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Após cair para US$ 72 mil, BTC tenta ‘sobreviver’ e volta para US$ 76 mil

Após tocar US$ 72 mil, o Bitcoin ensaia leve recuperação, mas especialistas apontam capitulação e riscos macro que ainda pesam sobre o curto prazo.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 04/02/2026, está cotado em R$ 398.526,13. O BTC voltou para US$ 76 mil após uma liquidação brusca que levou o ativo a bater em US$ 72 mil ontem. No entanto, a leve recuperação não indica uma mudança de movimento já que os touros estão fragilizados e sem catalisadores para uma recuperação maior.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais demonstraram nervosismo, com ações asiáticas deixando de seguir o rali recente dos mercados ocidentais e sofrendo pressão após fortes quedas em tecnologia nos Estados Unidos e na Europa, parcialmente motivadas por preocupações sobre o impacto de inovações em IA nos lucros futuros.

Além disso, o dólar continuou forte após a nomeação de Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve, e commodities como ouro mantiveram performance resiliente apesar de volatilidade. O petróleo avançou em resposta a tensões geopolíticas no Oriente Médio que elevaram preocupações com oferta, embora o sentimento de risco global permaneça cauteloso.

Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 76.600, tem uma expectativa de curto prazo negativa. A conjuntura de quedas em tecnologia global, fortalecimento do dólar, que tradicionalmente pesa sobre ativos de risco, e volatilidade generalizada nos mercados tendem a reduzir o apetite por ativos voláteis como o BTC no curtíssimo prazo. Esse ambiente favorece movimentos de correção técnica ou consolidação lateral para baixo, com probabilidade maior de testes de suportes inferiores até que surjam notícias macro mais claras que revertam a percepção de risco negativo.”, disse.

Bitcoin análise técnica

Ricardo Da Ros, Regional officer LATAM da EMCD, afirma que a atual onda de vendas e o teste do nível de suporte em US$ 75.000 não devem ser interpretados como o fundo definitivo; em vez disso, representam o estágio inicial de uma fase que, historicamente, elimina posições excessivamente alavancadas e excessos especulativos.

Espero que vejamos uma correção de preço adicional e mais agressiva no curto prazo, um evento de capitulação breve, porém decisivo, que limpe o mercado antes que uma reversão de tendência sustentável possa se consolidar.

O executivo da EMCD aponta que embora a turbulência global naturalmente gere aversão ao risco, as mudanças estruturais em curso são relevantes. O recente retorno do Índice ISM de Manufatura ao território de expansão (52,6%) e a indicação de Kevin Warsh, em 30 de janeiro, como novo presidente do Fed, são catalisadores importantes.

Uma vez que o Senado confirme Warsh, provavelmente no segundo trimestre, seu mandato de reduzir de forma agressiva o balanço do Fed enquanto corta juros para estimular a produtividade deve impulsionar tanto a liquidez do mercado quanto um renovado apetite por risco, fornecendo o catalisador necessário para uma recuperação robusta e, potencialmente, novos recordes históricos antes do fim do ano.

Além disso, Da Ros afirma que o verdadeiro “alpha” neste momento está na dinâmica do setor de mineração. Observamos uma queda na rentabilidade da mineração e no poder total de hash em 2026, uma “limpeza” técnica que, historicamente, deixa apenas os operadores mais eficientes e profissionais de pé, muitas vezes um prenúncio de um aperto significativo pelo lado da oferta.

Ao mesmo tempo, o mercado navega por um volume considerável de ruído, desde a recente divulgação dos arquivos Epstein, que afetou o sentimento, até os embates públicos entre os fundadores da OKX e da Binance sobre alegações de comportamentos fraudulentos no passado. Embora esses rumores gerem volatilidade e incerteza no curto prazo, eles não alteram a natureza fundamental e auditável do Bitcoin.

De acordo com o executivo, superamos o tradicional ciclo de quatro anos; o Bitcoin agora vive uma fase imprevisível, como um “adolescente rebelde”.

Embora um mercado de baixa mais profundo em direção a 2027 permaneça como um cenário de pior caso realista, minha visão é que estamos testemunhando um reajuste de mercado brutal, porém necessário, que deve abrir caminho para um crescimento agressivo na segunda metade de 2026.

Queda pode se estender ainda mais

James Butterfill, Head of Research da CoinShares, destaca que o ambiente atual de mercado é desafiador para o Bitcoin e para os ativos digitais em geral.

Em primeiro lugar, ele destaca que os fluxos de capital seguem desfavoráveis. Desde outubro, grandes investidores de Bitcoin venderam participações avaliadas em cerca de US$ 29 bilhões. Esse comportamento está alinhado com padrões históricos no meio de um ciclo de halving, quando as fases de venda costumam durar vários meses. Embora investidores menores continuem acumulando, a demanda deles, até agora, é insuficiente para absorver totalmente a pressão vendedora. Ao mesmo tempo, as entradas institucionais permanecem fracas: os ETPs de ativos digitais registraram saídas líquidas no acumulado do ano.

Em segundo lugar, o Bitcoin está atualmente desacoplado das tendências da oferta global de moeda. Historicamente, o preço acompanhava de perto o crescimento da liquidez global medida pelo M2. Essa relação está, neste momento, interrompida, o que pode indicar ou um erro de avaliação por parte dos investidores ou um aperto de liquidez à frente. Dada a política monetária ainda expansionista, este último cenário parece improvável no curto prazo.

Em terceiro lugar, o analista aponta que as tensões geopolíticas pesam sobre o ambiente de mercado. Em períodos de incerteza aguda, os investidores tendem a buscar refúgios tradicionais, como o ouro, enquanto o Bitcoin sofre por seu papel híbrido, ao mesmo tempo como ativo de risco e reserva de valor.

Além disso, a incerteza em torno da política monetária nos Estados Unidos também é um fator. O indicado para a presidência do Federal Reserve, Kevin Warsh, é visto como um defensor de uma política de juros mais restritiva, o que adiciona mais incerteza ao horizonte de curto prazo do Bitcoin.No longo prazo, porém, a perspectiva permanece construtiva, já que as preocupações estruturais com a desvalorização das moedas continuam, e o atual atraso em relação às tendências de liquidez sinaliza potencial para um movimento de recuperação.

Portanto, o preço do Bitcoin em 04 de fevereiro de 2026 é de R$ 405.905,22. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0024 BTC e R$ 1 compram 0,0000024 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 04 de fevereiro de 2026, são: World Liberty Financial (WLFI), Monero (XMR) e Cosmos (ATOM), com altas de 6%, 5% e 4% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 04 de fevereiro de 2026, são: Hyperliquid (HYPE), Lighter (LIT) e Canton (CC), com quedas de -10%, -9% e -7% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Image by pvproductions on Freepik

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