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Manuel Rocha manifesta apoio a produtores de cacau do Sul da Bahia e critica inércia do governo do estado

O deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil), presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), expressou nesta segunda-feira (26) apoio aos produtores de cacau do Sul da Bahia que organizam protestos contra a queda acentuada no preço do fruto e o aumento das importações de cacau africano, que, segundo os agricultores, têm pressionado ainda mais o mercado interno e ameaçado a sobrevivência econômica de milhares de famílias que dependem da cultura cacaueira na região.

Rocha destacou que a situação dos cacaueiros no estado evidencia “um cenário de desassistência que precisa ser enfrentado com urgência pelo poder público”. Segundo ele, a Bahia é uma das regiões mais tradicionais na produção do cacau e tem grande potencial produtivo, mas os produtores enfrentam hoje dificuldades severas com preços em queda e concorrência externa desleal.

“Os produtores do Sul da Bahia precisam ser ouvidos. A queda do preço e a pressão competitiva das importações desorganizadas ameaçam não apenas a economia rural, mas a própria identidade de uma região que vive do cacau há décadas. É preciso que o Estado, em vez de apenas assistir à angústia dos agricultores, tome medidas concretas de apoio, estímulo e regulação do setor”, afirmou Manuel Rocha.

Para o deputado, a crise atual reflete “falhas estruturais” no apoio governamental à cadeia cacaueira, uma cultura que historicamente já enfrentou desafios, como a devastação pela vassoura-de-bruxa e flutuações de mercado ao longo de décadas, e que hoje carece de políticas consistentes de fomento, organização de mercado e estímulo à produção de maior valor agregado .

Manuel Rocha criticou a postura de “inércia” do governo estadual em relação à grave situação dos cacauicultores. Para ele, a Bahia precisa de ações que promovam não apenas a produção, mas também a valorização do produto no mercado interno e externo.

“O cacau baiano merece atenção prioritária. Nosso governo deve estar ao lado do produtor, defendendo políticas que fortaleçam a cadeia produtiva, garantam preços justos e criem condições competitivas para nossos agricultores. Não podemos aceitar que a inércia administrativa deixe o setor à mercê de pressões externas e desigualdades estruturais”, afirmou Rocha.

Fonte / Foto:Ascom dep Manuel Rocha – UB

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