Dados econômicos dos EUA e ações do Federal Reserve melhoram o apetite por risco, mas investidores seguem cautelosos após liquidações e saídas de ETFs.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira (06), está cotado em R$ 553.982,95 O preço do BTC subiu cerca de 1,8% e voltou para US$ 103 mil após testar o suporte de US$ 100 mil, mas a alta não convenceu os traders, que ainda esperam por mais correções.
Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados asiáticos se recuperaram nesta quinta-feira, revertendo a forte queda do pregão anterior após a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos acima das expectativas.
A atividade no setor de serviços atingiu o maior nível em oito meses, enquanto o número de empregos privados superou as projeções, restaurando parte do apetite por risco. Ainda assim, os rendimentos dos Treasuries permaneceram elevados, o dólar manteve-se próximo da máxima de cinco meses e as apostas em um corte de juros pelo Federal Reserve em dezembro caíram de 70% para cerca de 60%.
O Bitcoin também se recuperou após as liquidações ocorridas na terça-feira, sendo atualmente cotado em aproximadamente US$ 103.500. A expectativa de curto prazo para o BTC é neutra a levemente positiva.
O aumento do apetite por risco, impulsionado pelos dados econômicos mais fortes, favorece ativos como o Bitcoin, embora o dólar ainda firme limite o potencial de alta mais expressiva. Podemos esperar uma oscilação na faixa de US$ 100.000 a US$ 106.000, com possibilidade de avanço caso o dólar recue ou surjam novas surpresas econômicas favoráveis. Por outro lado, se o dólar se valorizar ainda mais ou se os mercados de risco voltarem a cair, o BTC pode testar novamente os suportes em torno de US$ 98.000 a US$ 100.000.
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Segundo Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN, o movimento do BTC retornando para US$ 103 mil representa “uma fase de consolidação, não de capitulação”. Ele acrescenta que “o mercado absorveu o excesso de alavancagem e agora tenta se reequilibrar dentro de uma faixa mais estável”.
O alívio também se estendeu a outros ativos. O Ethereum subiu 2,2%, chegando a US$ 3.400, enquanto o Solana recuperou a marca dos US$ 160, sustentado por fluxos positivos em ETFs. O valor total do mercado cripto avançou 2%, alcançando US$ 3,46 trilhões — o primeiro dia de alta consistente desde o início da correção.
Apesar da recuperação dos preços, os ETFs de Bitcoin e Ethereum continuam registrando saídas líquidas. Foram US$ 137 milhões e US$ 119 milhões, respectivamente, marcando o sexto dia consecutivo de resgates. “Os investidores institucionais estão priorizando proteção de capital, não tomada de risco”, explica Misir.
Enquanto isso, os ETFs de Solana seguem na direção oposta, com US$ 9,7 milhões em entradas pelo sétimo dia seguido. O desempenho, ainda que modesto, mostra uma mudança seletiva no apetite institucional, com parte dos fundos buscando exposição a ativos menos saturados.
No cenário corporativo, o setor também mostrou sinais de fôlego. A Ripple levantou US$ 500 milhões em uma rodada estratégica que avaliou a empresa em US$ 40 bilhões, enquanto o grupo japonês Metaplanet anunciou um fundo de US$ 100 milhões para acumular Bitcoin.
Liquidez melhora após ações do Fed
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve retomou as operações de recompra de curto prazo (repo), medida que aliviou a escassez temporária de dólares causada pela paralisação parcial do governo, que já dura 36 dias. A medida trouxe algum alívio ao mercado e reduziu a pressão sobre os ativos de risco.
“A reativação do repo noturno pelo Fed é um sinal claro de que a liquidez está voltando”, disse Misir. “Quando o fluxo de capital do Tesouro se normalizar, veremos reflexos positivos também no mercado cripto.”
Os dados do mercado de trabalho também ajudaram a melhorar o sentimento. O relatório de emprego da ADP mostrou +42 mil novas vagas em outubro, o melhor desempenho desde julho, reduzindo temores de uma recessão nos EUA.
Indicadores on-chain confirmam que o mercado passa por um resfriamento, e não um colapso. Cerca de 71% da oferta total do Bitcoin ainda está em lucro, e a Perda Não Realizada Relativa está em 3,1%, bem abaixo do nível de 10% que caracterizaria um mercado de baixa mais profundo.
O fornecimento dos detentores de longo prazo (LTH), contudo, continua diminuindo — cerca de 300 mil BTC foram vendidos desde julho, representando uma distribuição constante mesmo com o preço em queda. “Essa é uma venda ordenada, não um pânico generalizado”, observa Misir.
Nos derivativos, o prêmio direcional dos contratos perpétuos caiu de US$ 338 milhões por mês em abril para US$ 118 milhões, indicando menor apetite por alavancagem. Além disso, a demanda por opções de venda (puts) com preço de exercício em US$ 100 mil continua elevada, o que mostra que o mercado ainda opera em tom defensivo.
Perspectivas e riscos
Apesar da melhora na liquidez e do arrefecimento da volatilidade, o sentimento segue frágil. “O equilíbrio do mercado ainda é delicado: as perdas são contidas, mas a convicção dos compradores segue baixa”, resume Misir.
Entre os fatores de risco, analistas destacam a continuação das saídas de ETFs, que podem empurrar o Bitcoin de volta abaixo de US$ 100 mil, e a paralisação prolongada do governo norte-americano, que mantém o aperto de liquidez nos mercados.
Mesmo assim, Misir acredita que o pior já passou:
“O Bitcoin demonstrou resiliência após o evento de liquidação mais agressivo do ano. Agora, o foco está em reconstruir confiança e acompanhar o retorno gradual do capital institucional.”
Por enquanto, o mercado vive uma fase de ajuste técnico, onde a disciplina e a seletividade serão cruciais. “Pacientes e estratégicos terão vantagem — é assim que o dinheiro inteligente se posiciona em fases de transição como essa”, concluiu o analista.
Portanto, o preço do Bitcoin em 06 de novembro de 2025 é de R$ 553.982,95. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0017 BTC e R$ 1 compram 0,0000017 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 06 de novembro de 2025, são: Internet Computer (ICP), Dash (DASH) e Zcash (ZEC), com altas de 26%, 21% e 15% respectivamente.
Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 06 de novembro de 2025, são: Story (IP), OKB (OKB) e Injective (INJ), com quedas de -7%, -3% e -2% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
Fonte: CoinTelegraph
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