Cenário macro favorável impulsiona o Bitcoin, mas liquidez limitada dos ETFs e pontos on-chain críticos moldam expectativa do mercado.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 16/01/2026, está cotado em R$ 513.279,52. O preço do BTC recou cerca de 2% voltando para US$ 95 mil, mas com os touros ainda firmes para um teste em US$ 100 mil.

Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos avançaram impulsionados por forte desempenho em ações ligadas à inteligência artificial e ao anúncio de um acordo comercial entre os EUA e Taiwan que reduziu tarifas e deve fomentar investimentos no setor tecnológico.
De acordo com Franco, apesar do avanço das bolsas, o dólar manteve‑se próximo de uma alta de seis semanas após dados econômicos positivos nos EUA reduzirem as expectativas de cortes de juros de curto prazo pelo Federal Reserve. Commodities como petróleo deram leves sinais de recuperação, enquanto metais preciosos recuaram em meio a menor demanda por ativos de refúgio.
Já o Bitcoin cotado aproximadamente em US$ 95 100, possui uma expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva. O ambiente de risk‑on. refletido no rali de ações asiáticas e na continuação do otimismo em tecnologia, tende a favorecer ativos de risco como o BTC, que pode aproveitar o clima de liquidez para se consolidar. No entanto, a força persistente do dólar e a diminuição das apostas em cortes de juros pelo Fed podem limitar a magnitude de um avanço imediato no Bitcoin, sugerindo que o ativo deve permanecer dentro de uma faixa de consolidação ou apresentar ganhos moderados até que novos catalisadores macro sejam divulgados.-
Bitcoin análise técnica
Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, afirma que após quase 2 meses consolidando entre as faixas de preços de US$ 89.694 e US$ 91.700, o preço do Bitcoin rompeu a consolidação com um movimento de alta.

Apesar de ter entrado um alto volume financeiro no momento em que o Bitcoin atingiu a máxima do ano em US$ 97 mil, a força compradora prevalece, o que sugere continuidade de alta até as resistências dos US$ 101.300 e US$ 105.200. Contudo, caso entre força vendedora e reverta o movimento, os suportes estão nas áreas de valor dos US$ 95.200 e US$ 89.140.
No entanto, apesar da alta e da expectativa positiva, o analista da CryptoQuant conhecido como Mignolet, destaca que a liquidez dos ETFs não está de volta aomercado o que pode impedir uma recuperação mais ampla.
De acordo com ele, os ETFs que exercem o impacto mais direto sobre o preço do Bitcoin são os da Fidelity (FBTC) e da ARK (ARKB). Historicamente, o preço do BTC acompanha de perto os fluxos combinados desses dois fundos. No entanto, esse comportamento perdeu força nos últimos meses.

O FBTC não conseguiu romper seu topo anterior desde março do ano passado, enquanto o ARKB vem mostrando uma tendência de queda desde julho. Esses movimentos passam despercebidos para muitos observadores, mas se tornam claros quando analisamos os dados de forma detalhada. Trata-se do mesmo padrão observado na MicroStrategy (MSTR), que atingiu seu pico por volta de novembro de 2024 e não conseguiu estabelecer novas máximas por quase um ano. Em síntese, a liquidez está perdendo vigor.
Assim, segundo ele, a liquidez que muitos traders esperam simplesmente ainda não retornou. Mesmo quando é avaliado o ETF da BlackRock, o IBIT, considerado um dos principais motores de liquidez do mercado, o quadro não é tão animador. Embora sua atuação seja relevante, grande parte das compras ocorre fora do mercado aberto (OTC), o que significa que essas operações não exercem pressão direta sobre os preços de negociação.
Para ser direto: se o IBIT não estivesse comprando no ritmo atual, provavelmente o mercado já teria enfrentado uma correção muito mais profunda. Porém, até mesmo a liquidez do IBIT mostra sinais de enfraquecimento em relação aos meses anteriores. Entradas pontuais podem reaparecer no curto prazo, mas a tendência geral permanece negativa. Se a demanda não for suficiente para absorver as vendas realizadas no mercado OTC, esses volumes inevitavelmente migrarão para o mercado aberto e, nesse caso, podem contribuir para pressões adicionais sobre o preço do Bitcoin.
US$ 95 mil é o ponto da virada
Porém, a analista conhecida como @tugbachain, destaca que o gráfico com a porcentagem de UTXOs em Lucro mede a parcela da oferta de Bitcoin que está atualmente em lucro e serve como um indicador-chave da psicologia do mercado.
Nesta leitura, atualmente, essa métrica está em torno de 83-84%, sugerindo que a maioria do mercado permanece em lucro, mas o ímpeto se tornou cada vez mais frágil. Em vez de sinalizar uma capitulação total, essa estrutura aponta para uma fase prolongada de reinicialização e redistribuição.
Nesse contexto, US$ 95.000 surge como um limite crítico on-chain. Esse nível corresponde ao custo de aquisição de UTXOs de curto prazo e atua como o ponto de inflexão para restaurar a lucratividade de forma mais ampla. A aceitação sustentada acima de US$ 95.000 permitiria que a proporção de UTXOs em Lucro se expandisse de volta para a zona de 90%, apoiando uma recuperação na confiança do mercado. Por outro lado, a rejeição contínua abaixo desse nível provavelmente levaria uma parcela crescente de moedas de volta ao prejuízo, reforçando um mini mercado de baixa ou uma fase prolongada de consolidação.

Portanto, o preço do Bitcoin em 16 de janeiro de 2026 é de R$ 513.279,52. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 16 de janeiro de 2026, são: Dash (DASH), Humanity Protocol (H) e Pump.fun (PUMP), com altas de 34%, 24% e 12%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 16 de janeiro de 2026, são: Aptos (APT), Aster (ASTER) e Zcash (ZEC), com quedas de -5,7%, -5,3% e -5,2% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
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