Criptomoeda oscila em meio à força do dólar e à expectativa por cortes de juros. Analistas apontam fase de acumulação e suporte em US$ 120 mil.
O preço do Bitcoin BTC na manhã desta sexta-feira, 10/10/2025, está cotado emR$ 653.020,34. Os touros trabalham para segurar US$ 120 mil e evitar uma queda abaixo do suporte, o que poderia estender a liquidação até US$ 115 mil.
Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos operam com volatilidade, enquanto as commodities recuam levemente após o recente rali. O índice MSCI Ásia‑Pacífico ex-Japão caiu cerca de 0,2%, pressionado pelas quedas em Wall Street e pelo fortalecimento do dólar, que se manteve próximo das máximas das últimas duas semanas.
Além disso, o iene perdeu valor frente à moeda americana, em meio a expectativas de ajustes na política monetária japonesa. O ouro, que recentemente ultrapassou US$ 4.000 por onça, apresentou leve correção. As apostas em um corte de juros pelo Fed em outubro seguem elevadas, com probabilidade precificada em cerca de 94,1%. O Bitcoin, cotado em torno de US$ 121.200, tem perspectiva de curto prazo neutra a levemente negativa.
A força do dólar limita o potencial de alta do ativo, enquanto a moderação nas commodities e o ajuste de posições nas bolsas reduzem o fluxo especulativo. Embora a expectativa por cortes de juros ainda ofereça suporte, esse fator já está amplamente incorporado aos preços. O Bitcoin tende a oscilar entre US$ 118.500 e US$ 124.000, com risco de teste de suporte caso o dólar continue se fortalecendo ou se os discursos do Fed forem considerados insuficientemente dovish.
Bitcoin análise técnica
Paulo Aragão, apresentador e fundador do podcast Giro Bitcoin, afirma que se o BTC continuar sua correção e fechar abaixo de US$ 120.000, poderá estender o declínio em direção ao próximo nível de suporte diário em US$ 116.000.
O Índice de Força Relativa (RSI) no gráfico diário marca 58 após cair das condições de sobrecompra na segunda-feira, indicando uma possível desaceleração no momentum de alta e a probabilidade de consolidação de curto prazo. No entanto, se US$ 120.000 se mantiver como suporte e o BTC mantiver seu impulso ascendente, ele poderá estender a alta em direção à máxima recorde de US$ 126.199.
De acordo com o relatório diário da BRN Research, os ETFs de Bitcoin registraram US$ 198 milhões em entradas líquidas na quinta-feira (10), marcando o nono dia consecutivo de captação positiva. Já os ETFs de Ethereum tiveram saídas de US$ 8,54 milhões, encerrando uma sequência de oito dias de ganhos. O total de ativos sob gestão nos fundos de Bitcoin ultrapassa US$ 168 bilhões, o que representa cerca de 7% de todo o valor de mercado da criptomoeda.
O cenário macroeconômico também reforça o otimismo. A ata da reunião de setembro do Federal Reserve indicou que metade dos membros do comitê espera dois cortes adicionais de juros até o fim do ano, alimentando a percepção de que a liquidez global deve aumentar. O ouro, que superou a marca simbólica de US$ 4.000 por onça, reflete essa busca por ativos escassos e resistentes à inflação, movimento que se repete no Bitcoin.
“O mercado está claramente se reposicionando diante de uma nova fase de expansão monetária global. Bitcoin e ouro estão sendo vistos como refúgios contra a desvalorização do dinheiro estatal”, afirmou Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN. “Essa não é uma fase de distribuição, mas sim de acumulação institucional”, completou.
Enquanto isso, o S&P 500 segue em máximas históricas, acumulando alta de 35,5% nos últimos seis meses, o que adicionou US$ 16,5 trilhões em valor de mercado desde abril. A expansão de liquidez também se manifesta em acordos internacionais: os Estados Unidos fecharam um swap cambial de US$ 20 bilhões com a Argentina, enquanto Índia e EUA reafirmaram sua cooperação comercial em meio à disputa tecnológica com a China.
No mercado de derivativos, o open interest em futuros de Bitcoin atingiu US$ 100 bilhões, refletindo o aumento da alavancagem e da exposição institucional. Dados de opções indicam tendência otimista, com 59,57% das posições em calls, contra 40,43% em puts.
Além disso, a demanda corporativa por Bitcoin vem crescendo rapidamente. A DDC Enterprise, que recentemente migrou de um modelo de negócios tradicional para uma estratégia de tesouraria baseada em Bitcoin, anunciou uma nova captação de US$ 124 milhões para expandir suas reservas em BTC.
“O movimento das empresas é fundamental. Cada vez mais companhias estão vendo o Bitcoin como parte da sua estratégia financeira de longo prazo, e isso muda completamente a dinâmica de oferta e demanda”, analisou Misir.
Do ponto de vista técnico, o suporte entre US$ 120 mil e US$ 121 mil segue firme, sustentado por forte concentração de custo-base on-chain e compras via ETFs. Um rompimento decisivo acima de US$ 124 mil pode abrir caminho para um novo avanço rumo a US$ 130 mil–135 mil ainda em outubro.
Segundo Misir, “cada correção tem servido apenas para fortalecer a base do próximo movimento de alta. O mercado está líquido, calmo e estruturalmente otimista”.
Portanto, o preço do Bitcoin em 10 de outubro de 2025 é de R$ 653.020,34. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0015 BTC e R$ 1 compram 0,0000015 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 10 de outubro de 2025, são: ZCash (ZEC), Bittensor (TAO) e Litecoin (LTC), com altas de 27%, 15% e 11% respectivamente.
Já as criptomoedas que etão registrando as maiores baixas no dia 10 de outubro de 2025, são: DoubleZero (2Z), Mantle (MNT) e Aster (ASTER), com quedas de -14, -13% e -10% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
Imagem de Ashley_Jackson por Pixabay
