 milhões em contratos de Bitcoin foram liquidados. Desse total, aproximadamente US$ 606 milhões correspondiam a posições compradas. Quando investidores operando com alavancagem são forçados a encerrar suas apostas, o sistema vende automaticamente suas posições, ampliando ainda mais a pressão sobre os preços.

De acodo com Mike Ermolaev, analista e fundador da OutsetPR, esse fenômeno criou um ciclo de retroalimentação negativo. A queda levou às liquidações, as liquidações geraram novas vendas e essas vendas aprofundaram ainda mais o movimento de baixa.

Apesar do impacto imediato ser negativo, alguns analistas observam que a eliminação do excesso de alavancagem costuma limpar o mercado e criar condições para a formação de um fundo local, reduzindo o risco de novas liquidações em cascata no curto prazo.

Mercado entra em modo defensivo

Do ponto de vista técnico, o cenário segue desafiador. O Bitcoin negocia abaixo das principais médias móveis de curto, médio e longo prazo, sinalizando que os vendedores continuam no controle da tendência. Além disso, a aproximação do relatório de empregos dos Estados Unidos, previsto para 6 de junho, adiciona um componente macroeconômico importante à equação.

Caso os dados mostrem uma economia mais aquecida do que o esperado, o mercado poderá reduzir as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve, cenário que normalmente prejudica ativos considerados de risco, como criptomoedas e ações de tecnologia.

Os analistas apontam a região entre US$ 60 mil e US$ 61,3 mil como o principal suporte do mercado neste momento. A faixa reúne mínimas registradas ao longo de 2026 e também coincide com a média móvel de 200 semanas, um dos indicadores mais observados por investidores institucionais. A perda desse nível poderia abrir espaço para uma correção ainda mais profunda, com projeções apontando para a região dos US$ 50 mil.

Por outro lado, uma recuperação consistente acima da zona entre US$ 65 mil e US$ 66 mil seria o primeiro sinal de enfraquecimento da pressão vendedora.

Retomada e início de bear market

O sentimento entre analistas e investidores segue dividido. Parte do mercado acredita que o Bitcoin ainda pode retomar sua estrutura de alta caso consiga recuperar níveis técnicos importantes.

O analista conhecido como K9Aasim destaca que um fechamento semanal acima de US$ 74 mil seria suficiente para recolocar o ativo dentro de uma estrutura considerada altista. Segundo ele, esse movimento indicaria o retorno da força compradora e a retomada da tendência principal.

No campo otimista, investidores também apontam fatores fundamentais favoráveis. Recentemente, o CEO da Tether, Paolo Ardoino, revelou que a empresa já acumula mais de 100 mil BTC em seu balanço patrimonial, além de reservas significativas em ouro. A estratégia reforça a tese de escassez de longo prazo e reduz a oferta disponível no mercado.

Entretanto, nem todos compartilham dessa visão. Alguns participantes do mercado argumentam que o Bitcoin entrou em um ciclo de baixa ainda no início do ano. Para esse grupo, as recentes quedas representam apenas os primeiros capítulos de um movimento corretivo mais amplo que pode durar vários meses.

No curto prazo, o principal indicador a ser monitorado continua sendo o fluxo dos ETFs. Enquanto os fundos permanecerem registrando saídas líquidas, o Bitcoin tende a enfrentar dificuldades para recuperar uma tendência sustentável de alta. A grande dúvida para os próximos dias será se o suporte dos US$ 60 mil conseguirá resistir até a divulgação dos dados econômicos dos Estados Unidos ou se uma nova onda de vendas levará o mercado para patamares ainda mais baixos.

Portanto, o preço do Bitcoin em 04 de junho de 2026 é de R$ 317.354,66. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0031 BTC e R$ 1 compram 0,0000031 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 04 de junho de 2026, são: Siren (SIREN), Audiera (BEAT) e Binance Life, com altas de 26%, 12%, e 6%, respectivamente

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 04 de junho de 2026, são: Near Protocol (NEAR), Sei (SEI) e Render (RNDR), com quedas de -18%, -17% e -16% respectivamente.

Fonte: CoinTelegraph
Image by freepik

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