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“A juventude negra aprende a se camuflar para sobreviver à violência racista”, diz Bárbara Carine na Flica 2025

Durante a mesa “Desafiar”, realizada no segundo dia da Flica 2025, nesta sexta-feira (24.10), na tenda Paraguaçu, ao lado de Manuela D’Ávila e com mediação da professora Georgina Gonçalves, a educadora e pesquisadora Bárbara Carine, conhecida como a “intelectual diferentona”, emocionou o público ao relatar sua trajetória na universidade e o processo de reencontro com sua própria identidade. Ela contou que, por muito tempo, não se sentia pertencente ao espaço acadêmico

Bárbara lembrou o desconforto que sentia ao circular entre a graduação e o mestrado, tentando se manter “quieta” para não ser notada. Esse sentimento começou a mudar quando ela passou a ocupar o lugar de professora. “Quando eu me torno professora, eu vou pra outro lugar Mas não é simplesmente porque eu virei professora, é pelos conhecimentos que eu acessei, pelos meus ancestrais que explodiram as casas da vida”, contou, destacando o poder de reconhecimento e transformação que o ensino lhe trouxe.

Foi a partir desse mergulho em saberes não eurocentrados que Bárbara Carine passou a compreender o alcance da própria trajetória intelectual. “Como eu não ia me sentir cientista, se ao descobrir a química ancestral africana eu entendi, pela primeira vez, que o conhecimento também tem cor, território e memória”, afirmou, sob aplausos da plateia.

Para ela, assumir a docência é um gesto político e de afirmação. “Todo sistema antidemocrático começa controlando a educação É por isso que ser professora é um ato de coragem”, declarou, defendendo a escola e a universidade como espaços de criação, resistência e humanidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto: Gustavo Rozário

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