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Bahia participa de missão internacional na França e avança em cooperação sobre parto humanizado

A Bahia esteve representada em uma missão internacional que discutiu o futuro do parto humanizado no país. A convite da Embaixada da França no Brasil, o subsecretário da Saúde do Estado, Paulo Barbosa, integrou uma delegação oficial que visitou centros de referência franceses especializados em analgesia no parto natural — técnica que permite à mulher vivenciar o nascimento com conforto, segurança e autonomia.

A missão, articulada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), contou com representantes da Fiocruz, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC-UFBA) e das secretarias de saúde do Rio de Janeiro e de Fortaleza. O grupo conheceu de perto a experiência francesa, onde a analgesia é oferecida como opção às gestantes ainda durante o pré-natal, reconhecida como um direito das mulheres e um dos pilares da humanização do parto.

Na França, essa prática tem sido decisiva para reduzir o número de cesarianas. Com o uso amplo da analgesia peridural, o país mantém taxas em torno de 20% de cesarianas, enquanto o Brasil apresenta cerca de 60%, a segunda maior taxa do mundo.

“Na França, a mulher escolhe como quer viver o parto. A analgesia é uma decisão informada, que garante segurança para a mãe e para o bebê. No Brasil, muitas mulheres recorrem à cesariana apenas pelo medo da dor. Queremos mudar essa realidade e ampliar o direito à escolha”, afirmou Paulo Barbosa.

Durante dois dias, a comitiva visitou a Maternidade Denis Mukwege, do Centro Hospitalar Universitário (CHU) de Angers, referência mundial em parto humanizado. O grupo foi recebido pelo professor Philippe Descamps, líder de uma equipe multidisciplinar reconhecida pela excelência técnica e pelo acolhimento às gestantes. Nesta quinta-feira, os representantes brasileiros seguiram para o CHU de Lille, outro centro de excelência em analgesia no parto natural.

A Bahia está em tratativas para integrar o Projeto de Cooperação Internacional liderado pela Fiocruz-RJ e pelo ISC-UFBA, que promove a troca de experiências entre equipes assistenciais brasileiras e francesas. A proposta prevê a participação inicial de sete maternidades baianas, com início previsto para 2026.

Ainda neste ano, uma delegação francesa virá à Bahia para uma agenda de trabalho com diretores e equipes das maternidades estaduais. O objetivo é alinhar protocolos, planejar ações conjuntas e definir os primeiros passos para implantação do modelo francês de analgesia no parto natural na rede pública baiana.

“Essa missão é um passo importante na construção de um novo olhar sobre o nascimento. A Bahia quer ser protagonista na defesa do parto natural com analgesia, que é, antes de tudo, uma questão de dignidade e de direito das mulheres”, concluiu Paulo Barbosa.

Fonte: Secom GovBA
Foto: Saúde GovBA

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