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BTC ensaia recuperação com alta de 3,3% e volta para US$ 65 mil

BTC se recupera com ambiente global favorável ao risco, enquanto dados on-chain mostram liquidez ainda defensiva no mercado.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 25/02/2026, está cotado em R$ 336.387,76. Após uma queda para US$ 62 mil, os touros conseguiram uma recuperação de 3% e o preço do BTC voltou a ser negociado acima de US$ 65 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais, especialmente na Ásia, registraram fortes ganhos, com bolsas como o KOSPI da Coreia ultrapassando 6 000 pela primeira vez e o Nikkei japonês alcançando novas máximas, refletindo otimismo com o desempenho de ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores.

Além disso, o índice MSCI Asia-Pacific também subiu, motivado por expectativas de que lucros de empresas de tecnologia e potencial estímulo fiscal sustentem o apetite por risco. Investidores aguardam ainda o discurso presidencial nos EUA, que pode abordar políticas que afetem mercados globais. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 65.500, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva.

O rali em tecnologia e o sentimento risk-on global tendem a favorecer ativos voláteis como o BTC, especialmente se o fluxo de capital continuar fluindo para classes de risco. No entanto, a ausência de um catalisador direto para cripto, como dados macro surpreendentes ou eventos específicos do setor, limita a chance de um movimento altista mais vigoroso no curtíssimo prazo. Assim, espera-se que o Bitcoin consolide sua faixa atual ou apresente ganhos moderados, principalmente se a tendência de liquidez e aversão ao risco continuar a melhorar”, disse.

Bitcoin análise técnica

As taxas de financiamento predominam em território negativo. Na lateralização anterior, na região de US$ 80.000, as taxas de financiamento permaneceram positivas na maior parte do tempo.

Desde julho de 2025, a força dominante do mercado tem sido a venda, com as ordens de compra limitadas servindo apenas para absorver a oferta. A pressão vendedora atual é a mais alta em 3 meses.

O mercado futuro está com alta alavancagem há 16 meses e, desde a última máxima histórica do BTC, a alavancagem excessiva vem diminuindo. As quedas de preço forçam a capitulação, impactando a saúde da alavancagem, o que é positivo para o longo prazo”, disse o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev.

Com a queda de 2026 e a consequente lateralização entre US$ 62 mil e US$ 67 mil, os holders de Bitcoin estão sofrendo suas maiores perdas de todos os tempos. Como resultado, dados da CryptoQuant apontam que os investidores de varejo desistiram e saíram do mercado.

No entanto, as baleias continuam comprando com ainda maior intensidade, similar ao que aconteceu nos bear markets anteriores, o que pode sinalizar que estamos perto do fundo.

Uma análise da CryptoZeno destaca que o Bitcoin continua sendo negociado sob pressão estrutural, já que o Stablecoin Supply Ratio (SSR) permanece em regime negativo prolongado nos osciladores de 90 dias, 200 dias e 365 dias.

De acordo com a empresa, um SSR comprimido indica que a oferta de stablecoins é relativamente grande em comparação com a capitalização de mercado do Bitcoin. Em fases de expansão, um oscilador em alta reflete a rotação de capital das stablecoins para o BTC, reforçando o impulso de valorização.

A configuração atual sugere o oposto. A liquidez existe dentro do sistema, mas não está sendo alocada de forma agressiva em exposição no mercado à vista. Essa divergência entre capital disponível e desempenho de preço aponta para cautela e posicionamento defensivo.

A análise também aponta que, no início do ano, leituras positivas sustentadas do oscilador estavam alinhadas com uma estrutura de preço mais forte e uma expansão construtiva da volatilidade. A reversão sincronizada nos três horizontes temporais sinalizou um ponto de inflexão macro. Desde então, a volatilidade de baixa aumentou, enquanto as recuperações carecem de continuidade, indicando que a demanda permanece insuficiente para absorver a oferta durante fases corretivas.

Do ponto de vista macro on-chain, regimes prolongados de SSR negativo frequentemente antecedem pontos de inflexão mais amplos, mas a confirmação exige mudança de comportamento do mercado. A estabilização do preço, juntamente com a desaceleração ou reversão para alta do oscilador de curto prazo, indicaria uma realocação inicial de capital. Até que essa divergência surja, a liquidez permanece passiva.

Assim, a empresa defende que a próxima mudança relevante no Bitcoin provavelmente ocorrerá com uma reativação decisiva da demanda por stablecoins, e não apenas com o movimento de preço isoladamente.

Portanto, o preço do Bitcoin em 24 de fevereiro de 2026 é de R$ 327.730,42. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 24 de fevereiro de 2026, são: Pipin (PIPIN), Decred (DCR) e Just (JST), com altas de 7%, 6% e 3% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 24 de fevereiro de 2026, são: Kite (KITE), Bitcoin Cash (BCH) e World Liberty Financial (WLFI), com quedas de -12%, -10% e -7% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
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