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Bitcoin despenca para US$ 66 mil

Desalavancagem no mercado futuro, rompimento técnico e retirada de US$ 22,6 bilhões em ETFs pressionam o preço do Bitcoin e colocam suporte em risco

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 11/02/2026, está cotado em R$ 346.041,20. O BTC voltou a cair para US$ 66 mil e deixando cada vez mais distante a esperança de uma recuperação.

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais registraram uma pausa no movimento de recuperação, com os índices acionários desacelerando após a divulgação de dados de vendas no varejo dos Estados Unidos abaixo do esperado. O resultado pressionou os rendimentos dos títulos soberanos e levou investidores a revisarem suas posições em ativos de risco.

Na Ásia, os mercados abriram com sentimento misto, enquanto fluxos migraram para ativos considerados porto seguro, como o ouro, que voltou a subir acima de US$ 5.000 por onça. O Bitcoin, cotado em aproximadamente US$ 66.500, apresenta uma expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva.

A fraqueza dos dados econômicos dos EUA e a consequente redução da atratividade do dólar, aliadas a um reposicionamento técnico após a volatilidade recente, podem oferecer suporte ao BTC, favorecendo consolidação lateral ou movimentos de recuperação técnica. Ao mesmo tempo, a incerteza persistente nos mercados tradicionais e a ausência de catalisadores específicos para o setor cripto sugerem que o Bitcoin tende a permanecer em uma faixa de negociação estreita ao redor do nível atual, com potencial de leve alta caso o sentimento global continue a melhorar.

Por que o preço do Bitcoin caiu hoje?

Os dados mostram que o recuo ganhou força principalmente após uma forte redução nas posições alavancadas. O interesse em aberto nos contratos futuros perpétuos caiu 14,78% em apenas um dia. Ao mesmo tempo, a taxa média de financiamento virou negativa, atingindo -0,00153%. Isso indica que operadores vendidos passaram a pagar comprados, sinal claro de mudança no sentimento.

Esse processo de desalavancagem cria um efeito dominó. Quando traders encerram posições com margem, o mercado absorve vendas forçadas. Esse fluxo adicional amplia a pressão e acelera quedas, especialmente em momentos de menor liquidez. O ajuste técnico, portanto, se transformou em um movimento mais intenso.

Além disso, o Bitcoin rompeu médias móveis relevantes de curto prazo. O ativo perdeu as médias de sete e 30 dias, confirmando fraqueza gráfica. O índice de força relativa (RSI 14) marcou 32,01 pontos, nível considerado próximo da zona de sobrevenda. Isso reforça o cenário de pressão, mas também sugere possível exaustão vendedora no curto prazo.

A queda ocorreu em sintonia com o restante do mercado. A capitalização total das criptomoedas recuou quase 3% no mesmo período. A correlação moderada de 0,45 com o S&P 500 indica que fatores macroeconômicos também influenciaram o movimento, ainda que não de forma determinante.

Outro ponto relevante veio do fluxo institucional. Dados recentes mostram que os ETFs de Bitcoin registraram saída líquida de US$ 22,67 bilhões nos últimos 30 dias. Esse volume representa uma redução expressiva na exposição de grandes investidores regulados. Quando esses veículos vendem, o impacto na liquidez é direto e imediato.

As saídas constantes de ETFs drenam capital do mercado à vista. Com menos demanda institucional, o preço encontra maior dificuldade para sustentar níveis elevados. Esse fator contribuiu para a tendência descendente observada nas últimas semanas.

Por outro lado, a dominância do Bitcoin voltou a subir acima de 58,5%, enquanto várias altcoins registraram perdas mais acentuadas. Esse movimento indica rotação interna de capital. Parte dos investidores não abandonou o setor, mas migrou para o ativo considerado mais resiliente dentro do ecossistema.

Bitcoin análise técnica

No campo técnico, o mercado agora observa a região entre US$ 65.000 e US$ 66.000 como zona decisiva. O fundo recente em US$ 66.561 funciona como suporte imediato. Se o preço se mantiver acima desse patamar, pode ocorrer consolidação entre US$ 66.560 e US$ 67.320.

Entretanto, um fechamento diário abaixo de US$ 66.560 pode abrir espaço para nova rodada de liquidações. Nesse cenário, o mercado tende a buscar a região de US$ 65.000 como próximo alvo técnico.

A recuperação dependerá de sinais claros de estabilização. A reversão das taxas de financiamento para níveis neutros indicaria redução da pressão vendedora. Além disso, o retorno acima de US$ 67.321, próximo ao nível de retração de 78,6% de Fibonacci, funcionaria como primeiro indicativo de força compradora.”, disse Mike Ermolaev, analista e fundador d OutsetPR.

Neste momento, o mercado opera em ponto de inflexão. A estrutura permanece pressionada, mas a intensidade da desalavancagem pode ter removido parte do excesso especulativo. O comportamento nas próximas sessões definirá se a queda atual representa apenas um ajuste técnico ou o início de uma correção mais profunda.

Portanto, o preço do Bitcoin em 10 de fevereiro de 2026 é de R$ 358.930,98. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 10 de fevereiro de 2026, são: Pinpin (PINPIN), Layer Zero (LZR) e Stable (STABLE), com altas de 34%, 19% e 17% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 10 de fevereiro de 2026, são: Hyperliquid (HYPE), Jupter (JUP) e Lighter (LIT), com quedas de -6%, -5% e -4% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Image by freepik

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