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Projeto que recupera recifes da Baía de Todos-os-Santos conclui 4º ano com mais de 3 mil colônias de corais cultivadas

Patrocinado pela Braskem, o Corais de Maré também realizou atividades de educação ambiental em escolas, workshop na UFBA, ação de limpeza submarina entre outras iniciativas.

Em seu quarto ano de atividade, o projeto Corais de Maré atingiu a marca de 3.181 colônias cultivadas e em desenvolvimento, em uma área de 7.000m² localizada na Baía de Todos-os-Santos, em Ilha de Maré, Salvador. A iniciativa, desenvolvida pela Carbono 14 em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Instituto de Pesca Artesanal de Ilha de Maré (IPA), e patrocínio da Braskem – que foi pioneira no apoio ao projeto -, utiliza tecnologia inédita, com uso do plástico e outros materiais para potencializar o crescimento da espécie de coral nativo Millepora Alcicornis, também conhecido como Coral de Fogo.

O balanço do quarto ano de atividade do Corais de Maré foi divulgado na semana em que é celebrado o Dia Mundial dos Oceanos. A data de 8 de junho foi oficialmente estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008, com o objetivo de promover a reflexão sobre a importância do oceano, como melhor entendê-lo e como interagir com ele de uma forma sustentável.

O CEO da Carbono 14 e idealizador da iniciativa, José Roberto Caldas, mais conhecido como Zé Pescador, celebrou os resultados obtidos. “O projeto consolidou a cultura oceânica em comunidades tradicionais, permitindo que eles participassem do processo de recuperação dos corais e discutissem temas importantes, como os efeitos da crise climática”, destacou Zé.

De acordo com Igor Cruz, professor de Oceanografia Biológica do Instituto de Geociências da UFBA e que atua no projeto, a quantidade de coral da espécie nativa praticamente dobrou nos recifes que estão sendo trabalhados pela equipe. “Temos mais colônias e colônias maiores, que estão crescendo justamente nos locais onde há intervenção nossa, quando comparados com outros recifes da região”, pontuou o professor, que destacou ainda que o polietileno e o nylon virgem – sem uso anterior para evitar contaminação – estão entre as melhores opções para a aceleração do crescimento dos corais, sendo utilizados na construção das sementeiras onde as mudas são implantadas.

Magnólia Borges, gerente de Relações Institucionais da Braskem, destaca que a união entre ciência, educação e engajamento social promovida pelo Corais de Maré é de extrema importância para a preservação ambiental. “Para além das ações de restauração, a iniciativa amplia seu impacto ao estimular o conhecimento e a valorização da nossa costa, que é um verdadeiro patrimônio natural. Ver estudantes, pesquisadores e comunidade participando deste movimento reforça a importância de construirmos, juntos, um futuro mais sustentável para as próximas gerações”, ressaltou.

Corais de Maré Vai à Escola teve edições realizadas em 4 escolas de 

Ilha de Maré no último ano (Foto: Carbono 14/Divulgação)

Indo mais fundo – além do trabalho de recuperação dos recifes de corais, o projeto também promoveu diversas iniciativas de conscientização sobre a importância do ambiente marinho, os impactos causados pela ação do homem e pelas mudanças climáticas. Uma destas ações é o Corais de Maré Vai à Escola, que no último ano foi realizado em 4 escolas da rede municipal de Ilha de Maré, tendo a participação de 233 alunos e 17 professores, totalizando 250 pessoas envolvidas da comunidade escolar. 

Foi realizado também um workshop científico na UFBA, com o objetivo de promover a troca de conhecimento entre a academia e a comunidade sobre a restauração de recifes de corais na Bahia de Todos os Santos. Em novembro, o projeto promoveu a limpeza submarina na Praia de Santana, em Ilha de Maré, tendo sido coletados 42,5 Kg de resíduos. Além disso, foi realizada a limpeza da faixa de areia e manguezal da localidade de Bananeiras, onde foram recolhidos 130kg de resíduos.

Ao longo de quatro anos de atuação, o projeto Corais de Maré, por meio de palestras, workshops, fóruns, mutirões de limpeza, cursos e ações realizadas em escolas e universidades, envolveu diretamente 983 pessoas e alcançou outras 3.930 de forma indireta.

Fonte: ATcom
Foto: Divulgação

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