BitcoinBlockchainCriptomoedasEconomiaEconomia Descentralizada

Cripto cai para US$ 89 mil em mais um dia de vendas no mercado

Cripto recua após liquidações de mais de US$ 1 bilhão, juros globais em alta e incertezas regulatórias que ampliaram a pressão sobre o BTC.

O  preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 21/01/2026, está cotado em R$ 480.074,42. O preço do BTC voltou a cair hoje. A queda levou a criptomoeda para US$ 88 mil antes de uma leve recuperação para o nível atual de US$ 89 mil.

Por que o BTC caiu hoje

De acordo com o analista e fundador da Outset PR, Mike Ermolaev, o movimento ocorreu em meio a um cenário global mais fraco, marcado por volatilidade nos juros internacionais e por sinais de estresse no mercado de derivativos.

Derivativos explicam boa parte do impacto, com um aumento brusco nas liquidações de posições compradas. Os dados da CoinGlass mostram que mais de US$ 1,08 bilhão foi liquidado em 24 horas, sendo US$ 273 milhões apenas em posições de Bitcoin, um salto de 183% em relação ao dia anterior. O aumento de alavancagem, combinado a funding positivo, deixou o mercado vulnerável a um movimento brusco de realização.

Além disso, ele destaca que a queda abaixo de US$ 90 mil ativou ordens automáticas de stop-loss, criando um efeito dominó típico de momentos de excesso de alavancagem. Assim, o recuo ganhou força mesmo sem qualquer notícia negativa específica sobre o Bitcoin. O comportamento reforça que o ajuste veio de dentro do próprio mercado, e não de um evento isolado.

Ao mesmo tempo, o ambiente macroeconômico adicionou uma camada adicional de pressão. Os rendimentos dos títulos de 30 anos do Japão subiram para 3,86%, e o fluxo global se moveu para ativos considerados mais seguros. A correlação de 24 horas entre o Bitcoin e o Nasdaq-100 atingiu 0,72, mostrando que ambos os mercados reagiram ao mesmo impulso de aversão ao risco.

O clima ficou ainda mais tenso após novas ameaças tarifárias de Donald Trump no Fórum de Davos. A retórica elevou o temor de desaceleração econômica e reforçou a busca por proteção. O ouro subiu 8% na semana, enquanto o Bitcoin e outras criptomoedas perderam espaço no portfólio global de investidores institucionais.

Além disso, o setor enfrentou ruídos regulatórios. A Casa Branca adiou a discussão de um novo projeto de lei cripto, enquanto a Binance realizou alguns delistings pontuais, o que aumentou a cautela de curto prazo. Nada disso foi suficiente para provocar pânico, mas influenciou o humor geral de um mercado já pressionado.

Mesmo com a queda, os fluxos institucionais se mantiveram estáveis. Os ETFs de Bitcoin seguem com cerca de US$ 125 bilhões sob gestão, praticamente o mesmo nível da última semana. Isso indica que não houve fuga de capital relevante dos veículos regulados, um ponto importante para a leitura de médio prazo.

No lado técnico, o volume negociado subiu 30% em 24 horas e o open interest avançou 6,4%, sinalizando um mercado que continua ativo, apesar do movimento de correção. O índice de sentimento, no entanto, caiu para 32 pontos, entrando na zona de “medo” pela primeira vez em semanas.

O mercado também viu esfriar a rotação para altcoins. O índice que mede essa dinâmica caiu para 27, indicando perda de apetite por risco extra. O capital voltou a se concentrar em posições defensivas, com traders reduzindo exposição a projetos menores e reforçando posições em stablecoins.

Bitcoin análise macroeconômica

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos registraram perdas pelo terceiro dia consecutivo, ampliando a aversão ao risco global em meio a crescentes tensões com ameaças comerciais dos EUA envolvendo a Groenlândia e o ressurgimento do chamado “Sell America” trade, que levou investidores a reduzirem exposição a ativos norte‑americanos.

Esse movimento provocou forte sell-off em Wall Street, queda significativa nos principais índices futuros e um deslocamento de capital para ativos considerados porto‑seguro, como ouro e prata, que atingiram máximas recordes.

O Bitcoin também sofreu diante desse cenário sendo cotado aproximadamente em US$ 89.400, com uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. A persistente aversão ao risco nos mercados tradicionais, refletida no sell-off global e na preferência por metais preciosos, tende a reduzir a demanda por ativos mais voláteis, como o BTC, no curtíssimo prazo, favorecendo movimentos de consolidação ou leves retrações técnicas, em vez de uma alta mais robusta.

Bitcoin análise técnica

De acordo com o analista Manish Chhetri, se o BTC continuar sua correção e fechar abaixo do suporte imediato em US$ 87.787, poderá estender a queda em direção ao limite de consolidação inferior em US$ 85.569, que coincide com o nível de retração de Fibonacci de 78,60%.

O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 41, abaixo do nível neutro de 50, indicando que o ímpeto de baixa está ganhando força. O indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) também apresentou um cruzamento de baixa na terça-feira, reforçando ainda mais a perspectiva negativa.

Por outro lado, se o BTC se recuperar, poderá estender o avanço em direção ao nível de retração de Fibonacci de 61,8%, em US$ 94.253.

Para Paulo Aragão, economista e Host do Podcast Giro Bitcoin, do ponto de vista técnico, os dados de mercado indicam que uma reação inicial poderia levar o Bitcoin de volta à região dos US$ 91.600, enquanto a faixa entre US$ 95.000 e US$ 95.300 concentra um volume relevante de posições vendidas que poderiam ser forçadas a recomprar caso o preço se estabilize.

O mercado está atualmente inclinado para apostas na queda, o que aumenta a probabilidade de um repique técnico, desde que o cenário macro não se deteriore ainda mais. O sentimento no mercado cripto também está bastante negativo, algo que historicamente costuma anteceder movimentos de recuperação. Além disso, grandes investidores seguem comprando nesses níveis, enquanto o varejo reage com mais cautela, um padrão comum antes de reversões importantes.

Portanto, o preço do Bitcoin em 21 de janeiro de 2026 é de R$ 480.074,42. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 21 de janeiro de 2026, são: Canton (CC), Layer Zero (ZRO) e World Liberty Finance (WLFI), com altas de 11%, 10% e 6%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 21 de janeiro de 2026, são: Monero (xmr), Hyperliquid (HYPE) e Immutable (IMX), com quedas de -16%, -7% e -6% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

Fonte: CoinTelegraph
Image by wirestock on Freepik

Related posts

Lei para motoristas de app pode mudar futuro do trabalho

Fulvio Bahia

MST realiza Jornada em Defesa da Natureza e seus Povos na semana do meio ambiente

Fulvio Bahia

Salário mínimo deve ter novo reajuste no dia 1º de maio

Fulvio Bahia

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você concorda com isso, mas você pode desistir caso deseje. Aceitar Leia Mais