A criptomoeda recupera o patamar de US$ 106 mil impulsionada por liquidações de shorts, estímulos fiscais e retomada do otimismo institucional.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 10/10/2025, está cotado em R$ 566.712,26. O preço do BTC começou a semana em forte alta de quase 5% e voltando a US$ 106 mil.
Por que o preço do Bitcoin subiu hoje?
O Bitcoin subiu 4,32% nas últimas 24 horas, superando o desempenho médio do mercado cripto, que avançou cerca de 4%. A valorização foi alimentada por três fatores principais: a resolução da crise política nos Estados Unidos, uma forte liquidação de posições vendidas e um rompimento técnico importante nos gráficos.
O cenário político norte-americano teve papel central nesse movimento. O Senado aprovou, de forma bipartidária, o fim da paralisação do governo, que já durava 40 dias. A medida trouxe alívio aos investidores e reforçou a confiança na estabilidade institucional do país. Além disso, o presidente Donald Trump anunciou cheques de estímulo de US$ 2.000, financiados por tarifas de importação, o que reacendeu o apetite por risco nos mercados.
Essa combinação de estabilidade política e estímulo fiscal reduziu a percepção de risco sistêmico e incentivou o fluxo de capital para ativos alternativos, como as criptomoedas. De acordo com análise da HTX Research, o fim do impasse retira mais de US$ 200 bilhões de bloqueio de liquidez, devolvendo fôlego à economia americana e ao mercado financeiro global.
Outro fator decisivo foi o curto-circuito nas posições vendidas. Nas últimas 24 horas, o mercado registrou US$ 341 milhões em liquidações, sendo US$ 106 milhões apenas em shorts de Bitcoin. Essa pressão forçou muitos traders a recomprar suas posições, impulsionando ainda mais o preço do ativo.
O movimento provocou uma alta no open interest, que aumentou em US$ 700 milhões, indicando que novos investidores aproveitaram o impulso para reconstruir posições. Apesar da movimentação intensa, as taxas de financiamento permanecem neutras, em torno de 0,0034%, o que sugere um nível saudável de alavancagem e ausência de euforia excessiva.
Analistas apontam que a superação do nível de US$ 105.500, correspondente ao 61,8% do nível de Fibonacci, representa um ponto técnico relevante que confirma o retorno do sentimento de alta. Caso o preço se mantenha acima de US$ 107.600, há espaço para uma extensão do rali até US$ 110 mil.
Fluxos institucionais e impulso técnico reforçam tendência
O rompimento das principais médias móveis e indicadores técnicos também contribuiu para o otimismo. O Bitcoin voltou a operar acima da média móvel de 7 dias, situada em US$ 103.386, e a leitura do MACD virou positiva, sinalizando fortalecimento da tendência de alta.
Os investidores institucionais voltaram a comprar. O fundo iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, registrou US$ 436 milhões em entradas no dia 9 de novembro, revertendo uma sequência de saídas observadas na semana anterior. O índice de força relativa (RSI) em 45,48 pontos mostra que ainda há espaço para valorização antes que o ativo entre em zona de sobrecompra.
No curto prazo, o desafio é manter o suporte em US$ 105 mil. Se o preço perder esse patamar, uma correção até US$ 100 mil não está descartada. No entanto, caso o Bitcoin rompa US$ 108 mil, o mercado pode assistir a um novo ciclo de otimismo e retomada da tendência de alta — com o alívio político nos Estados Unidos servindo como combustível adicional para a confiança dos investidores.
Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, destaca também que os futuros do Nasdaq 100 subiram cerca de 1,1% e os do S&P 500 0,65% após a movimentação no Senado norte‑americano em direção à aprovação de um projeto para reabrir o governo. Já no mercado asiatico, o índice Nikkei 225 teve alta de aproximadamente 1%, enquanto o chinês CSI 300 registrou leve queda.
Já os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram um pouco, e o dólar manteve leve valorização. Já o Bitcoin, cotado em aproximadamente US$ 105.000, tem uma expectativa de curto prazo moderadamente positiva.
O ambiente de risco‑ativo fortalecido favorece o BTC como alternativa, mas o dólar ainda em recuperação e os rendimentos em alta limitam a amplitude de um movimento mais expressivo. É possível que o bitcoin oscile entre US$ 102.000 e US$ 110.000, com possibilidade de romper para cima se a paralisação americana for resolvida rapidamente. Em contrapartida, se houver retrocesso nas expectativas ou fortalecimento adicional do dólar, o Bitcoin pode recuar para US$ 100.000‑102.000.
Bitcoin análise técnica
Com a alta, o Bitcoin rompeu resistências importantes, consolidando-se acima do nível de US$ 105.500, que corresponde à retração de 61,8% de Fibonacci. O rompimento dessa faixa é visto por analistas como um sinal de continuação da tendência de alta, especialmente após o ativo se manter acima da média móvel de 7 dias (US$ 103.386).
O indicador MACD também voltou a ficar positivo, apontando para acúmulo institucional e retomada de fôlego comprador. Já o índice de força relativa (RSI), em torno de 46 pontos, indica espaço para novas altas antes de atingir a zona de sobrecompra.
O movimento foi reforçado por entradas expressivas nos ETFs de Bitcoin. Após uma semana de saídas, o fundo iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, registrou US$ 436 milhões em novos aportes, o que mostra reconstrução de posições por parte de investidores institucionais.
Os dados on-chain também revelam comportamento de acumulação entre investidores de longo prazo. O indicador MVRV, que mede a razão entre o valor de mercado e o valor realizado, permanece na faixa de 1,8 a 2,0, típica de períodos de acúmulo intermediário antes de grandes movimentos de alta.
Enquanto isso, o volume mantido por holders de longo prazo continua crescendo, sustentando a base de preço acima dos US$ 100 mil. Essa retenção indica que o mercado está em uma fase de reconstrução de convicção, e não de euforia.
A perspectiva é de reaceleração gradual. Se o Bitcoin mantiver o suporte em US$ 105 mil e romper US$ 108 mil, analistas projetam extensão do rali até US$ 110 mil nas próximas semanas. Por outro lado, uma nova rodada de saídas em ETFs poderia limitar o avanço e levar o ativo a testar novamente o suporte psicológico dos US$ 100 mil.
Portanto, o preço do Bitcoin em 10 de novembro de 2025 é de R$ 566.712,26. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0017 BTC e R$ 1 compram 0,0000017 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 10 de novembro de 2025, são: Starknet (SKT), World Liberty Financial (WLFI) e Artificial Superintelligence Aliance (FET), com altas de 37%, 28% e 21% respectivamente.
Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 10 de novembro de 2025, são: Decred (DCR), Dash (DASH) e Monero (XMR), com quedas de -14%, -9% e -6% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
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