BitcoinBlockchainCriptomoedasEconomiaEconomia Descentralizada

Bitcoin despenca para US$ 103 mil

BRN aponta mercado “frágil, mas não quebrado”, com baleias acumulando e investidores institucionais divididos entre cautela e oportunidade.

O mercado de criptomoedas amanheceu em forte queda, acompanhando o enfraquecimento do apetite por risco nas bolsas globais. Em apenas 24 horas, o setor perdeu 3,94% de valor, ampliando a retração mensal para quase 18%. O Bitcoin caiu para US$ 103.680, recuando 3,6%, em um movimento amplificado por liquidações alavancadas, saídas de ETFs e pressão técnica.

A queda não ocorreu isoladamente. As ações de tecnologia também despencaram, puxadas pelo receio de que o Federal Reserve mantenha os juros elevados por mais tempo. Como a correlação entre o Bitcoin e o Nasdaq-100 subiu para 0,85, o impacto nas criptos foi imediato, refletindo o mesmo sentimento de aversão ao risco visto em Wall Street.

A liquidação em cadeia também gerou um rompimento técnico importante: o suporte em US$ 106 mil. Esse ponto havia servido como barreira de estabilidade por semanas. Uma vez rompido, sistemas automatizados de negociação dispararam ordens de venda, intensificando o movimento.

Outro fator decisivo foi a fuga de capital dos ETFs de Bitcoin e Ethereum à vista, que registraram saídas de US$ 322 milhões em apenas quatro dias. Somente no dia 3 de novembro, os ETFs de Bitcoin perderam US$ 186 milhões, enquanto os de Ethereum somaram US$ 135 milhões em saídas.

O destaque negativo veio do IBIT da BlackRock, que teve seu quarto dia consecutivo de retiradas, marcando o primeiro ciclo de perdas desde janeiro. O patrimônio sob gestão dos ETFs caiu 8,3% no mês, sinalizando que investidores institucionais estão reduzindo exposição em meio à incerteza econômica global.

Analistas apontam que esses fluxos de saída costumam antecipar o comportamento do investidor de varejo, já que o capital institucional serve como referência para o sentimento do mercado.

Fragilidade técnica

A correlação elevada com o Nasdaq reforça que o Bitcoin segue vulnerável aos movimentos do mercado tradicional. Apesar de a correlação de 30 dias ainda ser negativa (-0,23), o comportamento recente mostra que as criptomoedas estão reagindo ao clima macroeconômico.

Além disso, a estrutura técnica do Bitcoin enfraqueceu. O rompimento da média móvel de 200 dias (US$ 108.784) e o RSI em 39,31 apontam perda de força compradora, mas sem sinal de reversão imediata. O próximo suporte relevante está em US$ 101 mil, mínima registrada em junho.

O ponto a observar agora é se o Bitcoin conseguirá se manter acima de US$ 103.500. Uma quebra desse nível psicológico pode abrir caminho para um novo teste em US$ 100 mil, reacendendo o sentimento de “medo extremo” que domina o mercado desde o início da semana.

Bitcoin análise técnica

Apesar da fraqueza aparente, sinais on-chain apontam que o mercado não está em pânico. Os saldos de Bitcoin em corretoras caíram 1,08% nos últimos seis meses, mostrando que os investidores continuam retirando moedas para carteiras privadas. Paralelamente, as entradas de stablecoins na Binance atingiram US$ 7,3 bilhões, o maior volume desde dezembro de 2024 — movimento que historicamente antecede fases de recuperação.

“O mercado está frágil, mas não quebrado”, explicou Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN. “Essas entradas recordes de stablecoins indicam que o dinheiro está à espera de oportunidade, não abandonando o setor.”

Para Misir, o momento exige disciplina, não desespero. “O intervalo entre US$ 104 mil e US$ 107 mil é agora o campo de batalha entre mãos fracas e capital paciente”, disse. “Enquanto os ETFs enfrentam saídas, as métricas on-chain continuam saudáveis, sugerindo que a pressão vem mais de rotação de portfólio do que de capitulação.”

Para os analistas da BRN, três riscos permanecem no radar: a continuidade das saídas dos ETFs, um eventual retorno do tom agressivo do Fed e a perda do suporte em US$ 103 mil. “Se o Bitcoin fechar abaixo desse nível, o movimento deixará de ser uma correção controlada e pode evoluir para fraqueza estrutural”, alertou Misir.

Ainda assim, o analista acredita que o quadro não é de colapso. “Há acúmulo silencioso, não capitulação”, concluiu. “O mercado está em modo defensivo, mas preparando terreno para a próxima recuperação, conforme o dinheiro institucional volta a entrar com mais confiança.”

Portanto, o preço do Bitcoin em 04 de novembro de 2025 é de R$ 558.199,24. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0017 BTC e R$ 1 compram 0,0000017 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 04 de novembro de 2025, são: Decred (DCR), Dash (DASH) e Internet Computer (ICP) e Official Trump (TRUMP), com altas de 155%, 77% e 40% respectivamente.

Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 04 de novembro de 2025, são: SPX6900 (SPX), Morphos (MORPHOS) e Aptos (APT) com quedas de -17%, -14% e -11% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Imagem de Petre Barlea por Pixabay

Related posts

Simm oferece vagas de emprego e estágio nesta segunda-feira (23)

Fulvio Bahia

Imposto de Renda 2024: Governo Federal faz alerta para golpes na internet

Fulvio Bahia

Confira as vagas de empregos oferecidas pelo SIMM nesta quinta-feira (9)

Fulvio Bahia

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você concorda com isso, mas você pode desistir caso deseje. Aceitar Leia Mais