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Fundação Gregório de Mattos celebra centenário de Mãe Stella com edição especial do ‘Patrimônio É…’ no Ilê Axé Opô Afonjá

Com o tema ‘100 Anos de Mãe Stella e a Força das Mulheres do Afonjá’, evento é gratuito e será transmitido no YouTube da FGM

Como parte das comemorações pelo centenário de Mãe Stella de Oxóssi, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) promove uma edição especial do projeto ‘Patrimônio É…’ no Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro, em Salvador. O encontro é aberto ao público e acontece nesta quinta-feira (24), às 15h, com entrada gratuita.

Com o tema ‘100 Anos de Mãe Stella e a Força das Mulheres do Afonjá’, a roda de conversa será mediada pela jornalista Cristiele França e vai contar com a participação de Mãe Ana de Xangô, Iyá Márcia de Ògún e Ajoiyé Eliana Falayó. Cada convidada vai abordar o tema a partir da própria perspectiva e relação com Mãe Stella e, ao final, será aberto o espaço para perguntas do público, que pode acompanhar presencialmente ou pelo YouTube da FGM.

A ocasião será marcada ainda pelas apresentações do Coral Obá  Biyi e do Grupo Cultural Afonjá – formados por filhas de santo do Opô Afonjá -, além da fala institucional do presidente da FGM, Fernando Guerreiro.

O evento integra o Circuito Mulheres Negras em Movimento, promovido pela Prefeitura de Salvador, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). A proposta é destacar a passagem do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, do Dia Municipal da Mulher Negra em Salvador e do Dia Nacional de Tereza de Benguela.

O Circuito segue até 27 de julho, com apresentações artísticas, gastronomia, rodas de conversa, roda de mulheres capoeiristas, encontro de tambores femininos, homenagem a Maria Felipa, Slam, exibição de filmes, feira de empreendedoras negras, espaço infantil e outras atividades.

Patrimônio É…

Projeto de Educação patrimonial realizado pela FGM desde 2017, o ‘Patrimônio É…’ começou na Igreja da Barroquinha – local onde surgiu o primeiro Candomblé Ketu do Brasil e cujo espaço é patrimônio cultural nacional reconhecido pelo Iphan – e passou por outros locais de Salvador, a exemplo da Feira de São Joaquim, Ladeira da Preguiça, Mercado de São Miguel, Casa do Benin, Pedra de Xangô e Igreja do Rosário dos Pretos, entre outros.

A iniciativa realiza encontros sobre temas relacionados ao patrimônio cultural de Salvador, envolvendo pesquisadores, gestores, detentores, fazedores de cultura, estudantes e sociedade em geral, com a proposta de promover a reflexão sobre a importância da história e identidade, preservação e salvaguarda do patrimônio material e imaterial, fortalecendo o vínculo entre as pessoas e os territórios onde vivem.

Sobre as convidadas

Mãe Ana de Xangô: yalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, é pedagoga, especialista em Educação e mobilizadora social. Oriunda de uma família de matriz africana da nação Ketu, herdou as origens, a cultura e tradição dos eguguns do terreiro Agboula. Foi iniciada no candomblé aos 23 anos, por Mãe Stella.

Ìyá Márcia d’Ọ̀gún: é yalorixá do Ilê Axé Ẹwà Ọ̀lódùmarè. É professora aposentada, coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (Renafro) – Núcleo Lauro de Freitas, e do Conselho InterReligioso da Bahia (Conirb). Membro do Comitê de Combate ao Racismo Religioso da Ronda Omnira da PM-BA, compõe a Rede de Mulheres de Terreiro da Bahia, a Rede de Defensoras Negras Pelos Direitos Humanos, é Conselheira Consultiva da Rede Ecumênica da Água (Reda) e ex-presidenta do Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador. Em 2023, recebeu a Medalha Zumbi dos Palmares, da Câmara Municipal de Salvador, e a Menção Honrosa Pelos Direitos Humanos, da Defensoria Pública do Estado da Bahia.

Ajoiyé Eliana Falayó: é graduada em Letras Vernáculas com Inglês e especializada em Psicopedagogia Institucional. Professora do ensino fundamental da rede pública, tem mestrado profissional em Gestão Social e Desenvolvimento Territorial. É ativista social, coordenadora de Projetos Tecnológicos Sociais de Terreiros, e fundadora da Rede de Mulheres Ancestrais da Ilha de Itaparica.

Mãe Stella

Mãe Stella de Oxóssi, nome religioso de Maria Stella de Azevedo Santos, foi yalorixá Ilê Axé Opô Afonjá e uma figura proeminente no candomblé e na cultura afro-brasileira. Nascida em 2 de maio de 1925, foi iniciada no candomblé aos 14 anos e, mais tarde, tornou-se a quinta yalorixá do terreiro, cargo que ocupou por mais de quatro décadas.

Além da atuação religiosa, Mãe Stella foi enfermeira e escritora, autora de diversos livros sobre candomblé e cultura afro-brasileira, incluindo “Meu tempo é agora” e “Òsósi – O caçador de alegrias”. Ela também foi uma defensora da cultura negra e da preservação das tradições africanas, lutando contra a intolerância religiosa e o racismo. Mãe Stella morreu em 2018, aos 93 anos, deixando um legado religioso, intelectual e político importante.

SERVIÇO
Patrimônio É… 100 Anos de Mãe Stella e a Força das Mulheres do Afonjá
Onde:
 Ilê Axé Opô Afonjá (Rua Direta de São Gonçalo, 557 – São Gonçalo do Retiro)
Quando: quinta-feira, 24
Horário: 15h
Gratuito | Transmissão ao vivo pelo canal da FGM no YouTube (https://www.youtube.com/c/Funda%C3%A7%C3%A3oGreg%C3%B3riodeMattos)

Fonte / Card: Ascom PMS

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