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Autora da lei que obriga vagões de metrô exclusivos para mulheres, Marta diz que assédio precisa ser combatido constantemente

A vereadora de Salvador Marta Rodrigues (PT) disse, nesta quarta-feira (2), que a sanção da lei 9.835/2025, de sua autoria, que determina a implementação de vagões exclusivos para mulheres no metrô de Salvador, é um marco no combate à violência de gênero na capital baiana.

“A medida já vem sendo adotada em algumas capitais e o resultado tem sido positivo. Obviamente que a luta contra a violência não vai se encerrar aí e ainda é preciso muitas outras medidas e políticas públicas para combater a violência contra as mulheres, como a conscientização e a punição dos agressores. Mas a adoção de um vagão só para elas é um respiro numa sociedade machista que constantemente abusa de mulheres dentro do transporte público”, disse.

Segundo a vereadora do PT, a inciativa de apresentar o projeto na Câmara Municipal seguiu as experiências positivas do chamado “vagão rosa”, já instalados no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Contagem.

“O assédio no transporte público é diário, de todos os tipos, e muitas vezes as mulheres ficam tão estupefatas com o crime, que não conseguem denunciar. Para muitas, só cai a ficha do abuso sofrido quando saem do transporte. Vem a sensação de humilhação e de abuso. O poder público precisa oferecer proteção, segurança e dignidade às mulheres enquanto se combate o machismo na sociedade”, declarou.

De acordo com a Lei, o sistema metroviário operado na cidade de Salvador fica obrigado a destinar vagões exclusivamente para mulheres nos horários de pico, bem como a fiscalizar e orientar o uso em cumprimento aos termos da lei.
O número de vagões ficará a cargo da concessionária, conforme o fluxo. “É preciso analisar e estudar o fluxo de mulheres”, reforçou Marta.

A vereadora pede, ainda, que a gestão do sistema metroviário promova campanhas educativas com avisos sonoros nos trens e estações, além de comunicação visual e vídeos educativos nos televisores do sistema metroviário. “As violências praticadas contra mulheres são múltiplas, possuem recortes de gênero, raça e posições econômicas e sociais. O transporte público é um espaço importante nesse processo de conscientização”, disse .

Fonte / Foto: Ascom ver Marta Rodrigues – PT/BA

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