Criptomoeda sofre com liquidações em massa, pressão macroeconômica e perda de suporte técnico, enquanto analistas alertam para possível teste dos US$ 80 mil.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 30/01/2026, está cotado em R$ 429.834,68. O BTC voltou caiu mais de 6% nas últimas 24h e despencou para US$ 81 mil (antes de recuperar os US$ 82 mil atuais), deixando os touros sem rumo e fortalecendo os ursos que querem testar o suporte de US$ 80 mil.
Dados da CoinGlass mostram que 270.000 traders tiveram suas posições liquidadas nas últimas 24 horas, totalizando US$ 1,68 bilhão em liquidações. A maioria dessas liquidações, ou 93%, eram posições compradas alavancadas, predominantemente em BTC e Ether.

Por que o Bitcoin caiu hoje?
O recuo não ocorreu de forma isolada. O mercado global de criptomoedas entrou em modo defensivo, com a capitalização total do setor encolhendo cerca de 3,1%, para a faixa de US$ 1,42 trilhão. Ativos como Ethereum e Solana lideraram as perdas, o que contribuiu para um ambiente de venda generalizada. Nesse cenário, o Bitcoin até aumentou levemente sua dominância, sinal de que investidores reduziram exposição em altcoins, mas isso não foi suficiente para evitar a queda do preço.
Fatores macroeconômicos ajudaram a pressionar os ativos de risco. A alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o fortalecimento do dólar reduziram o apetite por investimentos mais voláteis. Além disso, a correlação recente entre o Bitcoin e os índices acionários americanos permaneceu elevada, o que fez com que a instabilidade nos mercados tradicionais se refletisse também no mercado cripto.
Do ponto de vista técnico, o movimento ganhou força quando o Bitcoin rompeu um nível de suporte considerado importante, na região de US$ 85 mil. Esse patamar vinha sendo defendido desde o fim de janeiro, mas a pressão vendedora superou a demanda. Com a quebra desse nível, o preço deslizou rapidamente para a área de US$ 83 mil, enquanto o volume de negociações disparou para cerca de 40% acima da média dos últimos 30 dias.
O analista técnico Niklas Theisen destacou que indicadores como médias móveis, RSI e MACD apontam uma tendência de baixa em múltiplos períodos de tempo, sem sinais claros de reversão imediata. Para ele, o conjunto dos indicadores confirma que a pressão vendedora ainda domina o mercado.
Já o trader conhecido como Itsjokertrades afirmou esperar um possível repique de curto prazo, mas dentro de uma estrutura maior de queda. Segundo ele, qualquer recuperação pode funcionar apenas como um alívio temporário, antes de uma nova tentativa de queda, o que reforça a postura defensiva entre investidores mais experientes.
Análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, indica que os mercados globais experimentaram forte turbulência após notícias de que o presidente dos EUA, Donald Trump, está prestes a nomear Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve. Warsh é visto como menos propenso a estímulos agressivos, o que recalibrou expectativas de política monetária e provocou uma queda acentuada em ações, aumento do dólar e dos rendimentos dos títulos, além de perdas em ouro, prata e criptoativos.
Além disso, ele destaca que setores de risco sofreram de forma ampla, com o índice MSCI da Ásia‑Pacífico fora do Japão caindo mais de 1% e futuros dos principais índices dos EUA em baixa.
A especulação de que o novo presidente do Fed poderá restringir estímulos e reduzir liquidez elevou os rendimentos e fortaleceu o dólar, fatores que normalmente pressionam ativos de risco e criptoativos como o BTC. Esse ambiente tende a estimular saídas de posições de alto risco no curtíssimo prazo, empurrando o Bitcoin para baixo ou mantendo‑o em território de correção técnica até que haja confirmação mais clara sobre a direção da política monetária ou outros catalisadores macroeconômicos.
Bitcoin análise técnica
O analista Manish Chhetri destaca que se o BTC continuar sua tendência de queda, poderá estender o declínio em direção às mínimas de novembro, de US$ 80.600. Um fechamento decisivo abaixo desse nível poderia prolongar a queda em direção à mínima de 7 de abril (mínima anual de 2025), em US$ 74.508.
O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 29, caindo abaixo do nível de sobrevenda de 30, indicando forte momentum de baixa. Além disso, o indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) apresentou um cruzamento de baixa em 20 de janeiro, que permanece intacto com barras vermelhas ascendentes no histograma abaixo do nível neutro, reforçando ainda mais a perspectiva negativa .
Por outro lado, segundo ele, se o BTC se recuperar, poderá estender o avanço em direção ao limite de consolidação inferior anteriormente rompido em US$ 85.569, que coincide com a retração de Fibonacci de 78,6% (traçada da mínima de 7 de abril de US$ 74.508 até a máxima histórica de 6 de outubro de US$ 126.199).
Portanto, o preço do Bitcoin em 30 de janeiro de 2026 é de R$ 429.834,68. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0023 BTC e R$ 1 compram 0,0000023 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 30 de janeiro de 2026, são: Canton (CC), Morpho (MORPHO) e Double Zero (2Z), com altas de 3,7%, 0,1% e 0,1% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 30 de janeiro de 2026, são: River (RIVER) PancakeSwap (CAKE) e Story (IP), com quedas de -26%, -11% e -10% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
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