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Deputado Robinson Almeida critica postura dos EUA e alerta para ameaça de guerra contra Venezuela e à paz na América do Sul; “Trump quer ser o pirata do mundo”

Deputado baiano lembra que pretexto dos EUA já foi usado em 2003, na invasão ao Iraque, para se apropriar do petróleo: “custou vidas de crianças, mulheres e idosos”

O deputado estadual Robinson Almeida (PT-BA) condenou a autorização do governo dos Estados Unidos para operações secretas da CIA na Venezuela, alegando combate ao narcotráfico. O parlamentar classificou a medida do presidente Donald Trump como “um ataque frontal à soberania de um país sul-americano” e “uma ameaça real à estabilidade política, social e econômica de toda a América do Sul”.

Segundo o presidente americano, ações militares, incluindo o deslocamento de navios de guerra e até um submarino nuclear para a região próxima à costa venezuelana, seriam justificadas por acusações de que o presidente Nicolás Maduro lidera um suposto cartel de drogas, o “Cartel de los Soles”, classificado como organização narcoterrorista.

Para o parlamentar petista, o argumento utilizado pelos Estados Unidos lembra o pretexto usado na invasão do Iraque, em 2003. “É o mesmo roteiro: fabricam uma justificativa que soa nobre — na época, armas de destruição em massa; agora, combate ao narcotráfico — para esconder o verdadeiro objetivo: controlar as imensas reservas de petróleo”, afirmou Robinson.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, com mais de 300 bilhões de barris, segundo o Relatório Mundial de Energia de 2025. Para o deputado, essa riqueza natural torna o país um alvo estratégico para interesses econômicos e geopolíticos dos Estados Unidos.

“O que está em jogo não é a segurança dos norte-americanos, mas o controle sobre o petróleo venezuelano. O que vimos no Iraque foi a morte de milhares de civis, incluindo crianças e idosos, sob um falso argumento. Não podemos permitir que isso se repita na América do Sul”, declarou o parlamentar.

Robinson Almeida também chamou a atenção para o papel da comunidade internacional e, em especial, dos países sul-americanos. Para ele, é fundamental que as nações do continente adotem uma postura firme em defesa do direito internacional e da autodeterminação dos povos.

“A América do Sul precisa estar vigilante. Não podemos aceitar interferências unilaterais e belicistas que afrontam os princípios da soberania nacional. Um ataque militar à Venezuela não é só uma agressão ao povo venezuelano, mas uma ameaça à paz de todo o continente. Isso tem que ser denunciado e enfrentado com unidade e firmeza”, completou.

O deputado alertou ainda para o risco de uma nova era de intervenção militar disfarçada de “missão humanitária” no continente latino-americano, e reforçou que o Brasil, enquanto maior país da região, deve ter uma postura altiva, diplomática e em defesa da paz.

“Precisamos lembrar que soberania não se negocia e que a paz não pode ser refém de interesses geoestratégicos ou econômicos de potências estrangeiras. A história nos cobra responsabilidade diante de situações como essa e a América do Sul não é nem aceita ser colônia de ninguém”, concluiu.

Fonte / Foto: Ascom dep Robinson Almeida – PT

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