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Bitcoin sofre e agoniza em US$ 65 mil

Saídas institucionais, desalavancagem e correlação com Wall Street explicam o forte recuo do Bitcoin nesta sessão

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 06/02/2026, está cotado em R$ 346.532,98. A queda do BTC nas últimas 24h chegou a 12%, levando o ativo a tocar no nível de US$ 61 mil, contudo uma leve recuperação devolveu a criptomoeda para US$ 65 mil e amenizou o movimento dos ursos.

Por que o preço do Bitcoin caiu hoje?

O fator mais relevante por trás do recuo veio do lado institucional. Os ETFs de Bitcoin negociados no mercado à vista registraram saídas líquidas de US$ 434 milhões apenas em 5 de fevereiro, elevando o saldo negativo semanal para mais de US$ 1 bilhão. Esse fluxo indica que grandes investidores reduziram exposição ao ativo, aumentando diretamente a oferta disponível no mercado.

Ao mesmo tempo, mineradoras de capital aberto também intensificaram vendas. A Marathon Digital, uma das maiores do setor, transferiu cerca de US$ 87 milhões em Bitcoin para corretoras, movimento geralmente interpretado como preparação para venda ou ajuste de caixa.

Esse comportamento simultâneo de ETFs e mineradoras tem peso significativo. Esses dois grupos concentram uma parcela relevante da oferta circulante e, quando atuam como vendedores líquidos, costumam superar a demanda de compradores de curto prazo. O resultado é uma pressão contínua sobre o preço, independentemente do interesse de investidores menores.”, disse Mike Ermolaev, analista e fundador da OutsetPR.

A queda ganhou força adicional com um evento de desalavancagem em massa no mercado de derivativos. Em apenas 24 horas, US$ 1,28 bilhão em posições de Bitcoin foram liquidadas, sendo 84% delas apostas compradas. À medida que o preço recuou, stops automáticos e chamadas de margem aceleraram o movimento, criando um efeito cascata. Esse tipo de dinâmica costuma amplificar oscilações, transformando correções em movimentos mais profundos e rápidos.

O contexto macroeconômico também contribuiu para o dia negativo. O Bitcoin manteve uma correlação de 91% com o S&P 500, evidenciando que o movimento acompanhou a queda de outros ativos de risco. Bolsas americanas em baixa, juros elevados e um ambiente global de maior aversão ao risco incentivaram investidores a reduzir posições alavancadas e buscar liquidez. Nesse cenário, o Bitcoin voltou a se comportar como um ativo sensível ao humor macro, e não como proteção.

Do ponto de vista técnico, o mercado testa uma zona decisiva. O preço se aproxima do intervalo entre US$ 60 mil e US$ 62 mil, considerado um suporte relevante. Indicadores de curto prazo mostram condições extremas. O RSI de 7 dias caiu para 8,79, um nível historicamente associado a mercados sobrevendidos. Em outros ciclos, leituras semelhantes antecederam repiques técnicos, embora não garantam reversão de tendência.”, afirmou Ermolaev.

Caso o Bitcoin consiga se manter acima dessa faixa de suporte, existe espaço para um movimento de recuperação em direção a US$ 69 mil. Por outro lado, uma perda clara desse patamar abriria caminho para quedas mais profundas, com projeções apontando para a região de US$ 55 mil.

Mercado Bitcoin: de olho no Rainbow Chart

Uma análise da exchange Mercado Bitcoin compartilhada com o Cointelegraph, destacou que os investidores precisam ficar atentos ao Bitcoin Rainbow Chart que é um gráfico histórico do preço do Bitcoin apresentado em escala logarítmica, dividido em faixas coloridas. Cada cor representa um estágio típico do ciclo de mercado, indo de períodos de euforia até fases de pessimismo extremo.

É importante destacar que o gráfico não foi criado para antecipar preços futuros nem deve ser interpretado como recomendação de compra. Hoje, seu principal uso é para contextualização de momentos históricos do mercado de Bitcoin”, apontou a análise.

Segundo o MB, ao longo da história, o Bitcoin entrou de forma clara na faixa mais pessimista do Rainbow Chart em três momentos distintos, cada um com características muito diferentes.

2015 — Pós-primeiro grande ciclo de queda

Naquele período, o Bitcoin tinha apenas seis anos de existência. O mercado era extremamente pequeno, pouco conhecido e com infraestrutura ainda incipiente. A base de participantes era formada majoritariamente por entusiastas técnicos, e o Bitcoin praticamente não tinha correlação com mercados financeiros tradicionais.

Interpretação: A narrativa de “morte” do Bitcoin estava muito mais associada à imaturidade do mercado e a ajustes naturais de preço do que a qualquer falha estrutural do ativo.

2020 — Crise da COVID-19

Em março de 2020, o Bitcoin caiu junto com praticamente todos os ativos globais, em resposta a pandemia de COVID-19. O movimento inicial foi causado por pânico generalizado e busca por liquidez.

Na sequência, estímulos monetários sem precedentes por parte dos bancos centrais impulsionaram uma rápida recuperação. Nesse período, o preço do Bitcoin apresentou forte correlação com a expansão da liquidez global.

Interpretação: A queda não teve relação com fundamentos do Bitcoin, mas sim com um evento sistêmico global que afetou todos os mercados.

2023 — Bear market em um mercado mais maduro

Em 2023, o Bitcoin voltou à faixa mais pessimista do gráfico em um contexto completamente diferente. O mercado já estava mais institucionalizado, com crescente participação de grandes empresas e investidores profissionais.

ETFs de Bitcoin estavam em análise por reguladores, havia infraestrutura mais robusta e maior atenção da mídia tradicional.

Interpretação: Mesmo com a queda de preços, o ambiente estrutural era significativamente mais sólido do que nos ciclos anteriores.

Comparação entre os três momentos

O ponto central é que a mesma faixa do gráfico representou realidades completamente diferentes ao longo do tempo:

• 2015: mercado nascente e experimental

• 2020: choque macroeconômico extremo e global

• 2023: bear market em um ambiente mais institucionalizado

Conclusão: O gráfico é o mesmo, mas o significado econômico e estrutural de cada momento não é.

Leitura de cenário a partir do histórico

Com base no comportamento histórico dos bear markets:

• Ainda podem ocorrer novas quedas antes de uma reversão mais consistente

• Bear markets costumam ter mais de uma “perna” de baixa

• O fundo do mercado só fica claro em retrospecto Esse tipo de dinâmica reforça a importância de decisões cautelosas, graduais e alinhadas ao perfil de risco de cada investidor. Principais aprendizados

• Narrativas de “morte do Bitcoin” surgem repetidamente em momentos de estresse do mercado

• A repetição da narrativa não significa repetição exata de resultados

• Contexto macroeconômico e estrutural é mais relevante do que a posição em um único gráfico

• Decisões baseadas em apenas uma métrica aumentam o risco

• Educação financeira ajuda a reduzir decisões emocionais em ciclos de baixa

Portanto, o preço do Bitcoin em 06 de fevereiro de 2026 é de R$ 345.692,62. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0028 BTC e R$ 1 compram 0,0000028 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 06 de fevereiro de 2026, são: Decred (DCR), MYX Finance (MYX) e Memecore (M), com altas de 31%, 7% e 6% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 06 de fevereiro de 2026, são: Official Trump (TRUMP), UNUS SED LEO (LEO) e Optimism (OP), com quedas de -19%, -17% e -16% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Image by freepik

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