A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) confirma a detecção laboratorial de um caso de raiva em um cão com menos de três meses de idade, faixa etária para a qual a vacinação antirrábica ainda não é indicada pelo Ministério da Saúde. O animal, recolhido das ruas, apresentou provável exposição prévia a animal silvestre. Ou seja, a positividade observada neste episódio possivelmente é compatível com variantes associadas a morcegos.
Após a confirmação do resultado, a SMS iniciou imediatamente todas as medidas preconizadas pelos protocolos nacionais, incluindo:
• Bloqueio vacinal nas áreas de circulação do animal;
• Busca ativa de pessoas e animais que tiveram contato direto ou indireto, com encaminhamento da profilaxia pós-exposição humana, quando indicada;
• Ações casa a casa, realizadas por médicos-veterinários e Agentes de Combate às Endemias;
• Vacinação de cães e gatos do entorno, orientação aos moradores e monitoramento de sinais clínicos;
• Investigações epidemiológicas e coleta de informações, conforme fluxo pactuado com a vigilância estadual e Ministério da Saúde.
Paralelamente, a SMS emitiu um Alerta Epidemiológico direcionado às equipes assistenciais, vigilâncias municipais, serviços que atuam diretamente com animais e unidades de saúde para apoiar a tomada de decisões, evitar desinformação e promover comportamentos preventivos.
Prevenção:
• A vacinação de cães e gatos a partir de três meses de idade é o método mais eficaz de prevenção da raiva.
Outras orientações essenciais incluem:
• Evitar contato com morcegos, raposas, saguis ou qualquer animal silvestre, vivos ou mortos. Não existe vacina destinada a esses animais, que são protegidos por legislação ambiental, e causar-lhes dano é crime.
• Animais silvestres encontrados em residências devem ser comunicados ao Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone 3202-0984 ou 156.
• Profissionais que manipulam animais devem manter esquema de profilaxia pré-exposição atualizado, conforme seu grupo de risco.
Conduta em situações de risco:
A população deve observar as seguintes orientações:
• Pessoas mordidas, arranhadas ou que tiveram contato com a saliva de animais suspeitos devem procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação da necessidade de profilaxia.
• Morcegos encontrados caídos, mortos ou em comportamento atípico não devem ser tocados. A orientação é acionar a vigilância municipal.
• Animais domésticos com mudança de comportamento, agressividade súbita, salivação excessiva ou dificuldade motora devem ser avaliados por médico-veterinário e notificados aos serviços de vigilância.
Fonte: Ascom SMS
