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Jovens lideram avanço das criptomoedas no Brasil em 2025, revela MB

A exchange de criptomoedas brasileira Mercado Bitcoin (MB) divulgou nesta quinta-feira (18) um relatório sobre o desempenho do mercado de criptomoedas em 2025 em sua plataforma, cujo aumento de participação foi capitaneado por jovens de até 24 anos.

Segundo o “Raio-X do Investidor de Ativos Digitais”, essa faixa etária registrou 56% de aumento de participação em relação a 2024. Já os ativos de menor volatilidade, como Renda Fixa Digital e stablecoins (altcoins atreladas a moedas fiduciárias, como o dólar), ganharam destaque e se tornaram as escolhas preferidas entre os novos investidores do setor esse ano.

Criado a partir da aferição de dados de investidores brasileiros por meio da análise do comportamento e das operações dos usuários na exchange, a relatório também revelou que a atenção dos investidores se voltou para a diversificação. Nesse caso, houve um aumento de 18% no número de pessoas que aplicaram em mais de um criptoativo em comparação ao ano anterior, segundo o levantamento.

Na visão do VP de Negócios Cripto do MB, Fabrício Tota, o interesse dos brasileiros por criptomoedas se intensificou com momentos importantes ao longo do ano, como o anúncio da regulamentação cripto pelo Banco Central (BC) e o fato das stablecoins terem ultrapassado o volume de transações somado de Visa e Mastercard.

Identificamos esse crescimento de demanda por investidores de todas as faixas etárias e perfis, não apenas os mais jovens, como também investidores institucionais e family offices. Além de apoiá-los com a tecnologia para as transações serem feitas de forma ágil e segura, temos o compromisso de tornar o universo cripto mais simples e integrado ao dia a dia dos investidores”, comentou.

Ao todo, o volume transacionado em criptomoedas avançou 43% em relação ao período anterior. Já aporte médio dos investidores ficou em R$ 5.700, com as segundas-feiras concentrando tanto o maior número de investidores quanto o maior volume movimentado. Na avaliação do VP de Negócios Cripto do MB, esse comportamento reforça um movimento de maior planejamento financeiro, com os brasileiros aproveitando o início da semana para organizar a carteira e tomar decisões de investimento.

Stablecoins versus volatilidade

O Raio-X do Investidor de Ativos Digitais em 2025 também mostrou que as faixas de renda intermediária tendem a priorizar diversificação e aporte em ativos menos voláteis, aumentando a alocação em stablecoins. Nas faixas de renda entre R$ 9.696,01 e R$ 13.332 e entre R$ 16.968,01 e R$ 24.240, 86% do valor investido em criptoativos está aplicado em criptomoedas tradicionais e 12% em stablecoins, mostrando que essas faixas, apesar de menor dominância em cripto tradicionais, apresentam maior interesse por stablecoins.

Na faixa de R$ 6.060,01 a R$ 9.696, apenas 5% do investimento vai para stablecoins e 92% permanece em criptomoedas tradicionais, possivelmente em busca de retornos mais elevados.

Em alta renda, caracterizada por pessoas com remuneração acima de R$ 24.240, o número de investidores cresceu 11% em relação ao ano anterior, enquanto o grupo de renda média, entre R$ 16.968,01 e R$ 24.240, registrou alta de 16%.

Stablecoins e ativos tokenizados lideram

As stablecoins foram a categoria que mais cresceu no ano, com volume mais que triplicado, enquanto os ativos tokenizados, como a renda fixa digital (RFD), registraram alta de 108%.

Só em 2025, distribuímos R$ 1,8 bilhão em ativos de RFD, com a categoria entregando em média 132% do CDI no ano, muitas vezes com isenção de imposto de renda, acrescentou Tota, indicando o potencial da vertente para 2026.

O número de investidores comprando Bitcoin  BTCR$ 468.635 cresceu 14% frente a 2024, mostrando que, mesmo com sua atual dominância no mercado, o ativo continua a ampliar sua base. Além de o ativo seguir como a principal criptomoeda no ranking de mais negociados ao longo de 2025, ele é seguido por USDTR$ 5,51, Ethereum ETHR$ 15.476 e Solana SOLR$ 651,41.

Desempenho Regional

No volume negociado, o Sudeste lidera com São Paulo e Rio de Janeiro em 1º e 2º lugar. O Paraná (Sul) aparece em 3º, seguido por Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que completam o top 5. O Centro-Oeste entra com o Distrito Federal em 7º lugar do ranking geral, enquanto a Bahia representa o Nordeste em 9º. A região Norte só aparece na 16ª posição do ranking nacional, com o Acre.

Enquanto isso, as cinco criptomoedas mais procuradas pelos brasileiros subiram até 1.350% em 30 dias, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

Fonte: CoinTelegraph
Image by freepik

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